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Publicado: 28/11/2007 | 09:57
Em defesa da reforma
Izabelle Torres
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O ministro das relações institucionais, José Múcio Monteiro, defendeu ontem que governo e presidentes partidários debatam amplamente cada item da proposta de reforma política. Em busca de acordos, o ministro propôs que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) elabore projetos para que o governo discuta com os setores da política brasileira. “Minha proposta é que o conselho elabore um projeto sobre a reforma para que discutamos cada ponto com cada líder e com cada presidente de partido”, disse o novo ministro.
José Múcio acredita que conversar separadamente com parlamentares com influência em suas bancadas vai ampliar os pontos de convergência em relação aos itens do projeto de reforma política. Na contabilidade governista, o único ponto que deve encontrar convergências mais facilmente será o que cria regras para a fidelidade partidária, visto ser uma saída para evitar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) casse os mandatos dos parlamentares que deixaram as legendas pelas quais foram eleitos depois de 27 de março.
A defesa para que o governo retome as discussões da reforma política era uma idéia do antecessor de José Múcio, Walfrido dos Mares Guia. Na véspera de deixar o cargo, o ex-ministro disse acreditar que o momento é adequado para a promoção de debates sobre os itens da reforma política que causam mais divergências, como, por exemplo, o financiamento público de campanha.
Alguns integrantes do CDES, apesar de serem simpáticos à idéia de interferir nas discussões da reforma política, lembraram que o discurso de José Múcio em busca de diálogo com integrantes do Poder Legislativo contradiz o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na semana passada, quando defendeu que o debate da reforma deve ficar restrito ao Congresso Nacional. A declaração do presidente foi feita durante a reunião do conselho político, na qual estavam presentes ministros e líderes de partidos aliados.
Izabelle Torres
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O ministro das relações institucionais, José Múcio Monteiro, defendeu ontem que governo e presidentes partidários debatam amplamente cada item da proposta de reforma política. Em busca de acordos, o ministro propôs que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) elabore projetos para que o governo discuta com os setores da política brasileira. “Minha proposta é que o conselho elabore um projeto sobre a reforma para que discutamos cada ponto com cada líder e com cada presidente de partido”, disse o novo ministro.
José Múcio acredita que conversar separadamente com parlamentares com influência em suas bancadas vai ampliar os pontos de convergência em relação aos itens do projeto de reforma política. Na contabilidade governista, o único ponto que deve encontrar convergências mais facilmente será o que cria regras para a fidelidade partidária, visto ser uma saída para evitar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) casse os mandatos dos parlamentares que deixaram as legendas pelas quais foram eleitos depois de 27 de março.
A defesa para que o governo retome as discussões da reforma política era uma idéia do antecessor de José Múcio, Walfrido dos Mares Guia. Na véspera de deixar o cargo, o ex-ministro disse acreditar que o momento é adequado para a promoção de debates sobre os itens da reforma política que causam mais divergências, como, por exemplo, o financiamento público de campanha.
Alguns integrantes do CDES, apesar de serem simpáticos à idéia de interferir nas discussões da reforma política, lembraram que o discurso de José Múcio em busca de diálogo com integrantes do Poder Legislativo contradiz o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na semana passada, quando defendeu que o debate da reforma deve ficar restrito ao Congresso Nacional. A declaração do presidente foi feita durante a reunião do conselho político, na qual estavam presentes ministros e líderes de partidos aliados.