antigas Publicado: 8/01/2008 | 08:46

Tesouro libera R$ 12,5 bilhões para o BNDES

JULIANA ROCHA
Folha de S. Paulo

O Tesouro Nacional liberou ontem empréstimo de R$ 12,5 bilhões para aumentar o orçamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para este ano. No final de 2007, o Tesouro já havia liberado outros R$ 2,5 bilhões. Com isso, o banco terá disponíveis R$ 65 bilhões para financiamentos em 2008. Mas esse volume de recursos ainda não é suficiente para suprir a demanda de, no mínimo, R$ 80 bilhões.
Ao contrário de outros anos, o BNDES não terá, em 2008, recursos adicionais que sobraram do ano anterior. O boletim de desempenho será divulgado na próxima semana, mas o diretor financeiro do banco, Maurício Borges, adiantou que foram liberados os R$ 65 bilhões disponíveis no orçamento de 2007. Foi a primeira vez na história do banco de fomento que o orçamento foi integralmente usado.
O BNDES tem esperança de o Ministério da Fazenda liberar mais R$ 15 bilhões para capitalizar o banco. Antes da ajuda do Tesouro, o banco tinha R$ 50 bilhões disponíveis, uma preocupação para o presidente da instituição, Luciano Coutinho. Ele pediu ao ministro Guido Mantega (Fazenda) que o governo abrisse mão de cerca de R$ 8 bilhões de lucros e dividendos de 2007 e parte do lucro de 2006, que não foi integralmente repassado.
Segundo Borges, o governo ainda não autorizou o BNDES a reverter os dividendos para o seu orçamento. Esta discussão só deve ocorrer em março, depois de decididos os cortes no Orçamento para compensar a perda da CPMF. Se a decisão se prolongar mais, o banco pode não ter dinheiro suficiente para atender os pedidos que já foram feitos.
"Temos fôlego para liberar financiamentos até abril ou maio. Depois disso, vamos ter que decidir como equacionar a demanda porque o ritmo de liberação está muito forte", disse Borges.
Antes da votação no Senado que extinguiu a CPMF, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) havia dito que, sem a receita com o imposto do cheque, o governo não poderia abrir mão dos dividendos do BNDES.
Mas é do interesse do governo que o banco atenda a toda a demanda. Dele sai o financiamento para as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

JULIANA ROCHA
Folha de S. Paulo

O Tesouro Nacional liberou ontem empréstimo de R$ 12,5 bilhões para aumentar o orçamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para este ano. No final de 2007, o Tesouro já havia liberado outros R$ 2,5 bilhões. Com isso, o banco terá disponíveis R$ 65 bilhões para financiamentos em 2008. Mas esse volume de recursos ainda não é suficiente para suprir a demanda de, no mínimo, R$ 80 bilhões.
Ao contrário de outros anos, o BNDES não terá, em 2008, recursos adicionais que sobraram do ano anterior. O boletim de desempenho será divulgado na próxima semana, mas o diretor financeiro do banco, Maurício Borges, adiantou que foram liberados os R$ 65 bilhões disponíveis no orçamento de 2007. Foi a primeira vez na história do banco de fomento que o orçamento foi integralmente usado.
O BNDES tem esperança de o Ministério da Fazenda liberar mais R$ 15 bilhões para capitalizar o banco. Antes da ajuda do Tesouro, o banco tinha R$ 50 bilhões disponíveis, uma preocupação para o presidente da instituição, Luciano Coutinho. Ele pediu ao ministro Guido Mantega (Fazenda) que o governo abrisse mão de cerca de R$ 8 bilhões de lucros e dividendos de 2007 e parte do lucro de 2006, que não foi integralmente repassado.
Segundo Borges, o governo ainda não autorizou o BNDES a reverter os dividendos para o seu orçamento. Esta discussão só deve ocorrer em março, depois de decididos os cortes no Orçamento para compensar a perda da CPMF. Se a decisão se prolongar mais, o banco pode não ter dinheiro suficiente para atender os pedidos que já foram feitos.
"Temos fôlego para liberar financiamentos até abril ou maio. Depois disso, vamos ter que decidir como equacionar a demanda porque o ritmo de liberação está muito forte", disse Borges.
Antes da votação no Senado que extinguiu a CPMF, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) havia dito que, sem a receita com o imposto do cheque, o governo não poderia abrir mão dos dividendos do BNDES.
Mas é do interesse do governo que o banco atenda a toda a demanda. Dele sai o financiamento para as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).