antigas Publicado: 16/11/2007 | 14:32

De olho no Planalto

Cinco ministros lutam para ser candidatos

Márcio Falcão
Jornal de Brasília

A fórmula para a sucessão do presidente Lula em 2010 pode estar mais próxima do que se imagina e, ainda, ser caseira. Pelo menos é o que sustentam lideranças dos dois principais partidos de apoio ao Governo Lula, o PT do presidente e o PMDB. A solução apontada por eles estaria a poucos metros do Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministérios. São cinco minisitros, que, nos bastidores, têm demonstrado potencial para encarar uma disputa pela Presidência da República.

A indicação dos ministros-presidenciáveis estaria sendo estimulada pelo presidente Lula em conversas reservadas no Planalto. Como há um longo tempo até as prévias eleitorais, a idéia palaciana seria incentivar o maior número de pré-candidaturas aliadas para observar quem voa mais alto. Até o momento, no entanto, o presidente Lula não teria demonstrado nenhuma predileção especial por nenhum dos integrantes de sua equipe. Estão na lista a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro da Justiça, Tarso Genro, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o ministro da Defesa, Nelson Jobin, e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.

A especulação em torno de Dilma  não é novidade para ninguém. Ela é considerada uma das mais fiéis seguidoras da obra de Lula e também apresentaria qualidades que consideradas fundamentais para chegar ao Palácio do Planalto, como ser uma técnica respeitada, que fala com a autoridade e tem trânsito fácil entre a elite econômica do País. Para Lula, a ministra o surpreendeu porque é a substituta que superou o titular, o  ex-ministro José Dirceu. A desevoltura foi tamanha, que Lula delegou a ela o comando do principal programa do segundo mandato, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

A seu favor, a ministra também tem alguns pontos positivos por ter montado o modelo do setor elétrico do País e, principalmente, por não ter nenhum lado na política petista, que é dividida em correntes. Mesmo assim, Dilma encontra resistência por seu jeito durona, mandona, o que é considerado pouco sedutor para o eleitor. "Falta um pouco de traquejo político à ministra, mas entre as cúpulas partidárias ela é um bom nome até para a compor a chapa e não necessariamente ser a cabeça", avalia o senador Gilvam Borges (PMDB-AP).

Carta na manga
Outro pré-candidato à Presidência da República é o  advogado gaúcho Tarso Genro. No início do ano, Tarso  substituiu o prestigiado Márcio Thomaz Bastos no Ministério da Justiça. Fundador do PT, ele, que já comandou as relações institucionais do Governo Lula com o Congresso, é mais conhecido por suas idéias políticas criativas do que pelo seu senso prático. O desejo de ser candidato à presidência, Tarso não esconde de ninguém. Ex-prefeito de Porto Alegre, chegou a se apresentar como pré-candidato em 2002, mas perdeu a indicação para  presidente Lula.

Agora, Tarso tem como carta na manga sua gestão à frente do Ministério da Educação e também no comando do PT, quando estourou o escândalo do mensalão e foi escalado para tentar menimizar a crise. Mas Tarso também incomodou alguns figurões políticos do País e isso pode pesar contra a possível viabilização de sua candidatura. No comando do Ministério da Justiça,  ele autorizou a Polícia Federal a desencadear várias operações que estremeceram Brasília. A munição que pode reverter esse quadro é o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), o PAC da Segurança.


 

Nomes vão de Marta a Jobim


A ministra do Turismo, Marta Suplicy, também tem recebido corda palaciana para montar sua estratégia rumo à Presidência. A estratégia, no entanto, é mais cautelosa. Marta vive um dilema entre permanecer no Turismo e abdicar de ser a principal liderança política do PT na capital paulista para a eleição municipal de 2008 – o que poderia manter sua indicação ao Planalto – ou sair do ministério e enfrentar uma batalha contra o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Se sair do ministério, a ex-prefeita arriscaria jogar fora qualquer chance de disputar a Presidência da República dois anos depois. "É um dilema que ela terá que enfrentar. Mas não deixa de ser uma opção para o PT", declarou o senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Em meio as opções petistas, surge um peemedebista que chegou ao primeiro escalão do governo Lula com a promessa de apoio do presidente para uma eventual candidatura a Presdiência da República em 2010. É o ministro da Defesa, Nelson Jobim. O apoio de Lula teria sido uma das armas de convencimento para Jobim assumir a pasta diante da crise aérea que se arrastava havia nove meses.

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, Jobim chegou a equipe de Lula com pose de candidato. Vestiu trajes de militares, visitou postos fronteiriços do Comando Militar da Amazônia (CMA), anunciou a elaboração de um plano estratégico de defesa nacional, além de negociar diretamente com o presidente Lula rejuste para os militares. Com isso, o ministro mostra que levou a sério o compromisso de Lula e promete desde já dar sustentação para conseguir ser chefe do Executivo. 

Dentro do PMDB  há o sentimento de que haverá o lançamento de candidatura própria à Presidência da República em 2010. A chapa será como partido da coalizão de Governo. “O PMDB é o maior partido da coalizão, então é evidente que vai postular essa candidatura. Mas não temos nada definido com relação aos nomes”, afirmou o presidente do partido, deputado Michel Temer (PMDB-SP).

A única candidatura que corre por fora é do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. Avesso aos holofotes, Patrus comanda o carro-chefe e  um dos principais responsáveis pela reeleição do presidente Lula, o programa Bolsa Família. Discreto, Patrus faz questão de deixar todos os lucros do programa para o presidente Lula. (MF)

PERFIL
 
Patrus Ananias

Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Filiado ao PT, é formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, especialista em Poder Legislativo e mestre em Direito Processual pela PUC de Minas. É funcionário licenciado da Assembléia Legislativa de MG. Na década de 70, ajudou a fundar o PT. Conquistou o primeiro cargo eletivo em 1989, como vereador, em Belo Horizonte. Quatro anos depois, foi eleito prefeito da capital mineira. Participou da elaboração do programa de governo do PT em 2002 na área de políticas sociais. No mesmo ano, elegeu-se deputado federal. Licenciou-se da Câmara em 2004 para assumir o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.


Tarso Genro

Ministro da Justiça
Um dos fundadores do PT,  Tarso é advogado especializado em Direito trabalhista. Começou na política em 1968, quando elegeu-se vereador de Santa Maria (RS) pelo antigo MDB. Em 1988, foi eleito vice-prefeito de Porto Alegre, ocupando também o cargo de secretário de governo. Do final de 1989 até 1990, exerceu o mandato de deputado federal pelo PT. Foi prefeito de Porto Alegre entre 1993 e 1996. Reelegeu-se em 2001. Deixou a Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, onde estava desde 2003, para assumir o Ministério da Educação, em 2004. No ano seguinte, deixou a pasta para assumir a presidência do PT. Em 2006, esteve à frente do Ministério das Relações Institucionais.

Marta Suplicy
Ministra do Turismo
Formada em Psicologia pela PUC-SP, em 1975, concluiu pós-graduação na Standford University. Na TV, apresentou um quadro no programa TV Mulher, da Rede Globo (1980-1986), além dos programas Comportamento Sexual, na TV Manchete (1987) e Jogo Aberto, pela Bandeirantes (1999). Filiada ao PT desde 1983, foi deputada federal e ficou em terceiro lugar ao concorrer ao governo de São Paulo em 1998. Em 2000, elegeu-se prefeita de São Paulo. Disputou a reeleição, mas foi derrotada por José Serra. Em 2006, perdeu para o colega Aloizio Mercadante as prévias do PT para concorrer ao governo de SP. Assumiu a coordenação da campanha à reeleição do presidente Lula no estado.

Dilma Rousseff
Ministra da Casa Civil
O setor elétrico sempre foi a área de atuação preferida por Dilma. Economista de formação, com doutorado em Teoria Econômica pela Unicamp, ocupou diversos cargos públicos, entre eles: ministra das Minas e Energia de Lula; secretária de Minas e Comunicação dos governo Olívio Dutra e Alceu Collares, no Rio Grande do Sul, de 1993 a 1994 e de 1999 a 2002; secretária da Fazenda de Porto Alegre na gestão de Collares, entre 1986-1988. Dilma também teve uma ação política durante a ditadura: participou dos grupos Polop, Colina e VAR-Palmares. Ficou presa de 1970 até 1972, sendo torturada por 22 dias. Ela se filiou ao PT em 2001. Até então, a ministra pertencia aos quadros do PDT.

Nelson Jobim
Ministro da Defesa
Jobim é formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a carreira política na década de 80, quando se elegeu deputado federal pelo PMDB. Na Câmara, Jobim foi líder do PMDB em 1988, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e relator da revisão constitucional. Após deixar o Congresso, aceitou o convite do então presidente Fernando Henrique Cardoso para assumir o Ministério da Justiça. Jobim deixou o ministério após ser nomeado por FHC ministro do Supremo Tribunal Federal. Em 2001, assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Três anos depois, assumiu a presidência do STF. Em março de 2006, ele deixou o tribunal.

 

Cinco ministros lutam para ser candidatos

Márcio Falcão
Jornal de Brasília

A fórmula para a sucessão do presidente Lula em 2010 pode estar mais próxima do que se imagina e, ainda, ser caseira. Pelo menos é o que sustentam lideranças dos dois principais partidos de apoio ao Governo Lula, o PT do presidente e o PMDB. A solução apontada por eles estaria a poucos metros do Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministérios. São cinco minisitros, que, nos bastidores, têm demonstrado potencial para encarar uma disputa pela Presidência da República.

A indicação dos ministros-presidenciáveis estaria sendo estimulada pelo presidente Lula em conversas reservadas no Planalto. Como há um longo tempo até as prévias eleitorais, a idéia palaciana seria incentivar o maior número de pré-candidaturas aliadas para observar quem voa mais alto. Até o momento, no entanto, o presidente Lula não teria demonstrado nenhuma predileção especial por nenhum dos integrantes de sua equipe. Estão na lista a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro da Justiça, Tarso Genro, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o ministro da Defesa, Nelson Jobin, e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.

A especulação em torno de Dilma  não é novidade para ninguém. Ela é considerada uma das mais fiéis seguidoras da obra de Lula e também apresentaria qualidades que consideradas fundamentais para chegar ao Palácio do Planalto, como ser uma técnica respeitada, que fala com a autoridade e tem trânsito fácil entre a elite econômica do País. Para Lula, a ministra o surpreendeu porque é a substituta que superou o titular, o  ex-ministro José Dirceu. A desevoltura foi tamanha, que Lula delegou a ela o comando do principal programa do segundo mandato, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

A seu favor, a ministra também tem alguns pontos positivos por ter montado o modelo do setor elétrico do País e, principalmente, por não ter nenhum lado na política petista, que é dividida em correntes. Mesmo assim, Dilma encontra resistência por seu jeito durona, mandona, o que é considerado pouco sedutor para o eleitor. "Falta um pouco de traquejo político à ministra, mas entre as cúpulas partidárias ela é um bom nome até para a compor a chapa e não necessariamente ser a cabeça", avalia o senador Gilvam Borges (PMDB-AP).

Carta na manga
Outro pré-candidato à Presidência da República é o  advogado gaúcho Tarso Genro. No início do ano, Tarso  substituiu o prestigiado Márcio Thomaz Bastos no Ministério da Justiça. Fundador do PT, ele, que já comandou as relações institucionais do Governo Lula com o Congresso, é mais conhecido por suas idéias políticas criativas do que pelo seu senso prático. O desejo de ser candidato à presidência, Tarso não esconde de ninguém. Ex-prefeito de Porto Alegre, chegou a se apresentar como pré-candidato em 2002, mas perdeu a indicação para  presidente Lula.

Agora, Tarso tem como carta na manga sua gestão à frente do Ministério da Educação e também no comando do PT, quando estourou o escândalo do mensalão e foi escalado para tentar menimizar a crise. Mas Tarso também incomodou alguns figurões políticos do País e isso pode pesar contra a possível viabilização de sua candidatura. No comando do Ministério da Justiça,  ele autorizou a Polícia Federal a desencadear várias operações que estremeceram Brasília. A munição que pode reverter esse quadro é o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), o PAC da Segurança.


 

Nomes vão de Marta a Jobim


A ministra do Turismo, Marta Suplicy, também tem recebido corda palaciana para montar sua estratégia rumo à Presidência. A estratégia, no entanto, é mais cautelosa. Marta vive um dilema entre permanecer no Turismo e abdicar de ser a principal liderança política do PT na capital paulista para a eleição municipal de 2008 – o que poderia manter sua indicação ao Planalto – ou sair do ministério e enfrentar uma batalha contra o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Se sair do ministério, a ex-prefeita arriscaria jogar fora qualquer chance de disputar a Presidência da República dois anos depois. "É um dilema que ela terá que enfrentar. Mas não deixa de ser uma opção para o PT", declarou o senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Em meio as opções petistas, surge um peemedebista que chegou ao primeiro escalão do governo Lula com a promessa de apoio do presidente para uma eventual candidatura a Presdiência da República em 2010. É o ministro da Defesa, Nelson Jobim. O apoio de Lula teria sido uma das armas de convencimento para Jobim assumir a pasta diante da crise aérea que se arrastava havia nove meses.

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, Jobim chegou a equipe de Lula com pose de candidato. Vestiu trajes de militares, visitou postos fronteiriços do Comando Militar da Amazônia (CMA), anunciou a elaboração de um plano estratégico de defesa nacional, além de negociar diretamente com o presidente Lula rejuste para os militares. Com isso, o ministro mostra que levou a sério o compromisso de Lula e promete desde já dar sustentação para conseguir ser chefe do Executivo. 

Dentro do PMDB  há o sentimento de que haverá o lançamento de candidatura própria à Presidência da República em 2010. A chapa será como partido da coalizão de Governo. “O PMDB é o maior partido da coalizão, então é evidente que vai postular essa candidatura. Mas não temos nada definido com relação aos nomes”, afirmou o presidente do partido, deputado Michel Temer (PMDB-SP).

A única candidatura que corre por fora é do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. Avesso aos holofotes, Patrus comanda o carro-chefe e  um dos principais responsáveis pela reeleição do presidente Lula, o programa Bolsa Família. Discreto, Patrus faz questão de deixar todos os lucros do programa para o presidente Lula. (MF)

PERFIL
 
Patrus Ananias

Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Filiado ao PT, é formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, especialista em Poder Legislativo e mestre em Direito Processual pela PUC de Minas. É funcionário licenciado da Assembléia Legislativa de MG. Na década de 70, ajudou a fundar o PT. Conquistou o primeiro cargo eletivo em 1989, como vereador, em Belo Horizonte. Quatro anos depois, foi eleito prefeito da capital mineira. Participou da elaboração do programa de governo do PT em 2002 na área de políticas sociais. No mesmo ano, elegeu-se deputado federal. Licenciou-se da Câmara em 2004 para assumir o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.


Tarso Genro

Ministro da Justiça
Um dos fundadores do PT,  Tarso é advogado especializado em Direito trabalhista. Começou na política em 1968, quando elegeu-se vereador de Santa Maria (RS) pelo antigo MDB. Em 1988, foi eleito vice-prefeito de Porto Alegre, ocupando também o cargo de secretário de governo. Do final de 1989 até 1990, exerceu o mandato de deputado federal pelo PT. Foi prefeito de Porto Alegre entre 1993 e 1996. Reelegeu-se em 2001. Deixou a Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, onde estava desde 2003, para assumir o Ministério da Educação, em 2004. No ano seguinte, deixou a pasta para assumir a presidência do PT. Em 2006, esteve à frente do Ministério das Relações Institucionais.

Marta Suplicy
Ministra do Turismo
Formada em Psicologia pela PUC-SP, em 1975, concluiu pós-graduação na Standford University. Na TV, apresentou um quadro no programa TV Mulher, da Rede Globo (1980-1986), além dos programas Comportamento Sexual, na TV Manchete (1987) e Jogo Aberto, pela Bandeirantes (1999). Filiada ao PT desde 1983, foi deputada federal e ficou em terceiro lugar ao concorrer ao governo de São Paulo em 1998. Em 2000, elegeu-se prefeita de São Paulo. Disputou a reeleição, mas foi derrotada por José Serra. Em 2006, perdeu para o colega Aloizio Mercadante as prévias do PT para concorrer ao governo de SP. Assumiu a coordenação da campanha à reeleição do presidente Lula no estado.

Dilma Rousseff
Ministra da Casa Civil
O setor elétrico sempre foi a área de atuação preferida por Dilma. Economista de formação, com doutorado em Teoria Econômica pela Unicamp, ocupou diversos cargos públicos, entre eles: ministra das Minas e Energia de Lula; secretária de Minas e Comunicação dos governo Olívio Dutra e Alceu Collares, no Rio Grande do Sul, de 1993 a 1994 e de 1999 a 2002; secretária da Fazenda de Porto Alegre na gestão de Collares, entre 1986-1988. Dilma também teve uma ação política durante a ditadura: participou dos grupos Polop, Colina e VAR-Palmares. Ficou presa de 1970 até 1972, sendo torturada por 22 dias. Ela se filiou ao PT em 2001. Até então, a ministra pertencia aos quadros do PDT.

Nelson Jobim
Ministro da Defesa
Jobim é formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a carreira política na década de 80, quando se elegeu deputado federal pelo PMDB. Na Câmara, Jobim foi líder do PMDB em 1988, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e relator da revisão constitucional. Após deixar o Congresso, aceitou o convite do então presidente Fernando Henrique Cardoso para assumir o Ministério da Justiça. Jobim deixou o ministério após ser nomeado por FHC ministro do Supremo Tribunal Federal. Em 2001, assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Três anos depois, assumiu a presidência do STF. Em março de 2006, ele deixou o tribunal.