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Publicado: 21/09/2007 | 08:29
Lá, nem o IBGE entra
Vicente Nunes
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Clima de insegurança impediu recenseadores de terminar o trabalho de levantamento de dados nas cidades do Entorno. Durante o dia não encontravam as pessoas e à noite não se arriscavam, por falta de iluminação
A mesma violência que quase tirou a vida do jornalista Amaury Ribeiro Jr. tem dificultado o trabalho de funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Entorno de Brasília. Segundo o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, os servidores do órgão não conseguiram concluir o censo populacional das cidades da região, devido às péssimas condições de segurança e à falta de informações para chegar aos cidadãos.
“De dia, os funcionários do IBGE não encontravam as pessoas. De noite, não tinham como entrar nas cidades, por falta de iluminação, de placas indicativas e por causa da insegurança”, afirmou. Ele ressaltou que, diante desse quadro, dificilmente o IBGE conseguirá concluir hoje os levantamentos. “O presidente do IBGE, Edson Nunes, me alertou sobre os problemas enfrentados pelos funcionários do órgão. Pedimos ajuda a outros órgãos públicos, mas o trabalho foi prejudicado”, assinalou.
Bernardo garantiu que o governo federal não está com os olhos fechados para o Entorno do Distrito Federal. “Não é porque a região está próxima do poder que vamos agir. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê uma série de obras no Entorno, nas áreas de infra-estrutura urbana, saneamento e habitação, com o intuito de melhorar as condições de vida da população local”, disse. Além disso, o ministro ressaltou que o governo desenvolverá ações conjuntas com as administrações de Goiás e do DF na área de segurança pública para conter os alarmantes índices de violência, só comparáveis aos da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Intervenções
Vítima da onda de violência que domina o Rio, ao ter, recentemente, o trem com o qual visitava obras públicas baleado por traficantes da Favela do Jacarezinho, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, assegurou que o governo federal não se intimidará com a ação dos bandidos. “Estamos com muitos projetos programados para o Entorno do DF. Vamos abrir ruas, urbanizar favelas, melhorar a infra-estrutura e levar água encanada e esgoto à população mais carente”, afirmou.
Ele ressaltou que esses projetos serão tocados em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social. “Estamos conversando com o ministro Patrus Ananias para que, junto com as obras, sejam tocados programas assistenciais do governo, de forma que possamos resgatar pessoas que hoje estão nas mãos do tráfico. Essas intervenções são armas importantes para conter a violência”, frisou. Somente para a urbanização de favelas, o Ministério das Cidades está disponibilizando R$ 1,5 bilhão neste ano para todo o país. Outro R$ 1 bilhão serão aplicados em habitação de interesse social, dos quais R$ 42,2 milhões em Goiás e no Distrito Federal.
Assustado com a disparada da violência no Entorno, o ministro de Minas e Energia, Nelson Ubner, disse que teme pelo descontrole da situação. Ele contou que mora na capital da República desde 1978 e nunca havia presenciado um quadro tão grave. “A gente espera que essa situação seja contornada o mais rapidamente possível”, afirmou.
Vicente Nunes
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Clima de insegurança impediu recenseadores de terminar o trabalho de levantamento de dados nas cidades do Entorno. Durante o dia não encontravam as pessoas e à noite não se arriscavam, por falta de iluminação
A mesma violência que quase tirou a vida do jornalista Amaury Ribeiro Jr. tem dificultado o trabalho de funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Entorno de Brasília. Segundo o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, os servidores do órgão não conseguiram concluir o censo populacional das cidades da região, devido às péssimas condições de segurança e à falta de informações para chegar aos cidadãos.
“De dia, os funcionários do IBGE não encontravam as pessoas. De noite, não tinham como entrar nas cidades, por falta de iluminação, de placas indicativas e por causa da insegurança”, afirmou. Ele ressaltou que, diante desse quadro, dificilmente o IBGE conseguirá concluir hoje os levantamentos. “O presidente do IBGE, Edson Nunes, me alertou sobre os problemas enfrentados pelos funcionários do órgão. Pedimos ajuda a outros órgãos públicos, mas o trabalho foi prejudicado”, assinalou.
Bernardo garantiu que o governo federal não está com os olhos fechados para o Entorno do Distrito Federal. “Não é porque a região está próxima do poder que vamos agir. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê uma série de obras no Entorno, nas áreas de infra-estrutura urbana, saneamento e habitação, com o intuito de melhorar as condições de vida da população local”, disse. Além disso, o ministro ressaltou que o governo desenvolverá ações conjuntas com as administrações de Goiás e do DF na área de segurança pública para conter os alarmantes índices de violência, só comparáveis aos da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Intervenções
Vítima da onda de violência que domina o Rio, ao ter, recentemente, o trem com o qual visitava obras públicas baleado por traficantes da Favela do Jacarezinho, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, assegurou que o governo federal não se intimidará com a ação dos bandidos. “Estamos com muitos projetos programados para o Entorno do DF. Vamos abrir ruas, urbanizar favelas, melhorar a infra-estrutura e levar água encanada e esgoto à população mais carente”, afirmou.
Ele ressaltou que esses projetos serão tocados em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social. “Estamos conversando com o ministro Patrus Ananias para que, junto com as obras, sejam tocados programas assistenciais do governo, de forma que possamos resgatar pessoas que hoje estão nas mãos do tráfico. Essas intervenções são armas importantes para conter a violência”, frisou. Somente para a urbanização de favelas, o Ministério das Cidades está disponibilizando R$ 1,5 bilhão neste ano para todo o país. Outro R$ 1 bilhão serão aplicados em habitação de interesse social, dos quais R$ 42,2 milhões em Goiás e no Distrito Federal.
Assustado com a disparada da violência no Entorno, o ministro de Minas e Energia, Nelson Ubner, disse que teme pelo descontrole da situação. Ele contou que mora na capital da República desde 1978 e nunca havia presenciado um quadro tão grave. “A gente espera que essa situação seja contornada o mais rapidamente possível”, afirmou.