antigas Publicado: 10/01/2008 | 10:27

Reunião com os três poderes

Daniel Pereira, Fernanda Odilla e Leandro Colon
Correio Braziliense

O governo federal planeja reunir os presidentes dos três poderes para discutir os cortes de R$ 20 bilhões. A proposta será apresentada pelo ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião no Palácio do Planalto. Mas até lá, uma queda de braço com o Congresso começa a ser ensaiada.

Enquanto o Executivo tenta, de todas as formas, preservar os R$ 18 bilhões previstos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) dos cortes de gastos, deputados e senadores resistem em reduzir o valor das emendas coletivas e, principalmente, das individuais. O presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB), avalia que os embates começam a partir da primeira sessão da comissão.

Cortes
Ontem, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, reiterou que seu “sonho de consumo” seria um corte significativo nas emendas de bancada e comissões, que juntas ultrapassam os R$ 12,9 bilhões. A proposta do ministro preservaria somente as emendas individuais. Ele próprio admite que a sugestão não é popular no Congresso. “O governo foi muito incompetente. Aumentou impostos dos bancos e ainda apanhou. Vou defender que não se corte emendas. As coletivas são de investimentos”, avalia Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, líder do bloco PSB, PDT e PCdoB.

Se os deputados e senadores não querem mexer nas emendas, o governo faz questão de preservar o PAC. Para não criar embates com a própria base, o ministro do Planejamento amenizou o discurso de que o programa não será objeto de cortes.

“A posição do poder executivo é preservar o PAC. Como há algumas idéias saindo na imprensa, de parlamentares como Romero Jucá (líder do governo no Senado) e José Maranhão, seria estranho ouví-los falando e dizer que não vamos cortar”, disse Paulo Bernardo, relembrando que a posição do governo é negociar os cortes no orçamento com o Congresso Nacional. Jucá reforça que a redução dos gastos será decidida por senadores e deputados. “O Executivo não apita em emenda. O governo apenas dirá onde pode cortar no Executivo.”

Daniel Pereira, Fernanda Odilla e Leandro Colon
Correio Braziliense

O governo federal planeja reunir os presidentes dos três poderes para discutir os cortes de R$ 20 bilhões. A proposta será apresentada pelo ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião no Palácio do Planalto. Mas até lá, uma queda de braço com o Congresso começa a ser ensaiada.

Enquanto o Executivo tenta, de todas as formas, preservar os R$ 18 bilhões previstos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) dos cortes de gastos, deputados e senadores resistem em reduzir o valor das emendas coletivas e, principalmente, das individuais. O presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB), avalia que os embates começam a partir da primeira sessão da comissão.

Cortes
Ontem, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, reiterou que seu “sonho de consumo” seria um corte significativo nas emendas de bancada e comissões, que juntas ultrapassam os R$ 12,9 bilhões. A proposta do ministro preservaria somente as emendas individuais. Ele próprio admite que a sugestão não é popular no Congresso. “O governo foi muito incompetente. Aumentou impostos dos bancos e ainda apanhou. Vou defender que não se corte emendas. As coletivas são de investimentos”, avalia Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, líder do bloco PSB, PDT e PCdoB.

Se os deputados e senadores não querem mexer nas emendas, o governo faz questão de preservar o PAC. Para não criar embates com a própria base, o ministro do Planejamento amenizou o discurso de que o programa não será objeto de cortes.

“A posição do poder executivo é preservar o PAC. Como há algumas idéias saindo na imprensa, de parlamentares como Romero Jucá (líder do governo no Senado) e José Maranhão, seria estranho ouví-los falando e dizer que não vamos cortar”, disse Paulo Bernardo, relembrando que a posição do governo é negociar os cortes no orçamento com o Congresso Nacional. Jucá reforça que a redução dos gastos será decidida por senadores e deputados. “O Executivo não apita em emenda. O governo apenas dirá onde pode cortar no Executivo.”