antigas Publicado: 14/01/2008 | 10:50

Lula e PT lideram governo PMDB

Marcos Seabra
Jornal do Brasil

O petista Lula preside um governo do PMDB, tendo o PT à frente de outros nove partidos aliados. É o que mostram os recursos federais efetivamente gastos no ano passado, embora a importância política continue com os petistas. Os ministérios ligados aos peemedebistas gastaram R$ 84,6 bilhões, ante R$ 66,5 bilhões da pasta do PT.

A julgar pelos recursos federais efetivamente gastos no ano passado, Luiz Inácio Lula da Silva preside um governo do PMDB, tendo o PT à frente de outros nove partidos aliados. De acordo com o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), os seis ministérios comandados pelo PMDB - Minas e Energia (com a posse de Edison Lobão ainda esta semana), Saúde, Comunicações, Integração Nacional, Defesa e Agricultura - gastaram a nada desprezível quantia de R$ 84,6 bilhões no último ano.

As pastas mais importantes comandadas pelo PT - destaque que se refere aos recursos disponíveis e não ao poder político - foram responsáveis por gastos de R$ 66,5 bilhões no ano passado.

Nessa conta não entra o Ministério da Previdência, comandado pelo amigo pessoal do presidente Lula, Luiz Marinho. Sozinho, o Ministério foi responsável por despesas que ultrapassaram os R$ 169 bilhões, mas foi a a segunda maior fonte de arrecadação do governo (algo em torno de R$ 150 bilhões).

Gastos

O PDT (Trabalho), PR (Transportes), PC do B (Esportes), PTB (Relações Institucionais), PP (Cidades), PSB (Ciência e Tecnologia e Portos) e o PV gastaram, efetivamente, pouco mais de R$ 38,5 bilhões.

Se levarmos em conta o número de ministérios ou a importância política, o governo continua sendo do PT mas quando se trata de controle de recursos, o PMDB está na frente - conclui o analista e cientista político Cristiano Noronha, da consultoria Arko Advice, de Brasília.

O poder do PMDB dentro do governo pode até aumentar ainda este ano. Pouco mais de um ano depois de tomar posse de seu segundo mandato, o presidente Lula terá de enfrentar - e resolver - uma nova reforma ministerial.

Pelo menos cinco ministros devem deixar o governo: três em função das disputas eleitorais municipais em outubro - Marta Suplicy (Turismo), Luiz Marinho (Previdência) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social); um de malas prontas para voltar à vida "civil" - Gilberto Gil (Cultura); Nelson Hubner (Minas e Energia) para ceder lugar a uma indicação do aliado PMDB, o senador Edison Lobão (MA); e, por fim, Guido Mantega (Fazenda) para evitar o desgaste do Planalto que, toda semana, precisa desmentir sua demissão.

Ex-ministros

Nas últimas semanas de dezembro, como lembra o analista e cientista político da consultoria Arko Advice, Cristiano Noronha, porém, dois nomes passaram a freqüentar a lista de possíveis ex-ministros com mais frequência: Patrus Ananias e Marta Suplicy.

Patrus tem 23% das intenções de voto para a prefeitura de Belo Horizonte, único candidato do PT a fazer frente ao senador Eduardo Azeredo (23%) e ao deputado estadual João Leite (25%), as duas alternativas tucanas.

Patrus não se entusiasma com esses números - comenta Noronha. - Prefere aguardar a eleição de 2010 para medir suas possibilidades como governador de Minas ou mesmo como candidato presidencial de Lula.

Marta Suplicy segue a mesma trilha do ministro do Desenvolvimento Social. Duas recentes pesquisas mostram que, na corrida pela prefeitura da capital paulista, a ministra está tecnicamente empatada com o até então favorito, o tucano Geraldo Alckmin, ex-governador e candidato derrotado à Presidência no ano passado.

Pesquisas

Segundo o Ibope, a ex-prefeita tem 27% contra 24% do ex-governador. De acordo com o Datafolha, o tucano tem 26% e a petista, 25%.

Mas não é só isso. O resultado das eleições internas do PT no Estado de São Paulo representou um estímulo para Marta Suplicy disputar a prefeitura.

O risco de Mantega deixar a chefia da equipe econômica não está associado ao sucesso. Ao contrário, ele tem sido muito criticado pelo fracasso nas negociações com o PSDB em favor da CPMF.

Aliados

Lula gosta muito de Mantega e não faz seu estilo trocar o homem forte da economia na véspera de uma negociação para compensar as perdas da CPMF.

Se o fizer, um dos nomes cogitados para substitui-lo é Fernando Pimentel, prefeito de Belo Horizonte.

Henrique Meirelles, Paulo Bernardo, Luciano Coutinho, Bernardo Appy e Antonio Palocci também têm chances. Ou seja, se mexer de forma significativa no Ministério, neste ano, o alvo da mudança.

Marcos Seabra
Jornal do Brasil

O petista Lula preside um governo do PMDB, tendo o PT à frente de outros nove partidos aliados. É o que mostram os recursos federais efetivamente gastos no ano passado, embora a importância política continue com os petistas. Os ministérios ligados aos peemedebistas gastaram R$ 84,6 bilhões, ante R$ 66,5 bilhões da pasta do PT.

A julgar pelos recursos federais efetivamente gastos no ano passado, Luiz Inácio Lula da Silva preside um governo do PMDB, tendo o PT à frente de outros nove partidos aliados. De acordo com o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), os seis ministérios comandados pelo PMDB - Minas e Energia (com a posse de Edison Lobão ainda esta semana), Saúde, Comunicações, Integração Nacional, Defesa e Agricultura - gastaram a nada desprezível quantia de R$ 84,6 bilhões no último ano.

As pastas mais importantes comandadas pelo PT - destaque que se refere aos recursos disponíveis e não ao poder político - foram responsáveis por gastos de R$ 66,5 bilhões no ano passado.

Nessa conta não entra o Ministério da Previdência, comandado pelo amigo pessoal do presidente Lula, Luiz Marinho. Sozinho, o Ministério foi responsável por despesas que ultrapassaram os R$ 169 bilhões, mas foi a a segunda maior fonte de arrecadação do governo (algo em torno de R$ 150 bilhões).

Gastos

O PDT (Trabalho), PR (Transportes), PC do B (Esportes), PTB (Relações Institucionais), PP (Cidades), PSB (Ciência e Tecnologia e Portos) e o PV gastaram, efetivamente, pouco mais de R$ 38,5 bilhões.

Se levarmos em conta o número de ministérios ou a importância política, o governo continua sendo do PT mas quando se trata de controle de recursos, o PMDB está na frente - conclui o analista e cientista político Cristiano Noronha, da consultoria Arko Advice, de Brasília.

O poder do PMDB dentro do governo pode até aumentar ainda este ano. Pouco mais de um ano depois de tomar posse de seu segundo mandato, o presidente Lula terá de enfrentar - e resolver - uma nova reforma ministerial.

Pelo menos cinco ministros devem deixar o governo: três em função das disputas eleitorais municipais em outubro - Marta Suplicy (Turismo), Luiz Marinho (Previdência) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social); um de malas prontas para voltar à vida "civil" - Gilberto Gil (Cultura); Nelson Hubner (Minas e Energia) para ceder lugar a uma indicação do aliado PMDB, o senador Edison Lobão (MA); e, por fim, Guido Mantega (Fazenda) para evitar o desgaste do Planalto que, toda semana, precisa desmentir sua demissão.

Ex-ministros

Nas últimas semanas de dezembro, como lembra o analista e cientista político da consultoria Arko Advice, Cristiano Noronha, porém, dois nomes passaram a freqüentar a lista de possíveis ex-ministros com mais frequência: Patrus Ananias e Marta Suplicy.

Patrus tem 23% das intenções de voto para a prefeitura de Belo Horizonte, único candidato do PT a fazer frente ao senador Eduardo Azeredo (23%) e ao deputado estadual João Leite (25%), as duas alternativas tucanas.

Patrus não se entusiasma com esses números - comenta Noronha. - Prefere aguardar a eleição de 2010 para medir suas possibilidades como governador de Minas ou mesmo como candidato presidencial de Lula.

Marta Suplicy segue a mesma trilha do ministro do Desenvolvimento Social. Duas recentes pesquisas mostram que, na corrida pela prefeitura da capital paulista, a ministra está tecnicamente empatada com o até então favorito, o tucano Geraldo Alckmin, ex-governador e candidato derrotado à Presidência no ano passado.

Pesquisas

Segundo o Ibope, a ex-prefeita tem 27% contra 24% do ex-governador. De acordo com o Datafolha, o tucano tem 26% e a petista, 25%.

Mas não é só isso. O resultado das eleições internas do PT no Estado de São Paulo representou um estímulo para Marta Suplicy disputar a prefeitura.

O risco de Mantega deixar a chefia da equipe econômica não está associado ao sucesso. Ao contrário, ele tem sido muito criticado pelo fracasso nas negociações com o PSDB em favor da CPMF.

Aliados

Lula gosta muito de Mantega e não faz seu estilo trocar o homem forte da economia na véspera de uma negociação para compensar as perdas da CPMF.

Se o fizer, um dos nomes cogitados para substitui-lo é Fernando Pimentel, prefeito de Belo Horizonte.

Henrique Meirelles, Paulo Bernardo, Luciano Coutinho, Bernardo Appy e Antonio Palocci também têm chances. Ou seja, se mexer de forma significativa no Ministério, neste ano, o alvo da mudança.