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Publicado: 18/09/2007 | 10:57
Governo conta com tucanos
Jornal do Brasil
As possíveis dissidências na bancada tucana do Senado são a esperança do governo para tentar completar os 49 votos necessários para a aprovação da CPMF. Os dois governadores de maior peso no partido - José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais - querem a prorrogação do tributo. O partido será o principal alvo do trabalho de reaproximação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com oposicionistas nas próximas semanas.
Renan precisa demonstrar que ainda possui capacidade de se relacionar bem com os senadores de oposição para manter o apoio do Palácio do Planalto e aliviar a pressão pela sua saída da presidência da Casa. Ao presidente Lula, Renan tentará demonstrar que sua absolvição não dificultará a aprovação da PEC que prorroga a contribuição até 2011, apesar das ameaças da oposição em torno de uma "obstrução seletiva" na pauta de votações da Casa.
Por seu lado, o governo sabe que terá de flexionar a proposta de prorrogação da CPMF para conquistar votos entre a oposição.
Seria importante um gesto de humildade e um esforço de negociação em direção à oposição - advertiu ontem o senador Tião Viana (PT-AC). - O processo de obstrução está presente na Casa e o governo terá que dialogar com todos.
Na Câmara, os sinais de flexibilização da proposta que prorroga a CPMF já apareceram. O relator da PEC, deputado Antonio Palocci (PT-SP), deixou uma porta aberta para a diminuição gradual da alíquota do tributo, hoje em 0,38%. O presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), apontou para a possibilidade de mudar a PEC no plenário da Câmara.
Tenho sugerido que essa discussão seja feita conjuntamente entre a Câmara e o Senado, para ser aprofundada e termos posições de bancada, de governo e de oposição - pregou Chinaglia.
Jornal do Brasil
As possíveis dissidências na bancada tucana do Senado são a esperança do governo para tentar completar os 49 votos necessários para a aprovação da CPMF. Os dois governadores de maior peso no partido - José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais - querem a prorrogação do tributo. O partido será o principal alvo do trabalho de reaproximação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com oposicionistas nas próximas semanas.
Renan precisa demonstrar que ainda possui capacidade de se relacionar bem com os senadores de oposição para manter o apoio do Palácio do Planalto e aliviar a pressão pela sua saída da presidência da Casa. Ao presidente Lula, Renan tentará demonstrar que sua absolvição não dificultará a aprovação da PEC que prorroga a contribuição até 2011, apesar das ameaças da oposição em torno de uma "obstrução seletiva" na pauta de votações da Casa.
Por seu lado, o governo sabe que terá de flexionar a proposta de prorrogação da CPMF para conquistar votos entre a oposição.
Seria importante um gesto de humildade e um esforço de negociação em direção à oposição - advertiu ontem o senador Tião Viana (PT-AC). - O processo de obstrução está presente na Casa e o governo terá que dialogar com todos.
Na Câmara, os sinais de flexibilização da proposta que prorroga a CPMF já apareceram. O relator da PEC, deputado Antonio Palocci (PT-SP), deixou uma porta aberta para a diminuição gradual da alíquota do tributo, hoje em 0,38%. O presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), apontou para a possibilidade de mudar a PEC no plenário da Câmara.
Tenho sugerido que essa discussão seja feita conjuntamente entre a Câmara e o Senado, para ser aprofundada e termos posições de bancada, de governo e de oposição - pregou Chinaglia.