antigas Publicado: 4/10/2007 | 09:19

Lula quer subir em palanques

Daniel Pereira
Correio Braziliense

Presidente reúne líderes governistas da Câmara, agradece o apoio durante as votações da CPMF e tenta manter partidos da coalizão “unidos”
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita se licenciar do cargo em 2010 para atuar na campanha do candidato do governo à sua sucessão. Foi o que disse a líderes de partidos da Câmara em jantar na terça-feira, no Palácio da Alvorada, segundo relato dos convidados. Lula também prometeu subir no palanque dos candidatos da coalizão governista no segundo turno das eleições municipais do ano que vem, desde que o adversário seja da oposição.

As declarações fazem parte do esforço de Lula para manter os partidos que o apóiam unidos até a próxima eleição presidencial. Para o presidente, o ideal é a coalizão apresentar um postulante único ao Palácio do Planalto. E não necessariamente do PT. Hoje, o cenário não é favorável. Os petistas já aprovaram resolução favorável à candidatura própria. Formado por PCdoB, PSB, PDT, PRB, PMN e PHS, o chamado bloco de esquerda ensaia a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE).

Segundo o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Lula afirmou que pode se licenciar da Presidência em 2010 para fazer campanha se a coalizão tiver um único candidato, o governo estiver bem avaliado e ele continuar com capital político. Pedindo anonimato, outros participantes do jantar confirmaram a informação. “Estou me colocando à disposição do senhor”, respondeu, em tom de brincadeira, o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), oferecendo-se para representar o grupo na sucessão presidencial.

Dos participantes do encontro consultados pelo Correio, só o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, negou que o presidente tivesse cogitado a licença. No jantar, Lula reconheceu a dificuldade de os partidos que formam a coalizão apoiarem o mesmo concorrente às principais prefeituras do país, desejo que havia manifestado na reunião de agosto do chamado conselho político.

Em seguida, prometeu subir nos palanques em 2008, no segundo turno da eleição municipal, desde que o concorrente da oposição não tenha o apoio de nenhum dos 11 partidos governistas. O jantar foi marcado pelo presidente para agradecer aos deputados a aprovação, em primeiro turno, da proposta de prorrogação até 2011 da CPMF. Segundo o líder do governo na Casa, José Múcio Monteiro (PTB-PE), Lula elogiou os convidados e cobrou empenho na votação em segundo turno na Câmara.

O presidente também fez um apelo pela aprovação da reforma política. Destaque para a defesa do financiamento público de campanha. “Fiquei contente, porque concordo com ele”, declarou o deputado Henrique Fontana (RS), vice-líder do governo na Câmara. Houve ainda menções ao caso do valerioduto mineiro. Lula elogiou Mares Guia por não se abater, apesar de o relatório da Polícia Federal acusá-lo de participação no esquema de caixa 2 da campanha de Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, ao governo de Minas Gerais.

Além disso, criticou o fato de o ministro ser o personagem principal do noticiário sobre o caso, e não os tucanos. “O noticiário sobre o valerioduto está todo distorcido”, protestou Fontana.

Daniel Pereira
Correio Braziliense

Presidente reúne líderes governistas da Câmara, agradece o apoio durante as votações da CPMF e tenta manter partidos da coalizão “unidos”
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita se licenciar do cargo em 2010 para atuar na campanha do candidato do governo à sua sucessão. Foi o que disse a líderes de partidos da Câmara em jantar na terça-feira, no Palácio da Alvorada, segundo relato dos convidados. Lula também prometeu subir no palanque dos candidatos da coalizão governista no segundo turno das eleições municipais do ano que vem, desde que o adversário seja da oposição.

As declarações fazem parte do esforço de Lula para manter os partidos que o apóiam unidos até a próxima eleição presidencial. Para o presidente, o ideal é a coalizão apresentar um postulante único ao Palácio do Planalto. E não necessariamente do PT. Hoje, o cenário não é favorável. Os petistas já aprovaram resolução favorável à candidatura própria. Formado por PCdoB, PSB, PDT, PRB, PMN e PHS, o chamado bloco de esquerda ensaia a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE).

Segundo o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Lula afirmou que pode se licenciar da Presidência em 2010 para fazer campanha se a coalizão tiver um único candidato, o governo estiver bem avaliado e ele continuar com capital político. Pedindo anonimato, outros participantes do jantar confirmaram a informação. “Estou me colocando à disposição do senhor”, respondeu, em tom de brincadeira, o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), oferecendo-se para representar o grupo na sucessão presidencial.

Dos participantes do encontro consultados pelo Correio, só o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, negou que o presidente tivesse cogitado a licença. No jantar, Lula reconheceu a dificuldade de os partidos que formam a coalizão apoiarem o mesmo concorrente às principais prefeituras do país, desejo que havia manifestado na reunião de agosto do chamado conselho político.

Em seguida, prometeu subir nos palanques em 2008, no segundo turno da eleição municipal, desde que o concorrente da oposição não tenha o apoio de nenhum dos 11 partidos governistas. O jantar foi marcado pelo presidente para agradecer aos deputados a aprovação, em primeiro turno, da proposta de prorrogação até 2011 da CPMF. Segundo o líder do governo na Casa, José Múcio Monteiro (PTB-PE), Lula elogiou os convidados e cobrou empenho na votação em segundo turno na Câmara.

O presidente também fez um apelo pela aprovação da reforma política. Destaque para a defesa do financiamento público de campanha. “Fiquei contente, porque concordo com ele”, declarou o deputado Henrique Fontana (RS), vice-líder do governo na Câmara. Houve ainda menções ao caso do valerioduto mineiro. Lula elogiou Mares Guia por não se abater, apesar de o relatório da Polícia Federal acusá-lo de participação no esquema de caixa 2 da campanha de Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, ao governo de Minas Gerais.

Além disso, criticou o fato de o ministro ser o personagem principal do noticiário sobre o caso, e não os tucanos. “O noticiário sobre o valerioduto está todo distorcido”, protestou Fontana.