antigas Publicado: 16/04/2009 | 10:17

Emprego industrial paulista dá sinais de recuperação, indica Fiesp

 O nível de emprego da indústria de transformação paulista recuou 0,2% em março ante o mês anterior, com ajuste sazonal. Os dados não ajustados, entretanto, mostram alta de 0,31% no mês passado. A variação sem ajuste equivale à abertura de 7,5 mil postos de trabalho. 


Apesar do pequeno recuo observado na série com ajuste, os dados indicam uma leve recuperação no emprego industrial paulista, pois em fevereiro houve queda de 2,15% ante janeiro.

Segundo levantamento divulgado, nesta terça-feira (14), pela Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp), o indicador registrou recuo de 5,34% em relação a março de 2008, com 133 mil empregos a menos. No primeiro trimestre, o setor eliminou 66,5 mil vagas, o que representa uma variação negativa de 2,73% ante o número apresentado no fim de 2008.

No mês passado, 16 setores promoveram cortes de pessoal e cinco registraram contratação de funcionários. Um setor manteve o volume de emprego. Os setores industriais que mais demitiram foram equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com declínio de 2,7%. Na sequência, aparecem metalurgia, com redução de 2,6%, e máquinas e equipamentos, com recuo de 1,9%.

Na ponta oposta, em março, foram criadas mais vagas em fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis (23,9%), seguido de produtos alimentícios (9,7%).

A antecipação da colheita da cana de açúcar em São Paulo garantiu um número positivo de geração de empregos na indústria paulista em março. Os dados da Fiesp mostram que o setor sucroalcooleiro criou 26.933 postos de trabalho no mês passado, enquanto os demais setores industriais fecharam, juntos, 19.433 vagas no período.

Sem a contribuição desse segmento o emprego industrial da região teria caído 0,9%. No interior as contratações subiram 1,33% enquanto na Grande São Paulo a variação ficou negativa em 1,05%.

O aumento de 0,31% é o pior desempenho para meses de março desde 2006, mas Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp destaca que esse é o primeiro resultado positivo desde setembro do ano passado, quando a crise internacional se agravou e o emprego industrial ainda havia subido 0,41%.

De lá para cá, o saldo mensal de empregos no Estado foi negativo, inclusive em janeiro e fevereiro, quando se esperava uma retomada. "Percebe-se uma melhoria depois de um período longo de retração", diz o dirigente. Ele acredita, entretanto, que ainda não é possível apostar em estabilidade depois da onda negativa registrada pela indústria nos últimos meses.

Segundo ele, as incertezas sobre o nível em que a economia, a indústria e o emprego se estabilizarão persistem no mundo todo e, consequentemente, também no Brasil. A entidade continua se abstendo de fazer projeções para este ano.

Francini destaca ainda que o comportamento de contratações no setor sucroalcooleiro, cuja alta foi de 23,3% no mês passado, também pode ser considerada atípica em relação aos últimos dois anos. Normalmente, o setor começa as contratações em março, mas acentua esse processo apenas em abril.

A antecipação da colheita, segundo ele, está associada à necessidade de geração rápida de caixa por parte das empresas, também devido ao ambiente de retração econômica e dificuldades de crédito. A estimativa da Fiesp é de que o mês de abril tende a trazer resultados positivos também por conta do resíduo das contratações para o período de colheita da cana. (Fonte: Valor Econômico)

 O nível de emprego da indústria de transformação paulista recuou 0,2% em março ante o mês anterior, com ajuste sazonal. Os dados não ajustados, entretanto, mostram alta de 0,31% no mês passado. A variação sem ajuste equivale à abertura de 7,5 mil postos de trabalho. 


Apesar do pequeno recuo observado na série com ajuste, os dados indicam uma leve recuperação no emprego industrial paulista, pois em fevereiro houve queda de 2,15% ante janeiro.

Segundo levantamento divulgado, nesta terça-feira (14), pela Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp), o indicador registrou recuo de 5,34% em relação a março de 2008, com 133 mil empregos a menos. No primeiro trimestre, o setor eliminou 66,5 mil vagas, o que representa uma variação negativa de 2,73% ante o número apresentado no fim de 2008.

No mês passado, 16 setores promoveram cortes de pessoal e cinco registraram contratação de funcionários. Um setor manteve o volume de emprego. Os setores industriais que mais demitiram foram equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com declínio de 2,7%. Na sequência, aparecem metalurgia, com redução de 2,6%, e máquinas e equipamentos, com recuo de 1,9%.

Na ponta oposta, em março, foram criadas mais vagas em fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis (23,9%), seguido de produtos alimentícios (9,7%).

A antecipação da colheita da cana de açúcar em São Paulo garantiu um número positivo de geração de empregos na indústria paulista em março. Os dados da Fiesp mostram que o setor sucroalcooleiro criou 26.933 postos de trabalho no mês passado, enquanto os demais setores industriais fecharam, juntos, 19.433 vagas no período.

Sem a contribuição desse segmento o emprego industrial da região teria caído 0,9%. No interior as contratações subiram 1,33% enquanto na Grande São Paulo a variação ficou negativa em 1,05%.

O aumento de 0,31% é o pior desempenho para meses de março desde 2006, mas Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp destaca que esse é o primeiro resultado positivo desde setembro do ano passado, quando a crise internacional se agravou e o emprego industrial ainda havia subido 0,41%.

De lá para cá, o saldo mensal de empregos no Estado foi negativo, inclusive em janeiro e fevereiro, quando se esperava uma retomada. "Percebe-se uma melhoria depois de um período longo de retração", diz o dirigente. Ele acredita, entretanto, que ainda não é possível apostar em estabilidade depois da onda negativa registrada pela indústria nos últimos meses.

Segundo ele, as incertezas sobre o nível em que a economia, a indústria e o emprego se estabilizarão persistem no mundo todo e, consequentemente, também no Brasil. A entidade continua se abstendo de fazer projeções para este ano.

Francini destaca ainda que o comportamento de contratações no setor sucroalcooleiro, cuja alta foi de 23,3% no mês passado, também pode ser considerada atípica em relação aos últimos dois anos. Normalmente, o setor começa as contratações em março, mas acentua esse processo apenas em abril.

A antecipação da colheita, segundo ele, está associada à necessidade de geração rápida de caixa por parte das empresas, também devido ao ambiente de retração econômica e dificuldades de crédito. A estimativa da Fiesp é de que o mês de abril tende a trazer resultados positivos também por conta do resíduo das contratações para o período de colheita da cana. (Fonte: Valor Econômico)