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Publicado: 19/10/2007 | 10:00
Sindicatos nas mãos de Lula
Correio Braziliense
O presidente Lula que se prepare. A parte do PT e do PDT que tem nos sindicatos a sua espinha dorsal deflagra na próxima semana um movimento pelo veto ao artigo que tornou o imposto sindical facultativo. O texto, aprovado pela Câmara quando a maioria dos políticos se divertia com a chuva de gols do Brasil no Maracanã, ainda vai passar pelo Senado, mas os sindicalistas consideram impossível levar os senadores a rever a emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), que dá aos trabalhadores o poder de decidir se querem ou não pagar o imposto sindical. E, mesmo que o Senado mude, o texto voltará para a Câmara, onde a emenda de Augusto será reposta pelos deputados.
Sendo assim, sobrará ao deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e ao braço sindical do PT recorrer ao presidente e ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que também é presidente do PDT. Se eles não derem jeito, o tal imposto já era.
Porta da esperança
Os senadores da base do governo começam a apresentar um sorriso mais alegre na Casa. É que chegou a vez deles na distribuição de benesses do governo federal. Eles agora são recebidos em audiências e recebem promessas de emendas. Tudo para deixar o clima mais ameno na hora de votar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
O desespero de Renan
A alguns amigos, o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reclama que a Mesa Diretora da Casa virou uma espécie de catapulta: o pedido de abertura de processo mal chega ali e já é atirado ao Conselho de Ética. E, no Conselho, ninguém do PMDB ou da base aliada quer relatar o sexto processo contra Renan.
Intrigante
Na segunda-feira, o Correio revelou a existência de um puxadinho do Ministério do Esporte no Centro Empresarial Norte. Na terça, o ministro Orlando Silva mandou fechar o lugar. O que ninguém entende é por que até agora ele não mandou abrir investigação interna para apurar responsabilidades pela criação do escritório. Em tempo: no puxadinho, técnicos de fora do serviço público analisavam processos de prestação de contas do Programa Segundo Tempo, envolvendo milhões de reais gastos pela União nos últimos anos.
Deixa quieto
Acabou-se a comissão de senadores formada para investigar as circunstâncias da autuação da Pagrisa por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão. Reunidos no gabinete de Kátia Abreu (DEM-TO), eles concluíram que a atuação do grupo só aumentou o atrito entre os parlamentares e o Ministério do Trabalho. Perceberam também que a exposição não estava ajudando em melhorar a imagem da usina sucro-alcooleira paraense, como queriam alguns.
No cafezinho
Meus comerciais, por favor I/ Governista de carteirinha, daqueles que adoram freqüentar o Palácio do Planalto, o deputado João Leão (foto) se desdobrou em afagos ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “Eu que vou de carro de Brasília para minha Lauro de Freitas, na Bahia, sei que as estradas melhoraram. O trecho de Barreiras está excepcional, o outro está fantástico e…” Foi tanta rasgação de seda que o deputado Cláudio Cajado (DEM-BA) não resistiu: “o seu carro tem asas, deputado?!”.
“É o Sarney!”/ A caminho da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, José Sarney (PMDB-AP) foi surpreendido por um grito: “É o Sarney, é o Sarney!”, berrava uma jovem. Com ela, dezenas de alunos da PUC de Betim (MG) que se animaram diante da presença do ex-presidente da República. Solícito e com ares de candidato, a raposa peemedebista posou feliz para uma demorada sessão de fotos. Nada como um afago popular para compensar o veto à Presidência do Senado.
Cansei/ Senadores ainda estranham a rotina de votações adotada pelo presidente-interino do Senado, Tião Viana (PT-AC). Às 20h30 de quarta-feira, depois de quatro horas de deliberações, a líder do PT, Ideli Salvatti (SC), não escondeu seu cansaço quando Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo, propôs alongar a apreciação das propostas. “Vou obstruir! Esse negócio de votar é muito cansativo”, brincou.
Meus comerciais, por favor II/ João Leão não titubeou: “Vocês que só andam de avião não sabem como as estradas melhoraram, eu sei”. Cajado não perdeu a fleuma: “Já descobri o que aconteceu. O senhor dormiu o tempo todo com o trepidar do carro e nem viu os buracos”. Leão preferiu não esticar o assunto, diante de um ministro que só não desatou a rir porque estava numa reunião da Comissão Mista de Orçamento.
Correio Braziliense
O presidente Lula que se prepare. A parte do PT e do PDT que tem nos sindicatos a sua espinha dorsal deflagra na próxima semana um movimento pelo veto ao artigo que tornou o imposto sindical facultativo. O texto, aprovado pela Câmara quando a maioria dos políticos se divertia com a chuva de gols do Brasil no Maracanã, ainda vai passar pelo Senado, mas os sindicalistas consideram impossível levar os senadores a rever a emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), que dá aos trabalhadores o poder de decidir se querem ou não pagar o imposto sindical. E, mesmo que o Senado mude, o texto voltará para a Câmara, onde a emenda de Augusto será reposta pelos deputados.
Sendo assim, sobrará ao deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e ao braço sindical do PT recorrer ao presidente e ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que também é presidente do PDT. Se eles não derem jeito, o tal imposto já era.
Porta da esperança
Os senadores da base do governo começam a apresentar um sorriso mais alegre na Casa. É que chegou a vez deles na distribuição de benesses do governo federal. Eles agora são recebidos em audiências e recebem promessas de emendas. Tudo para deixar o clima mais ameno na hora de votar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
O desespero de Renan
A alguns amigos, o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reclama que a Mesa Diretora da Casa virou uma espécie de catapulta: o pedido de abertura de processo mal chega ali e já é atirado ao Conselho de Ética. E, no Conselho, ninguém do PMDB ou da base aliada quer relatar o sexto processo contra Renan.
Intrigante
Na segunda-feira, o Correio revelou a existência de um puxadinho do Ministério do Esporte no Centro Empresarial Norte. Na terça, o ministro Orlando Silva mandou fechar o lugar. O que ninguém entende é por que até agora ele não mandou abrir investigação interna para apurar responsabilidades pela criação do escritório. Em tempo: no puxadinho, técnicos de fora do serviço público analisavam processos de prestação de contas do Programa Segundo Tempo, envolvendo milhões de reais gastos pela União nos últimos anos.
Deixa quieto
Acabou-se a comissão de senadores formada para investigar as circunstâncias da autuação da Pagrisa por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão. Reunidos no gabinete de Kátia Abreu (DEM-TO), eles concluíram que a atuação do grupo só aumentou o atrito entre os parlamentares e o Ministério do Trabalho. Perceberam também que a exposição não estava ajudando em melhorar a imagem da usina sucro-alcooleira paraense, como queriam alguns.
No cafezinho
Meus comerciais, por favor I/ Governista de carteirinha, daqueles que adoram freqüentar o Palácio do Planalto, o deputado João Leão (foto) se desdobrou em afagos ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “Eu que vou de carro de Brasília para minha Lauro de Freitas, na Bahia, sei que as estradas melhoraram. O trecho de Barreiras está excepcional, o outro está fantástico e…” Foi tanta rasgação de seda que o deputado Cláudio Cajado (DEM-BA) não resistiu: “o seu carro tem asas, deputado?!”.
“É o Sarney!”/ A caminho da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, José Sarney (PMDB-AP) foi surpreendido por um grito: “É o Sarney, é o Sarney!”, berrava uma jovem. Com ela, dezenas de alunos da PUC de Betim (MG) que se animaram diante da presença do ex-presidente da República. Solícito e com ares de candidato, a raposa peemedebista posou feliz para uma demorada sessão de fotos. Nada como um afago popular para compensar o veto à Presidência do Senado.
Cansei/ Senadores ainda estranham a rotina de votações adotada pelo presidente-interino do Senado, Tião Viana (PT-AC). Às 20h30 de quarta-feira, depois de quatro horas de deliberações, a líder do PT, Ideli Salvatti (SC), não escondeu seu cansaço quando Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo, propôs alongar a apreciação das propostas. “Vou obstruir! Esse negócio de votar é muito cansativo”, brincou.
Meus comerciais, por favor II/ João Leão não titubeou: “Vocês que só andam de avião não sabem como as estradas melhoraram, eu sei”. Cajado não perdeu a fleuma: “Já descobri o que aconteceu. O senhor dormiu o tempo todo com o trepidar do carro e nem viu os buracos”. Leão preferiu não esticar o assunto, diante de um ministro que só não desatou a rir porque estava numa reunião da Comissão Mista de Orçamento.