antigas Publicado: 14/09/2007 | 10:28

Professor universitário mobilizado

Luciano Pires
Correio Braziliense

Mobilizados em vários estados brasileiros, os professores das universidades federais promoveram ontem o Dia Nacional de Paralisação. O ato foi a forma encontrada pela categoria para pressionar o governo a dar respostas às reivindicações apresentadas em março deste ano. Os docentes reclamam de perdas salariais acumuladas desde 1999 e querem discutir questões estruturais. A Secretaria de Recursos Humanos, ligada ao Ministério do Planejamento, avaliou que a proposta tem alto custo orçamentário, mas prometeu detalhar melhor esse impacto financeiro e apresentar um estudo em breve.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), os protestos envolveram o Rio Grande do Sul, Sergipe, Espírito Santo e Alagoas. Na Universidade de Brasília (UnB) a paralisação não alterou a rotina dos estudantes. A maioria das unidades acadêmicas funcionou normalmente e pelos corredores da universidade o movimento foi intenso durante todo o dia. Segundo a UnB, as salas estavam vazias apenas no Instituto de Artes (IdA). Até o Restaurante Universitário (RU) operou sem problemas. A Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) informou que a paralisação atingiu seus objetivos porque chamou a atenção da comunidade acadêmica e do governo.

No encontro com os representantes dos docentes, o secretário de recursos humanos, Duvanier Paiva Ferreira, disse que não há recursos disponíveis para conceder reajuste salarial este ano. Qualquer ação do tipo, explicou, tem como horizonte 2008, 2009 e 2010. A implantação integral da tabela proposta pelos docentes teria um impacto de R$ 14 bilhões.

Duvanier se comprometeu a apresentar números mais precisos na próxima reunião, marcada para o dia 26 deste mês. A data limite para a conclusão das negociações é 23 de outubro. “A paralisação ajudou a sinalizar para o governo que a categoria está mobilizada. O encontro com os técnicos foi bom”, disse Agostinho Beghelli Filho, segundo vice-presidente do Andes. Hoje, as universidades retomam as atividades.

Luciano Pires
Correio Braziliense

Mobilizados em vários estados brasileiros, os professores das universidades federais promoveram ontem o Dia Nacional de Paralisação. O ato foi a forma encontrada pela categoria para pressionar o governo a dar respostas às reivindicações apresentadas em março deste ano. Os docentes reclamam de perdas salariais acumuladas desde 1999 e querem discutir questões estruturais. A Secretaria de Recursos Humanos, ligada ao Ministério do Planejamento, avaliou que a proposta tem alto custo orçamentário, mas prometeu detalhar melhor esse impacto financeiro e apresentar um estudo em breve.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), os protestos envolveram o Rio Grande do Sul, Sergipe, Espírito Santo e Alagoas. Na Universidade de Brasília (UnB) a paralisação não alterou a rotina dos estudantes. A maioria das unidades acadêmicas funcionou normalmente e pelos corredores da universidade o movimento foi intenso durante todo o dia. Segundo a UnB, as salas estavam vazias apenas no Instituto de Artes (IdA). Até o Restaurante Universitário (RU) operou sem problemas. A Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) informou que a paralisação atingiu seus objetivos porque chamou a atenção da comunidade acadêmica e do governo.

No encontro com os representantes dos docentes, o secretário de recursos humanos, Duvanier Paiva Ferreira, disse que não há recursos disponíveis para conceder reajuste salarial este ano. Qualquer ação do tipo, explicou, tem como horizonte 2008, 2009 e 2010. A implantação integral da tabela proposta pelos docentes teria um impacto de R$ 14 bilhões.

Duvanier se comprometeu a apresentar números mais precisos na próxima reunião, marcada para o dia 26 deste mês. A data limite para a conclusão das negociações é 23 de outubro. “A paralisação ajudou a sinalizar para o governo que a categoria está mobilizada. O encontro com os técnicos foi bom”, disse Agostinho Beghelli Filho, segundo vice-presidente do Andes. Hoje, as universidades retomam as atividades.