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Publicado: 13/12/2007 | 10:25
Garibaldi assume e busca conciliação
Correio Braziliense
Eleito com 68 votos a favor, 8 contra e 2 abstenções para a vaga aberta pela renúncia de Renan Calheiros, senador terá mandato tampão de um ano. Na posse, anunciou a intenção de resgatar o prestígio da Casa
Candidato único, o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) é o novo presidente do Senado Federal. Foi eleito na tarde de ontem com 68 votos a favor, oito contra e duas abstenções, para um mandato tampão de um ano, na vaga aberta pela renúncia do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Logo após a eleição, Garibaldi fez um discurso em que anunciou a intenção de resgatar o prestígio da Casa. “Devo tirar desses episódios lições que certamente serão valiosas para a Presidência. A legitimidade do poder nasce e repousa na forma como se exerce o poder”, disse, numa alusão à crise ética que levou seu antecessor à renúncia. Garibaldi conclamou os colegas a “participar da árdua missão de devolver ao Senado toda a credibilidade frente ao país”. A oposição apoiou o senador potiguar. Desde o lançamento de seu nome, o o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), seu conterrâneo, trabalhou o apoio dos democratas. O PSDB também desistiu de lançar uma candidatura própria. A bancada tucana preferiu um acordo com Garibaldi, em torno dos compromissos de procurar recuperar a imagem institucional do Senado e preservar sua autonomia em relação aos demais poderes, principalmente o Executivo. Garibaldi, porém, deixou claro que não pretende ter uma postura hostil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O novo presidente do Senado foi elegante com seus adversários dentro do PMDB. Agradeceu ao senador José Sarney (AP) e ao presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), pela condução do processo dentro do partido. Os dois foram decisivos para a formação de uma maioria capaz de inibir qualquer candidatura avulsa, inclusive a de Pedro Simon (RS), que estava sendo articulada pelos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Cristovam Buarque (PDT-DF), ambos da base governista. Valter Pereira (MS) e Leomar Quintanilha (TO), que eram concorrentes de Garibaldi, desistiram da vaga e apoiaram o novo presidente do Senado quando seu nome foi indicado pela bancada. Somente o senador Neuto de Conto (SC), que também pleiteava a indicação, apoiou o nome de Simon.
Continuísmo
Após a eleição de Garibaldi, Pedro Simon marcou posição com um discurso no qual lembrou a trajetória do PMDB em defesa da democracia e criticou duramente a atual cúpula da legenda. Disse que a escolha de Garibaldi era uma demonstração do continuísmo de um grupo que domina o Senado, ao qual se opõe. “Esse não é o meu PMDB. Esse é o PMDB do José Sarney, do Renan, do Jader Barbalho. E para a surpresa de todos, também é o PMDB do presidente Lula. O nome já estava escolhido, só faltava votar. Não fui escolhido porque não tive o apoio do governo”, disse Simon. Em nenhum momento, porém, admitiu o lançamento de uma candidatura avulsa.
Ex-governador do Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves é jornalista e bacharel em direito. Foi eleito deputado estadual por três mandatos seguidos, de 1971 a 1983. Foi prefeito de Natal de 1986 a 1988, senador pelo Rio Grande do Norte de 1991 a 1994 e governador do Rio Grande do Norte de 1995 a 2002. Eleito em 2002, seu mandato de senador vai até 2011. Influente, foi relator da CPI dos Bingos, conhecida como “CPI do Fim do Mundo”, o que lhe valeu certa antipatia do governo Lula. Também relatou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em 2005.
Correio Braziliense
Eleito com 68 votos a favor, 8 contra e 2 abstenções para a vaga aberta pela renúncia de Renan Calheiros, senador terá mandato tampão de um ano. Na posse, anunciou a intenção de resgatar o prestígio da Casa
Candidato único, o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) é o novo presidente do Senado Federal. Foi eleito na tarde de ontem com 68 votos a favor, oito contra e duas abstenções, para um mandato tampão de um ano, na vaga aberta pela renúncia do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Logo após a eleição, Garibaldi fez um discurso em que anunciou a intenção de resgatar o prestígio da Casa. “Devo tirar desses episódios lições que certamente serão valiosas para a Presidência. A legitimidade do poder nasce e repousa na forma como se exerce o poder”, disse, numa alusão à crise ética que levou seu antecessor à renúncia. Garibaldi conclamou os colegas a “participar da árdua missão de devolver ao Senado toda a credibilidade frente ao país”. A oposição apoiou o senador potiguar. Desde o lançamento de seu nome, o o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), seu conterrâneo, trabalhou o apoio dos democratas. O PSDB também desistiu de lançar uma candidatura própria. A bancada tucana preferiu um acordo com Garibaldi, em torno dos compromissos de procurar recuperar a imagem institucional do Senado e preservar sua autonomia em relação aos demais poderes, principalmente o Executivo. Garibaldi, porém, deixou claro que não pretende ter uma postura hostil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O novo presidente do Senado foi elegante com seus adversários dentro do PMDB. Agradeceu ao senador José Sarney (AP) e ao presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), pela condução do processo dentro do partido. Os dois foram decisivos para a formação de uma maioria capaz de inibir qualquer candidatura avulsa, inclusive a de Pedro Simon (RS), que estava sendo articulada pelos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Cristovam Buarque (PDT-DF), ambos da base governista. Valter Pereira (MS) e Leomar Quintanilha (TO), que eram concorrentes de Garibaldi, desistiram da vaga e apoiaram o novo presidente do Senado quando seu nome foi indicado pela bancada. Somente o senador Neuto de Conto (SC), que também pleiteava a indicação, apoiou o nome de Simon.
Continuísmo
Após a eleição de Garibaldi, Pedro Simon marcou posição com um discurso no qual lembrou a trajetória do PMDB em defesa da democracia e criticou duramente a atual cúpula da legenda. Disse que a escolha de Garibaldi era uma demonstração do continuísmo de um grupo que domina o Senado, ao qual se opõe. “Esse não é o meu PMDB. Esse é o PMDB do José Sarney, do Renan, do Jader Barbalho. E para a surpresa de todos, também é o PMDB do presidente Lula. O nome já estava escolhido, só faltava votar. Não fui escolhido porque não tive o apoio do governo”, disse Simon. Em nenhum momento, porém, admitiu o lançamento de uma candidatura avulsa.
Ex-governador do Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves é jornalista e bacharel em direito. Foi eleito deputado estadual por três mandatos seguidos, de 1971 a 1983. Foi prefeito de Natal de 1986 a 1988, senador pelo Rio Grande do Norte de 1991 a 1994 e governador do Rio Grande do Norte de 1995 a 2002. Eleito em 2002, seu mandato de senador vai até 2011. Influente, foi relator da CPI dos Bingos, conhecida como “CPI do Fim do Mundo”, o que lhe valeu certa antipatia do governo Lula. Também relatou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em 2005.