antigas Publicado: 5/12/2007 | 08:49

Planalto tenta adiar eleição

Izabelle Torres
Correio Braziliense

Enquanto o Senado ouvia atento ao discurso de renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL) à Presidência do Casa, do outro lado da rua, no Palácio do Planalto, começavam as articulações para que a base aliada trabalhe para retardar a decisão do nome que vai suceder o senador alagoano. Mas a preocupação palaciana vai além do processo sucessório propriamente dito e chega à tão polêmica votação da proposta que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na avaliação governista, as negociações políticas referentes à sucessão vão concorrer diretamente com a prorrogação do tributo, que deverá ser decidida voto a voto.

Ontem, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, passou o dia recebendo senadores aliados que deixaram o Planalto com a missão de trabalhar pelo adiamento da eleição que vai decidir o sucessor de Renan Calheiros. Em todas as conversas que manteve com senadores, José Múcio avisou que o governo tem plena consciência de que o nome deve ser do PMDB, mas orientou os aliados a adiar ao máximo a decisão. E se depender do líder peemedebista, Valdir Raupp, o plano do Planalto será bem-sucedido. Logo depois da renúncia de Calheiros, o líder disse que a escolha do nome do candidato deverá levar um mês. Segundo Raupp, a demora se deve à necessidade de encontrar um nome de consenso dentro da sigla, visando a evitar disputas internas.

Até a oposição deverá colaborar com o governo. O líder do PSDB, Artur Virgílio (AM), disse que durante a reunião de líderes que vai decidir, na próxima semana as regras para a sucessão irá defender um prazo razoável para possibilitar as negociações políticas.

PMDB
O discurso palaciano de que o cargo de presidente deve ser de um peemedebista não é novidade. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou que a única opinião que o Executivo pretende dar nesse processo é a de que a vaga é, por direito, do PMDB. O ministro José Múcio disse que entre os nomes já postos, o governo não tem preferência. Ontem o PT formalizou a posição do governo e divulgou uma nota em que afirmava que o partido vai apoiar o nome indicado pelo PMDB". ”Esperamos apenas que seja um nome que agregue o mais amplo apoio entre os senadores”, afirmou a líder da legenda, Ideli Salvatti (SC).

Izabelle Torres
Correio Braziliense

Enquanto o Senado ouvia atento ao discurso de renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL) à Presidência do Casa, do outro lado da rua, no Palácio do Planalto, começavam as articulações para que a base aliada trabalhe para retardar a decisão do nome que vai suceder o senador alagoano. Mas a preocupação palaciana vai além do processo sucessório propriamente dito e chega à tão polêmica votação da proposta que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na avaliação governista, as negociações políticas referentes à sucessão vão concorrer diretamente com a prorrogação do tributo, que deverá ser decidida voto a voto.

Ontem, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, passou o dia recebendo senadores aliados que deixaram o Planalto com a missão de trabalhar pelo adiamento da eleição que vai decidir o sucessor de Renan Calheiros. Em todas as conversas que manteve com senadores, José Múcio avisou que o governo tem plena consciência de que o nome deve ser do PMDB, mas orientou os aliados a adiar ao máximo a decisão. E se depender do líder peemedebista, Valdir Raupp, o plano do Planalto será bem-sucedido. Logo depois da renúncia de Calheiros, o líder disse que a escolha do nome do candidato deverá levar um mês. Segundo Raupp, a demora se deve à necessidade de encontrar um nome de consenso dentro da sigla, visando a evitar disputas internas.

Até a oposição deverá colaborar com o governo. O líder do PSDB, Artur Virgílio (AM), disse que durante a reunião de líderes que vai decidir, na próxima semana as regras para a sucessão irá defender um prazo razoável para possibilitar as negociações políticas.

PMDB
O discurso palaciano de que o cargo de presidente deve ser de um peemedebista não é novidade. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou que a única opinião que o Executivo pretende dar nesse processo é a de que a vaga é, por direito, do PMDB. O ministro José Múcio disse que entre os nomes já postos, o governo não tem preferência. Ontem o PT formalizou a posição do governo e divulgou uma nota em que afirmava que o partido vai apoiar o nome indicado pelo PMDB". ”Esperamos apenas que seja um nome que agregue o mais amplo apoio entre os senadores”, afirmou a líder da legenda, Ideli Salvatti (SC).