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Publicado: 17/12/2007 | 08:05
Governo mira em "infiéis" da própria base aliada
Folha de São Paulo
O resultado da votação levou o governo a prometer retaliação contra "infiéis". De 53 senadores em partidos aliados, só 45 ficaram ao lado do Planalto. Com isso, o governo riscou de sua lista nomes como Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Expedito Jr. (PR-RO), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Mão Santa (PMDB-PI).
Mesquita e Expedito desafiaram o governo a retaliá-los. "Se houver retaliação, vou denunciar. A votação tem que ser encarada como parte do jogo democrático", disse Expedito.
Mesquita afirmou que não tem "nem cargo de síndico", o que dificultará uma eventual retaliação. "Só se o palácio for burro e não entender que isso faz parte da democracia." O problema do senador é com a concentração de poder nas mãos de Tião Viana (PT-AC) e do ex-governador Jorge Viana (PT), que controlam a maioria dos cargos federais no Estado.
Ao fazer uma análise do resultado, os líderes governistas avaliaram que a derrota foi imposta pela base aliada -e não pela oposição. O ministro José Múcio (Relações Institucionais), que comandou a reta final das negociações, reconheceu: "Poderia até dizer que perdemos para nós mesmos". Assim, a estratégia do governo será construir "pontes" com DEM e PSDB para aprovar projetos de interesse do Planalto.
A base aliada conta, na prática, apenas com 47 senadores: os 45 que votaram a favor da CPMF, mais Romeu Tuma (PTB-SP) e César Borges (PR-BA). Os dois foram obrigados a votar contra sob a ameaça de perda de mandato por parte do Democratas, partido do qual saíram para ingressar em siglas governistas exatamente para votar projetos de interesse do presidente Lula.
Folha de São Paulo
O resultado da votação levou o governo a prometer retaliação contra "infiéis". De 53 senadores em partidos aliados, só 45 ficaram ao lado do Planalto. Com isso, o governo riscou de sua lista nomes como Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Expedito Jr. (PR-RO), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Mão Santa (PMDB-PI).
Mesquita e Expedito desafiaram o governo a retaliá-los. "Se houver retaliação, vou denunciar. A votação tem que ser encarada como parte do jogo democrático", disse Expedito.
Mesquita afirmou que não tem "nem cargo de síndico", o que dificultará uma eventual retaliação. "Só se o palácio for burro e não entender que isso faz parte da democracia." O problema do senador é com a concentração de poder nas mãos de Tião Viana (PT-AC) e do ex-governador Jorge Viana (PT), que controlam a maioria dos cargos federais no Estado.
Ao fazer uma análise do resultado, os líderes governistas avaliaram que a derrota foi imposta pela base aliada -e não pela oposição. O ministro José Múcio (Relações Institucionais), que comandou a reta final das negociações, reconheceu: "Poderia até dizer que perdemos para nós mesmos". Assim, a estratégia do governo será construir "pontes" com DEM e PSDB para aprovar projetos de interesse do Planalto.
A base aliada conta, na prática, apenas com 47 senadores: os 45 que votaram a favor da CPMF, mais Romeu Tuma (PTB-SP) e César Borges (PR-BA). Os dois foram obrigados a votar contra sob a ameaça de perda de mandato por parte do Democratas, partido do qual saíram para ingressar em siglas governistas exatamente para votar projetos de interesse do presidente Lula.