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Publicado: 27/09/2007 | 08:55
Brasília-DF - Governo desconfiado
Correio Braziliense
O presidente Lula até gostaria de discutir com os governadores os três pontos que eles sugeriram como uma forma de negociar a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado. Mas a turma do Palácio do Planalto tem sérias dúvidas sobre a capacidade de os governadores de enquadrar suas bancadas, seja na Câmara ou no Senado. E, para completar, dizem os aliados de Lula, o dinheiro da CPMF já vai quase todo para os estados, na forma de ações de saúde, Previdência e ações sociais. Ou seja, já é repartido. Portanto, foram para a gaveta as três propostas dos governadores: mais dinheiro da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), da Lei Kandir de compensação às exportações e, ainda, reduzir a Pis/Cofins do setor de saneamento. Podem até sair, mas só mesmo depois de aprovada a CPMF.
Com a rebelião de ontem no PMDB e a derrota da MP da secretaria de Mangabeira Unger, o governo sabe que, antes de negociar com tucanos e Democratas, terá que acertar a sua vida com o aliado. Mal ou bem, foi aos peemedebistas que Lula propôs um casamento de coalizão. E, por enquanto, ter o PMDB calmo é melhor do que esperar que os governadores tucanos lacem os tucaninhos desgarrados no Congresso.
A conta de Renan
O presidente do Senado, Renan Calheiros, se reuniu ontem com o senador José Sarney, o deputado Jader Barbalho e o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, para analisar fatos. Renan agora está assim: só trabalha com ações concretas dos políticos, sejam do governo, sejam da oposição. Quem chega com especulação, ou com frases do tipo, “fulano tem dito em conversas reservadas…”, ele simplesmente dispensa. Por isso, tem muito senador da oposição ganhando pontos com ele e antigos aliados, como Aloizio Mercadante, na lista de débitos.
Sucesso incômodo
Não tem sido de todo amistosa a relação entre PSDB e Democratas no Senado. Enquanto o DEM recrudesce e conquista postos estratégicos, como a relatoria da CPI do Apagão Aéreo e a da proposta de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a postura flexível dos tucanos não lhes rende espaços expressivos. Agora, o PSDB assiste aos colegas de oposição faturarem mais um posto estratégico, a presidência da CPI das ONGs. Na relatoria, o governo tentará deixar um aliado bem bonzinho, para não ter surpresas.
Nova guerra
Não é só o PMDB que está em litígio com o PT. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do PDT, também entrou em confronto ao permitir que seu partido nomeasse o novo delegado do Ministério do Trabalho no Espírito Santo. Os sindicatos ligados ao PT ameaçam parar Vitória, a capital Capixaba, caso Edésio Paiva Soares tome posse. A CUT luta pela permanência de Tarciso Vargas.
A escolhida
A jornalista Tereza Cruvinel, responsável há mais de 20 anos pela coluna Panorama Político do jornal O Globo, vai dirigir a TV Pública. O martelo foi batido ontem no início da noite no Palácio do Planalto. Teresa foi para casa ontem de celular desligado para se dedicar a um estudo mais aprofundado da nova função. Para o setor de jornalismo da nova emissora, um dos nomes cotados é o da jornalista Helena Chagas.
No cafezinho
Mirem-se no exemplo…/ O senador Almeida Lima soltou o vozeirão para tentar convencer a turma da Executiva do PMDB a lhe dar o comando do partido no seu estado: “Esse diretório tíbio, fraco, nunca fez um governador. O PMDB governou todos os estados, menos Sergipe”, bradou. O deputado Jackson Barreto (foto), que detém o controle do partido, devolveu na hora: “Alto lá! Dobre a língua. Lá, não tivemos governador, mas sempre fomos governo. Igual a vocês aqui. Nunca fizeram um presidente da República, mas sempre foram governo”. Foi a conta para o deputado sair vitorioso.
DOU salvador/ O deputado Júlio Delgado
(PSB-MG) resumiu assim o que falta ao governo para aprovar seus projetos sem sustos: “Se o governo tiver interesse em aprovar a CPMF na Câmara até o feriado, terá que ser mais célere no Diário Oficial da União do que no rito das votações”.
Sedução/ Nem precisou o senador César
Borges (BA) oficializar sua desfiliação do Democratas para o PR soar aos ventos como fez para seduzir o democrata, descontente com os rumos do DEM baiano. Desde a terça-feira, está no site do partido uma nota garantindo a Borges “poder irrestrito sobre os destinos do PR na Bahia”. Falta apenas o senador avisar ao Democratas que atendeu ao canto da sereia republicana.
Carinhoso/ No dia de sua estréia pelo PR, o deputado Clodovil Hernandes (SP) não escondia seu jeito afetuoso com o novo companheiro de bancada deputado Wellington Roberto (PB). Para quebrar o gelo, soltou: “Você sabe que você é, né?”. Roberto, sem entender, quis ouvir a resposta. “Você sabe que você é bonito, né?”, confessou o estilista.
Correio Braziliense
O presidente Lula até gostaria de discutir com os governadores os três pontos que eles sugeriram como uma forma de negociar a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado. Mas a turma do Palácio do Planalto tem sérias dúvidas sobre a capacidade de os governadores de enquadrar suas bancadas, seja na Câmara ou no Senado. E, para completar, dizem os aliados de Lula, o dinheiro da CPMF já vai quase todo para os estados, na forma de ações de saúde, Previdência e ações sociais. Ou seja, já é repartido. Portanto, foram para a gaveta as três propostas dos governadores: mais dinheiro da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), da Lei Kandir de compensação às exportações e, ainda, reduzir a Pis/Cofins do setor de saneamento. Podem até sair, mas só mesmo depois de aprovada a CPMF.
Com a rebelião de ontem no PMDB e a derrota da MP da secretaria de Mangabeira Unger, o governo sabe que, antes de negociar com tucanos e Democratas, terá que acertar a sua vida com o aliado. Mal ou bem, foi aos peemedebistas que Lula propôs um casamento de coalizão. E, por enquanto, ter o PMDB calmo é melhor do que esperar que os governadores tucanos lacem os tucaninhos desgarrados no Congresso.
A conta de Renan
O presidente do Senado, Renan Calheiros, se reuniu ontem com o senador José Sarney, o deputado Jader Barbalho e o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, para analisar fatos. Renan agora está assim: só trabalha com ações concretas dos políticos, sejam do governo, sejam da oposição. Quem chega com especulação, ou com frases do tipo, “fulano tem dito em conversas reservadas…”, ele simplesmente dispensa. Por isso, tem muito senador da oposição ganhando pontos com ele e antigos aliados, como Aloizio Mercadante, na lista de débitos.
Sucesso incômodo
Não tem sido de todo amistosa a relação entre PSDB e Democratas no Senado. Enquanto o DEM recrudesce e conquista postos estratégicos, como a relatoria da CPI do Apagão Aéreo e a da proposta de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a postura flexível dos tucanos não lhes rende espaços expressivos. Agora, o PSDB assiste aos colegas de oposição faturarem mais um posto estratégico, a presidência da CPI das ONGs. Na relatoria, o governo tentará deixar um aliado bem bonzinho, para não ter surpresas.
Nova guerra
Não é só o PMDB que está em litígio com o PT. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do PDT, também entrou em confronto ao permitir que seu partido nomeasse o novo delegado do Ministério do Trabalho no Espírito Santo. Os sindicatos ligados ao PT ameaçam parar Vitória, a capital Capixaba, caso Edésio Paiva Soares tome posse. A CUT luta pela permanência de Tarciso Vargas.
A escolhida
A jornalista Tereza Cruvinel, responsável há mais de 20 anos pela coluna Panorama Político do jornal O Globo, vai dirigir a TV Pública. O martelo foi batido ontem no início da noite no Palácio do Planalto. Teresa foi para casa ontem de celular desligado para se dedicar a um estudo mais aprofundado da nova função. Para o setor de jornalismo da nova emissora, um dos nomes cotados é o da jornalista Helena Chagas.
No cafezinho
Mirem-se no exemplo…/ O senador Almeida Lima soltou o vozeirão para tentar convencer a turma da Executiva do PMDB a lhe dar o comando do partido no seu estado: “Esse diretório tíbio, fraco, nunca fez um governador. O PMDB governou todos os estados, menos Sergipe”, bradou. O deputado Jackson Barreto (foto), que detém o controle do partido, devolveu na hora: “Alto lá! Dobre a língua. Lá, não tivemos governador, mas sempre fomos governo. Igual a vocês aqui. Nunca fizeram um presidente da República, mas sempre foram governo”. Foi a conta para o deputado sair vitorioso.
DOU salvador/ O deputado Júlio Delgado
(PSB-MG) resumiu assim o que falta ao governo para aprovar seus projetos sem sustos: “Se o governo tiver interesse em aprovar a CPMF na Câmara até o feriado, terá que ser mais célere no Diário Oficial da União do que no rito das votações”.
Sedução/ Nem precisou o senador César
Borges (BA) oficializar sua desfiliação do Democratas para o PR soar aos ventos como fez para seduzir o democrata, descontente com os rumos do DEM baiano. Desde a terça-feira, está no site do partido uma nota garantindo a Borges “poder irrestrito sobre os destinos do PR na Bahia”. Falta apenas o senador avisar ao Democratas que atendeu ao canto da sereia republicana.
Carinhoso/ No dia de sua estréia pelo PR, o deputado Clodovil Hernandes (SP) não escondia seu jeito afetuoso com o novo companheiro de bancada deputado Wellington Roberto (PB). Para quebrar o gelo, soltou: “Você sabe que você é, né?”. Roberto, sem entender, quis ouvir a resposta. “Você sabe que você é bonito, né?”, confessou o estilista.