antigas Publicado: 20/11/2007 | 10:50

Lula diz que oposição precisa pensar no país

Izabelle Torres
Correio Braziliense

Num discurso duro, presidente critica senadores que ameaçam votar contra a CPMF e afirma que eles terão de se explicar com a sociedade
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem os partidos de oposição do Senado que ameaçam votar contra o projeto que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo ele, é tempo de os senadores pararem de pensar nas próximas eleições e começarem a pensar no Brasil e nas conseqüências da rejeição do projeto para estados e municípios. “Eu penso que está na hora de as pessoas pensarem um pouco no país ao invés de pensarem apenas nas eleições. Certamente alguns senadores não estão sabendo o que o dinheiro da CPMF causa de benefício nesse país. É importante lembrar que, este ano, 40% do orçamento do Ministério da Saúde vem do imposto”, disse Lula, durante o programa de rádio Café com o Presidente.

Lula destacou ainda que os senadores da oposição terão de explicar para a população a eventual diminuição de recursos para a saúde se a CPMF não for prorrogada. Segundo ele, o discurso de alguns senadores de que a rejeição ao projeto prejudica o governo não leva em conta as necessidades dos estados e dos municípios. “De vez em quando eu vejo o discurso de alguns senadores dizendo que ao não aprovar a CPMF vão criar problema para o governo. Não vão criar problema para o governo, vão criar problema para a sociedade brasileira. Eu quero saber quem vai explicar para os prefeitos e governadores do Brasil e para os pacientes do SUS a hora que não tiver o dinheiro para fazer o atendimento”, disparou.

Consciência
Apesar das críticas aos opositores, o presidente afirmou que acredita na aprovação da proposta no Senado. De acordo com ele, os senadores já começam a entender que o país não pode prescindir dos recursos, que somente em 2008 devem render cerca de R$40 bilhões. “Eu acredito que na hora de votar, falará mais alto a consciência de cada senador em função do que representa o dinheiro da CPMF não apenas para o Estado brasileiro, mas, sobretudo, para a saúde”, opinou.

Durante o programa, Lula lembrou as concessões feitas pelo governo para garantir a aprovação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e reafirmou que as negociações chegaram ao limite. “Nós fizemos acordo com a base aliada, conversamos com a oposição. No acordo que nós fizemos, nós propusemos reduzir a alíquota, que era uma coisa quase que questão de honra de uma parte da sociedade brasileira, nós inventamos a pessoa física”, citou o presidente.

A oposição partiu para o ataque às declarações de Lula. O vice-líder do DEM na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), afirmou que falta “autoridade moral” ao presidente para pedir responsabilidade aos senadores de oposição na votação da CPMF. “Como alguém que levou para dentro do governo uma quadrilha tem a coragem de acusar a oposição? Ora, quem não tira da cabeça as próximas eleições é o presidente Lula. O aparelhamento do Estado, a entrega de cargos estratégicos a aloprados mensaleiros, sugerem a intenção de Lula de perpetuar-se no poder”, atacou o oposicionista. Aleluia disse ainda que o discurso de Lula a favor da CPMF não se justifica, já que o governo desperdiçaria os recursos do contribuinte com gastos de cartões corporativos e contratações de sindicalistas.


Izabelle Torres
Correio Braziliense

Num discurso duro, presidente critica senadores que ameaçam votar contra a CPMF e afirma que eles terão de se explicar com a sociedade
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem os partidos de oposição do Senado que ameaçam votar contra o projeto que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo ele, é tempo de os senadores pararem de pensar nas próximas eleições e começarem a pensar no Brasil e nas conseqüências da rejeição do projeto para estados e municípios. “Eu penso que está na hora de as pessoas pensarem um pouco no país ao invés de pensarem apenas nas eleições. Certamente alguns senadores não estão sabendo o que o dinheiro da CPMF causa de benefício nesse país. É importante lembrar que, este ano, 40% do orçamento do Ministério da Saúde vem do imposto”, disse Lula, durante o programa de rádio Café com o Presidente.

Lula destacou ainda que os senadores da oposição terão de explicar para a população a eventual diminuição de recursos para a saúde se a CPMF não for prorrogada. Segundo ele, o discurso de alguns senadores de que a rejeição ao projeto prejudica o governo não leva em conta as necessidades dos estados e dos municípios. “De vez em quando eu vejo o discurso de alguns senadores dizendo que ao não aprovar a CPMF vão criar problema para o governo. Não vão criar problema para o governo, vão criar problema para a sociedade brasileira. Eu quero saber quem vai explicar para os prefeitos e governadores do Brasil e para os pacientes do SUS a hora que não tiver o dinheiro para fazer o atendimento”, disparou.

Consciência
Apesar das críticas aos opositores, o presidente afirmou que acredita na aprovação da proposta no Senado. De acordo com ele, os senadores já começam a entender que o país não pode prescindir dos recursos, que somente em 2008 devem render cerca de R$40 bilhões. “Eu acredito que na hora de votar, falará mais alto a consciência de cada senador em função do que representa o dinheiro da CPMF não apenas para o Estado brasileiro, mas, sobretudo, para a saúde”, opinou.

Durante o programa, Lula lembrou as concessões feitas pelo governo para garantir a aprovação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e reafirmou que as negociações chegaram ao limite. “Nós fizemos acordo com a base aliada, conversamos com a oposição. No acordo que nós fizemos, nós propusemos reduzir a alíquota, que era uma coisa quase que questão de honra de uma parte da sociedade brasileira, nós inventamos a pessoa física”, citou o presidente.

A oposição partiu para o ataque às declarações de Lula. O vice-líder do DEM na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), afirmou que falta “autoridade moral” ao presidente para pedir responsabilidade aos senadores de oposição na votação da CPMF. “Como alguém que levou para dentro do governo uma quadrilha tem a coragem de acusar a oposição? Ora, quem não tira da cabeça as próximas eleições é o presidente Lula. O aparelhamento do Estado, a entrega de cargos estratégicos a aloprados mensaleiros, sugerem a intenção de Lula de perpetuar-se no poder”, atacou o oposicionista. Aleluia disse ainda que o discurso de Lula a favor da CPMF não se justifica, já que o governo desperdiçaria os recursos do contribuinte com gastos de cartões corporativos e contratações de sindicalistas.