antigas Publicado: 5/12/2007 | 08:47

Lupi enfrenta Comissão de Ética

Izabelle Torres
Correio Braziliense

Ministro do Trabalho rechaça qualquer pressão para que deixe a presidência do PDT, como sugere órgão que analisa irregularidades no serviço público. “Só deixarei a pasta se Lula mandar”, avisou



A dois dias do término do prazo dado pela Comissão de Ética Pública para que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, deixe a presidência do PDT sob pena de ter sua demissão sugerida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a possibilidade de renunciar ao cargo no partido foi totalmente descartada pelo ministro.

Lupi disse que não cogita renunciar à presidência da legenda, visto que foi eleito por aclamação. “A palavra renúncia não existe no meu vocabulário. Não vou abrir mão disso somente porque uma comissão de caráter apenas consultivo diz que eu deveria fazer isso”, garantiu. O pedetista também descartou um possível pedido de saída do ministério para evitar o acúmulo de cargos, avaliado pela comissão como atitude de descumprimento dos preceitos éticos.

“Só deixarei o ministério se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinar, porque o presidente é meu chefe e este é um cargo de confiança”, disse. Ao rechaçar o desligamento dos cargos que ocupa, Lupi criticou a atuação da comissão que, segundo ele, descumpriu o próprio regimento ao publicar no site a ata da reunião que decidiu os termos da sanção que lhe seria imposta. “As sanções deveriam ser sigilosas. Isso está nas próprias normas da comissão. Mas a história foi divulgada e eles ainda colocaram a ata no site. Isso representa uma atitude antiética e eles sempre fazem isso, atacou. 


 


Pertence é nomeado


A Comissão de Ética Pública, órgão vinculado à Presidência da República, ganhou ontem um novo integrante. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vai ocupar uma das três vagas que estavam disponíveis na comissão.

O trabalho de Pertence, assim como o dos demais integrantes do grupo, não é remunerado. Para integrar o novo colega às decisões do grupo, a Comissão de Ética Pública realiza nos próximos dias uma reunião extraordinária. Dessa forma, Pertence poderá votar durante o próximo encontro do grupo, em janeiro de 2008. A nomeação do ex-ministro era discutida há meses, mas Pertence não havia aceitado o convite anteriormente alegando “excesso de trabalho no Supremo, visto a aproximação de sua aposentadoria”.

A comissão foi criada em 1999 com a função de revisar as normas que dispõem sobre conduta ética na administração pública federal. É responsável pela fiscalização do cumprimento do Código de Conduta dos integrantes do Poder Executivo Federal .


Izabelle Torres
Correio Braziliense

Ministro do Trabalho rechaça qualquer pressão para que deixe a presidência do PDT, como sugere órgão que analisa irregularidades no serviço público. “Só deixarei a pasta se Lula mandar”, avisou



A dois dias do término do prazo dado pela Comissão de Ética Pública para que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, deixe a presidência do PDT sob pena de ter sua demissão sugerida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a possibilidade de renunciar ao cargo no partido foi totalmente descartada pelo ministro.

Lupi disse que não cogita renunciar à presidência da legenda, visto que foi eleito por aclamação. “A palavra renúncia não existe no meu vocabulário. Não vou abrir mão disso somente porque uma comissão de caráter apenas consultivo diz que eu deveria fazer isso”, garantiu. O pedetista também descartou um possível pedido de saída do ministério para evitar o acúmulo de cargos, avaliado pela comissão como atitude de descumprimento dos preceitos éticos.

“Só deixarei o ministério se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinar, porque o presidente é meu chefe e este é um cargo de confiança”, disse. Ao rechaçar o desligamento dos cargos que ocupa, Lupi criticou a atuação da comissão que, segundo ele, descumpriu o próprio regimento ao publicar no site a ata da reunião que decidiu os termos da sanção que lhe seria imposta. “As sanções deveriam ser sigilosas. Isso está nas próprias normas da comissão. Mas a história foi divulgada e eles ainda colocaram a ata no site. Isso representa uma atitude antiética e eles sempre fazem isso, atacou. 


 


Pertence é nomeado


A Comissão de Ética Pública, órgão vinculado à Presidência da República, ganhou ontem um novo integrante. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vai ocupar uma das três vagas que estavam disponíveis na comissão.

O trabalho de Pertence, assim como o dos demais integrantes do grupo, não é remunerado. Para integrar o novo colega às decisões do grupo, a Comissão de Ética Pública realiza nos próximos dias uma reunião extraordinária. Dessa forma, Pertence poderá votar durante o próximo encontro do grupo, em janeiro de 2008. A nomeação do ex-ministro era discutida há meses, mas Pertence não havia aceitado o convite anteriormente alegando “excesso de trabalho no Supremo, visto a aproximação de sua aposentadoria”.

A comissão foi criada em 1999 com a função de revisar as normas que dispõem sobre conduta ética na administração pública federal. É responsável pela fiscalização do cumprimento do Código de Conduta dos integrantes do Poder Executivo Federal .