antigas Publicado: 11/10/2007 | 09:19

A prioridade é a CPMF

Daniel Pereira
Correio Braziliense

O governo não entrará em campo para ajudar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nem para pressioná-lo. A estratégia será usada pelo menos até a próxima semana, quando deverá ser feita uma nova avaliação sobre o caso. Ontem, em reunião no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro para o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), que a prioridade do governo é a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.

Como não pode aguardar o desfecho dos processos contra Renan, sob pena de perder parte da arrecadação do tributo em 2008, Lula mandou os dois auxiliares negociarem diretamente com a oposição a tramitação do projeto no Senado. Ou seja, determinou que cumpram missão que deveria ser feita justamente por Renan. Um passo importante nesse sentido será dado hoje. Mares Guia e Jucá se reúnem de manhã com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o oposicionista Marco Maciel (DEM-PE).

Tentarão fechar um acordo a fim de garantir que o texto passe pela comissão e o plenário da Casa até dezembro, quando expira a CPMF. Se a aprovação só ocorrer no próximo ano, o governo terá de ficar 90 dias sem arrecadar a contribuição. Perderá, portanto, cerca de R$ 13 bilhões. Na reunião de ontem, Lula voltou a dizer que não cabe ao Executivo interferir no Legislativo.

Por trás do discurso de magistrado, está a preocupação de ficar bem com a oposição, ao lavar as mãos, e o com o PMDB, ao não rifar o aliado. Conforme antecipado pelo Correio, o governo acredita ter hoje 53 votos favoráveis à prorrogação da CPMF, quatro a mais do que o mínimo necessário. Teme, no entanto, que o clima de tensão no Senado devido à insistência de Renan em continuar na Presidência da Casa leve a oposição a impedir ou adiar para o próximo ano a votação. Tal possibilidade não é remota, reconhecem os governistas. No roteiro atual, eles prevêem a votação final em 23 de dezembro.

Daniel Pereira
Correio Braziliense

O governo não entrará em campo para ajudar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nem para pressioná-lo. A estratégia será usada pelo menos até a próxima semana, quando deverá ser feita uma nova avaliação sobre o caso. Ontem, em reunião no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro para o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), que a prioridade do governo é a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.

Como não pode aguardar o desfecho dos processos contra Renan, sob pena de perder parte da arrecadação do tributo em 2008, Lula mandou os dois auxiliares negociarem diretamente com a oposição a tramitação do projeto no Senado. Ou seja, determinou que cumpram missão que deveria ser feita justamente por Renan. Um passo importante nesse sentido será dado hoje. Mares Guia e Jucá se reúnem de manhã com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o oposicionista Marco Maciel (DEM-PE).

Tentarão fechar um acordo a fim de garantir que o texto passe pela comissão e o plenário da Casa até dezembro, quando expira a CPMF. Se a aprovação só ocorrer no próximo ano, o governo terá de ficar 90 dias sem arrecadar a contribuição. Perderá, portanto, cerca de R$ 13 bilhões. Na reunião de ontem, Lula voltou a dizer que não cabe ao Executivo interferir no Legislativo.

Por trás do discurso de magistrado, está a preocupação de ficar bem com a oposição, ao lavar as mãos, e o com o PMDB, ao não rifar o aliado. Conforme antecipado pelo Correio, o governo acredita ter hoje 53 votos favoráveis à prorrogação da CPMF, quatro a mais do que o mínimo necessário. Teme, no entanto, que o clima de tensão no Senado devido à insistência de Renan em continuar na Presidência da Casa leve a oposição a impedir ou adiar para o próximo ano a votação. Tal possibilidade não é remota, reconhecem os governistas. No roteiro atual, eles prevêem a votação final em 23 de dezembro.