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Publicado: 16/10/2007 | 11:16
Lula ainda é o melhor cabo eleitoral
Leandro Mazzini e Marcos Seabra
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
A pesquisa revelou que o presidente Lula, que estará fora da disputa eleitoral em 2010 - mas não longe dos palanques, segundo ele mesmo revelou - ainda é o maior cabo eleitoral do país. Lula sabe disso, daí ele admitir, há duas semanas, que pode até se licenciar do cargo em 2010, o que não fez ano passado, para apoiar um candidato da coalizão governista, diante da fragilidade de o PT apresentar um nome à sua altura para a sucessão.
Essa idéia de licenciamento para apoiar um aliado pode ganhar força se o atual cenário, com os tucanos à frente - somando quase 35% das intenções de voto - permanecer. De acordo com a pesquisa, pelo menos 36,2% dos entrevistados votariam no candidato apoiado por Lula - 10,8% com certeza, e mais 25,4% "poderiam votar".
Os que não votariam somam 27,3%. Mas o cenário para um futuro aliado do presidente ainda pode ser melhor, dependendo do nome escolhido. Foi o que disseram 32,4% dos entrevistados. Eles admitiram votar no indicado pelo presidente "somente conhecendo" o político.
O presidente da CNT, Clésio Andrade, tem uma explicação para o fenômeno Lula como cabo eleitoral. O petista, segundo o empresário, mantém o estilo popular que o elegeu. Tem a "cara do povo brasileiro e o jeito de falar como o povo".
O sucesso dos programas sociais também contribuem para isso - complementa Clésio.
Mas o presidente não pode se respaldar apenas no carro-chefe de sua gestão, o social. É o que alerta o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília. Para o especialista, o presidente deve atentar para o crescimento dos tucanos no cenário eleitoral e já botar o pé nas ruas ano que vem, nas campanhas municipais. Elas poderão ser um termômetro para saber se sua popularidade mantém esse patamar.
Até 2010 ele continua um bom cabo eleitoral, mas só se sair bem nas eleições do ano que vem, principalmente nas capitais - acredita Fleischer.
Se os prováveis eleitores do presidente Lula são aqueles que hoje aprovam o seu governo, o estereótipo se confirma. De acordo com a pesquisa CNT/Sensus, esse eleitor é um homem com mais de 50 anos e morador na área rural de um pequeno município nordestino.
Para confirmar ainda mais esta fórmula mágica que indica o caminho para os bons resultados nas urnas, o eleitor de Lula ganha, no máximo, um salário mínimo e só freqüentou os bancos escolares até a 4ª série do ensino básico. Os que não ganham mais de um salário por mês são, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nada menos que 30% da população economicamente ativa, algo em torno de 27 milhões de pessoas.
Já os que concluíram apenas o chamado ensino básico, também segundo as contas do IBGE, chegam a 47% da população com mais de 10 anos de idade. Isso significa perto de 35 milhões de pessoas. Esse talvez seja o tamanho do palanque lulista.
Leandro Mazzini e Marcos Seabra
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
A pesquisa revelou que o presidente Lula, que estará fora da disputa eleitoral em 2010 - mas não longe dos palanques, segundo ele mesmo revelou - ainda é o maior cabo eleitoral do país. Lula sabe disso, daí ele admitir, há duas semanas, que pode até se licenciar do cargo em 2010, o que não fez ano passado, para apoiar um candidato da coalizão governista, diante da fragilidade de o PT apresentar um nome à sua altura para a sucessão.
Essa idéia de licenciamento para apoiar um aliado pode ganhar força se o atual cenário, com os tucanos à frente - somando quase 35% das intenções de voto - permanecer. De acordo com a pesquisa, pelo menos 36,2% dos entrevistados votariam no candidato apoiado por Lula - 10,8% com certeza, e mais 25,4% "poderiam votar".
Os que não votariam somam 27,3%. Mas o cenário para um futuro aliado do presidente ainda pode ser melhor, dependendo do nome escolhido. Foi o que disseram 32,4% dos entrevistados. Eles admitiram votar no indicado pelo presidente "somente conhecendo" o político.
O presidente da CNT, Clésio Andrade, tem uma explicação para o fenômeno Lula como cabo eleitoral. O petista, segundo o empresário, mantém o estilo popular que o elegeu. Tem a "cara do povo brasileiro e o jeito de falar como o povo".
O sucesso dos programas sociais também contribuem para isso - complementa Clésio.
Mas o presidente não pode se respaldar apenas no carro-chefe de sua gestão, o social. É o que alerta o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília. Para o especialista, o presidente deve atentar para o crescimento dos tucanos no cenário eleitoral e já botar o pé nas ruas ano que vem, nas campanhas municipais. Elas poderão ser um termômetro para saber se sua popularidade mantém esse patamar.
Até 2010 ele continua um bom cabo eleitoral, mas só se sair bem nas eleições do ano que vem, principalmente nas capitais - acredita Fleischer.
Se os prováveis eleitores do presidente Lula são aqueles que hoje aprovam o seu governo, o estereótipo se confirma. De acordo com a pesquisa CNT/Sensus, esse eleitor é um homem com mais de 50 anos e morador na área rural de um pequeno município nordestino.
Para confirmar ainda mais esta fórmula mágica que indica o caminho para os bons resultados nas urnas, o eleitor de Lula ganha, no máximo, um salário mínimo e só freqüentou os bancos escolares até a 4ª série do ensino básico. Os que não ganham mais de um salário por mês são, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nada menos que 30% da população economicamente ativa, algo em torno de 27 milhões de pessoas.
Já os que concluíram apenas o chamado ensino básico, também segundo as contas do IBGE, chegam a 47% da população com mais de 10 anos de idade. Isso significa perto de 35 milhões de pessoas. Esse talvez seja o tamanho do palanque lulista.
