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Publicado: 24/09/2007 | 09:19
Previsão é de mais impasses
Helayne Boaventura
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O tom é pessimista entre os senadores quanto à retomada das votações na Casa e ao desfecho dos problemas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A previsão é de um impasse na conversa do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), com a oposição amanhã. A avaliação de parlamentares é a de que o fim da crise só ocorrerá com uma intervenção do Palácio do Planalto: ou para obrigar Renan a se licenciar ou para buscar uma solução definitiva para sua situação política já que a crise se estende à base aliada.
A crise começa a prejudicar o governo, pois o Palácio do Planalto aguarda a aprovação de uma série de indicados para agências e órgãos governamentais que dependem da votação no Congresso. Para desgastar Renan, nada é votado. Uma das tentativas esta semana será inverter a ordem da pauta, para votar a indicação de Paulo Lacerda para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Há na lista ainda os nomes de Alfredo Luiz de Almeida Cardoso e Hesio de Albuquerque Cordeiro para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Miguel de Souza para diretor de planejamento do Dnit, além de embaixadores do Brasil na Áustria, Catar e Colômbia. Na semana passada, para demonstrar força, Renan tentou, sem sucesso, votar a indicação de Luiz Antonio Pagot para o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit).
Há algumas resistências, especialmente no PSDB, ao nome de Pagot. Mas a avaliação de que a indicação de seu nome não foi votada apenas pela obstrução dos oposicionistas, mas por ação dos aliados. Se a base estivesse fechada, seria possível votar com dissidências na oposição. “Não vamos transformar a indicação de Pagot no fulcro do problema. Essa é uma questão aberta no partido”, avisa o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN). Na semana passada, faltaram votos do PT e do PMDB em plenário. “A base tem condição para minimamente fazer essas votações”, avalia, por exemplo, o vice-líder do governo, Delcidio Amaral (PT-MS).
Se não resolver o problema na base, dificilmente o governo conseguirá fazer isso na oposição. Os oposicionistas exigem votar os projetos que acabam com o voto secreto em processos de cassação antes de analisar qualquer proposta. O problema é que Renan não aceita a idéia pois teme perder o mandato se deixarem de ser secretas as votações dos três processos que ainda enfrenta no Conselho de Ética.
Helayne Boaventura
Correio Braziliense
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O tom é pessimista entre os senadores quanto à retomada das votações na Casa e ao desfecho dos problemas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A previsão é de um impasse na conversa do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), com a oposição amanhã. A avaliação de parlamentares é a de que o fim da crise só ocorrerá com uma intervenção do Palácio do Planalto: ou para obrigar Renan a se licenciar ou para buscar uma solução definitiva para sua situação política já que a crise se estende à base aliada.
A crise começa a prejudicar o governo, pois o Palácio do Planalto aguarda a aprovação de uma série de indicados para agências e órgãos governamentais que dependem da votação no Congresso. Para desgastar Renan, nada é votado. Uma das tentativas esta semana será inverter a ordem da pauta, para votar a indicação de Paulo Lacerda para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Há na lista ainda os nomes de Alfredo Luiz de Almeida Cardoso e Hesio de Albuquerque Cordeiro para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Miguel de Souza para diretor de planejamento do Dnit, além de embaixadores do Brasil na Áustria, Catar e Colômbia. Na semana passada, para demonstrar força, Renan tentou, sem sucesso, votar a indicação de Luiz Antonio Pagot para o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit).
Há algumas resistências, especialmente no PSDB, ao nome de Pagot. Mas a avaliação de que a indicação de seu nome não foi votada apenas pela obstrução dos oposicionistas, mas por ação dos aliados. Se a base estivesse fechada, seria possível votar com dissidências na oposição. “Não vamos transformar a indicação de Pagot no fulcro do problema. Essa é uma questão aberta no partido”, avisa o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN). Na semana passada, faltaram votos do PT e do PMDB em plenário. “A base tem condição para minimamente fazer essas votações”, avalia, por exemplo, o vice-líder do governo, Delcidio Amaral (PT-MS).
Se não resolver o problema na base, dificilmente o governo conseguirá fazer isso na oposição. Os oposicionistas exigem votar os projetos que acabam com o voto secreto em processos de cassação antes de analisar qualquer proposta. O problema é que Renan não aceita a idéia pois teme perder o mandato se deixarem de ser secretas as votações dos três processos que ainda enfrenta no Conselho de Ética.