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Publicado: 19/12/2007 | 08:00
Ricardo Berzoini é reeleito para a presidência do PT
Folha de São Paulo
Ele comandará partido na eleição municipal de 2008
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, confirmou seu favoritismo e foi reeleito para um novo mandato de dois anos. Suas principais missões serão comandar o partido nas eleições do ano que vem e construir uma alternativa petista à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto em 2010.
Berzoini, até as 20h de ontem, tinha 62% dos votos (80.380) da eleição direta entre os filiados do PT, contra 48% (49.203) de Jilmar Tatto. Brancos e nulos somavam 7.000.
O quórum no segundo turno, realizado anteontem, deve ficar em torno de 150 mil votantes, menos da metade do registrado no primeiro, no dia 2 -326 mil.
Segundo a direção do partido, a baixa adesão se deve ao fato de não ter havido segundo turno em muitas disputas estaduais e municipais.
Berzoini, da corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), sucessora do antigo Campo Majoritário, era o candidato de Lula. No ano passado, Berzoini chegou a se licenciar da presidência do PT por conta da suspeita de envolvimento no escândalo do dossiê contra José Serra e Geraldo Alckmin.
Ele se diz defensor da tese de o PT apresentar candidato próprio à sucessão de Lula, mas deverá submeter suas decisões nesse sentido aos interesses do Planalto. Antes, no entanto, o deputado federal Berzoini (SP) comandará pela primeira vez o PT em uma eleição municipal, já que assumiu o cargo em 2005, após o mensalão.
"Mas não adianta a gente se antecipar. 2010 passa necessariamente por 2008. Para vencer o jogo, é preciso jogar bem no primeiro tempo", disse Romênio Pereira, secretário de mobilização do partido.
A posse do presidente e dos 81 novos membros da direção está marcada para 25 e 26 de janeiro, em Brasília.
Capitais
No balanço regional do PED (Processo de Eleições Diretas) do PT, os resultados indicaram que alguns pré-candidatos a prefeito largaram na frente na disputa interna e nas prévias.
Em São Paulo, o grupo da ministra Marta Suplicy (Turismo) integrou as chapas vitoriosas nos âmbitos estadual e municipal. "A Marta, na prévia para o governo do Estado em 2006, teve mais votos do que eu tive agora em São Paulo. A força dela está acima das correntes", disse José Américo, presidente eleito do diretório paulistano e nome ligado à ministra.
No Paraná, Gleisi Hoffmann, pré-candidata à Prefeitura de Curitiba, foi eleita para o comando estadual. A vitória de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul também deve favorecer o ex-ministro Miguel Rossetto, que ambiciona a Prefeitura de Porto Alegre. "A relação não é tão direta assim. Os novos diretórios devem abrir agora um processo de construção das candidaturas que deve levar em conta não apenas os resultados do PED", disse Pereira.
Folha de São Paulo
Ele comandará partido na eleição municipal de 2008
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, confirmou seu favoritismo e foi reeleito para um novo mandato de dois anos. Suas principais missões serão comandar o partido nas eleições do ano que vem e construir uma alternativa petista à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto em 2010.
Berzoini, até as 20h de ontem, tinha 62% dos votos (80.380) da eleição direta entre os filiados do PT, contra 48% (49.203) de Jilmar Tatto. Brancos e nulos somavam 7.000.
O quórum no segundo turno, realizado anteontem, deve ficar em torno de 150 mil votantes, menos da metade do registrado no primeiro, no dia 2 -326 mil.
Segundo a direção do partido, a baixa adesão se deve ao fato de não ter havido segundo turno em muitas disputas estaduais e municipais.
Berzoini, da corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), sucessora do antigo Campo Majoritário, era o candidato de Lula. No ano passado, Berzoini chegou a se licenciar da presidência do PT por conta da suspeita de envolvimento no escândalo do dossiê contra José Serra e Geraldo Alckmin.
Ele se diz defensor da tese de o PT apresentar candidato próprio à sucessão de Lula, mas deverá submeter suas decisões nesse sentido aos interesses do Planalto. Antes, no entanto, o deputado federal Berzoini (SP) comandará pela primeira vez o PT em uma eleição municipal, já que assumiu o cargo em 2005, após o mensalão.
"Mas não adianta a gente se antecipar. 2010 passa necessariamente por 2008. Para vencer o jogo, é preciso jogar bem no primeiro tempo", disse Romênio Pereira, secretário de mobilização do partido.
A posse do presidente e dos 81 novos membros da direção está marcada para 25 e 26 de janeiro, em Brasília.
Capitais
No balanço regional do PED (Processo de Eleições Diretas) do PT, os resultados indicaram que alguns pré-candidatos a prefeito largaram na frente na disputa interna e nas prévias.
Em São Paulo, o grupo da ministra Marta Suplicy (Turismo) integrou as chapas vitoriosas nos âmbitos estadual e municipal. "A Marta, na prévia para o governo do Estado em 2006, teve mais votos do que eu tive agora em São Paulo. A força dela está acima das correntes", disse José Américo, presidente eleito do diretório paulistano e nome ligado à ministra.
No Paraná, Gleisi Hoffmann, pré-candidata à Prefeitura de Curitiba, foi eleita para o comando estadual. A vitória de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul também deve favorecer o ex-ministro Miguel Rossetto, que ambiciona a Prefeitura de Porto Alegre. "A relação não é tão direta assim. Os novos diretórios devem abrir agora um processo de construção das candidaturas que deve levar em conta não apenas os resultados do PED", disse Pereira.