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Publicado: 2/10/2007 | 09:15
Planalto tenta ampliar votos
Daniel Pereira
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociará hoje diretamente com líderes de partidos aliados a aprovação de dois projetos considerados prioritários pelo governo: a prorrogação da cobrança da CPMF até 2011 e a criação da TV Pública. Os dois assuntos serão tratados, de manhã, na reunião do chamado conselho político, que será realizada no Palácio do Planalto.
À noite, Lula oferecerá, no Palácio da Alvorada, um jantar a líderes e vice-líderes de partidos governistas na Câmara. Agradecerá pela aprovação da CPMF em primeiro turno e pedirá empenho para que o texto seja analisado, em segundo turno, até o dia 9, como prevê o roteiro escrito no Palácio do Planalto. O governo quer que a proposta de emenda constitucional (PEC) da CPMF seja enviada ao Senado o mais rapidamente possível.
Não abre mão do máximo de tempo disponível para costurar a sua aprovação até 31 de dezembro, quando o tributo expira. Segundo planilhas feitas pelos líderes do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e do PMDB na Casa, Valdir Raupp (RO), a proposta de prorrogação da CPMF conta hoje com o apoio de, no máximo, 45 dos 81 senadores, quatro a menos do que o necessário. Para aprovar uma PEC são necessários três quintos dos votos dos senadores, ou seja, 49. Para conquistar votos favoráveis à PEC, o presidente conta, por exemplo, com a migração de senadores da oposição para o governo.
O senador César Borges (BA) já trocou o DEM pelo PR. Lula espera que outros trilhem o mesmo caminho. Caso de Romeu Tuma (SP) e Adelmir Santana (DF). O presidente também aposta as fichas nos tucanos, que votariam a favor da prorrogação da CPMF, apesar de se manifestarem contra o tributo em público, devido à pressão dos governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). Prováveis candidatos à Presidência da República em 2010, Serra e Aécio teriam consciência da importância da contribuição para o equilíbrio das contas públicas.
Daniel Pereira
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociará hoje diretamente com líderes de partidos aliados a aprovação de dois projetos considerados prioritários pelo governo: a prorrogação da cobrança da CPMF até 2011 e a criação da TV Pública. Os dois assuntos serão tratados, de manhã, na reunião do chamado conselho político, que será realizada no Palácio do Planalto.
À noite, Lula oferecerá, no Palácio da Alvorada, um jantar a líderes e vice-líderes de partidos governistas na Câmara. Agradecerá pela aprovação da CPMF em primeiro turno e pedirá empenho para que o texto seja analisado, em segundo turno, até o dia 9, como prevê o roteiro escrito no Palácio do Planalto. O governo quer que a proposta de emenda constitucional (PEC) da CPMF seja enviada ao Senado o mais rapidamente possível.
Não abre mão do máximo de tempo disponível para costurar a sua aprovação até 31 de dezembro, quando o tributo expira. Segundo planilhas feitas pelos líderes do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e do PMDB na Casa, Valdir Raupp (RO), a proposta de prorrogação da CPMF conta hoje com o apoio de, no máximo, 45 dos 81 senadores, quatro a menos do que o necessário. Para aprovar uma PEC são necessários três quintos dos votos dos senadores, ou seja, 49. Para conquistar votos favoráveis à PEC, o presidente conta, por exemplo, com a migração de senadores da oposição para o governo.
O senador César Borges (BA) já trocou o DEM pelo PR. Lula espera que outros trilhem o mesmo caminho. Caso de Romeu Tuma (SP) e Adelmir Santana (DF). O presidente também aposta as fichas nos tucanos, que votariam a favor da prorrogação da CPMF, apesar de se manifestarem contra o tributo em público, devido à pressão dos governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). Prováveis candidatos à Presidência da República em 2010, Serra e Aécio teriam consciência da importância da contribuição para o equilíbrio das contas públicas.