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Publicado: 15/01/2008 | 09:32
Dinheiro no ralo
Correio Braziliense
Acossado pela extinção da CPMF, o presidente Lula coça a cabeça para saber onde fazer cortes e economizar o orçamento da República. A Câmara Legislativa de Brasília tem privilégios excepcionais. Um deputado tem verba para contratar 23 assessores parlamentares, requisitar seis servidores de carreira do GDF, dois policiais civis para sua segurança. Isso, fora os oficiais legislativos encarregados desse trabalho. Os deputados podem alegar que estão dentro da lei. É verdade. O fato está registrado na Lei Orgânica do Distrito Federal. Como a burocracia é vagarosa e repudia economias, a iniciativa poderia partir dos próprios legisladores. E seria boa atitude perante o eleitorado. A vantagem maior é que, quando um parlamentar volta à planície, vê como pesa a falta da mordomia. E mais. De posse dela, dá para esquecer obrigações fundamentais de quem é eleito para defender o povo. Pior é que, nesse caso, a defesa pertence ao interesse próprio. O Brasil está mudando. Melhor é conter os abusos com o erário e respeitar os direitos que deveriam guardar os cidadãos. O governador José Roberto Arruda já pediu o retorno dos policiais a seus postos para que a população não fique indefesa. Melhor seria todos trabalhando para colocar o país nos eixos.
A frase que não foi pronunciada
“Dinheiro perdido, nada perdido; saúde perdida, muito perdido; caráter perdido, tudo perdido.”
Primeiro parágrafo de um livro imaginário na cabeceira de um político real.
Chico Mendes
O Instituto Chico Mendes fez licitação para alugar um prédio em Brasília. A primeira colocada cobra R$ 165 mil mensais. Há outros candidatos, mas o relatório do Instituto sugeriu alugar edifício perto do Sudoeste, alegando que “fica perto da Praça dos Três Poderes”. Detalhe é que o escolhido é o quarto colocado, fica perto do Sudoeste e ainda está em construção. Pertence ao ex-senador Luiz Estevão e o preço é de R$ 500 mil.
Água
A falta de água em estados populosos poderá vir antes do que se pensa. O Brasil tem os melhores mananciais. Só o Amazonas joga por segundo 175 mil m³ no Atlântico. Em seguida vem o Plata, com 79.300m³ por segundo. Quem ganha é o mar porque a água é boa, mas não há condições de uso nas cidades.
Sete vidas
“Um gato em cima de um telhado quente depois de já ter usado as sete vidas.” Essa é a situação da economia dos Estados Unidos em 2008. Na opinião de Stuart Hoffman, do Financial Services Group, a alta do preço do petróleo e desajustes nos mercados de créditos e imóveis são as razões do perigo iminente.
Siga a seta
Advertência ao povo brasileiro: “Vai doer”. O que o ministro Paulo Bernardo não sabia é que já está doendo há muito tempo. Justamente porque o governo nunca teve cartas na manga para encarar as crises que apareceram. Se os estrategistas pensassem na produção e emprego, não seria necessário Plano B.
Incoerência
José Maranhão confirma que programas sociais e o PAC serão afetados pelos cortes no Orçamento. A análise do senador é contrariada pelo colega Romero Jucá, que garantiu o cumprimento de todos os compromissos. Por fora, há a manutenção dos gastos com cartões corporativos e contratações políticas.
Deboche
Mantega declarou que as filas nos aeroportos ocorriam porque os brasileiros estavam com mais dinheiro. Disse ainda que o presidente Lula prometeu não mudar as regras em impostos e taxas em 2007,mas estamos em 2008. O deputado Arnaldo Jardim sugere que Garibaldi Alves, como presidente do Senado, convoque Mantega para explicar a engenharia econômica do governo. É torcer para o sorriso alvar do ministro desaparecer e a estabilidade voltar.
Energia
José Jorge, que preside a CEB, lembra que, enquanto se fala em apagão, o setor elétrico está acéfalo. Nelson Hubner continua a esperar a posse do novo ministro das Minas e Energia. A Eletrobrás está sem líder. Enquanto isso, Jorge Luiz Zelada deve assumir a Diretoria Internacional da Petrobras e Paulo Afonso Vieira, a Eletrosul. Eletrobrás, Eletronorte e Furnas continuam com cargos a negociar.
Correio Braziliense
Acossado pela extinção da CPMF, o presidente Lula coça a cabeça para saber onde fazer cortes e economizar o orçamento da República. A Câmara Legislativa de Brasília tem privilégios excepcionais. Um deputado tem verba para contratar 23 assessores parlamentares, requisitar seis servidores de carreira do GDF, dois policiais civis para sua segurança. Isso, fora os oficiais legislativos encarregados desse trabalho. Os deputados podem alegar que estão dentro da lei. É verdade. O fato está registrado na Lei Orgânica do Distrito Federal. Como a burocracia é vagarosa e repudia economias, a iniciativa poderia partir dos próprios legisladores. E seria boa atitude perante o eleitorado. A vantagem maior é que, quando um parlamentar volta à planície, vê como pesa a falta da mordomia. E mais. De posse dela, dá para esquecer obrigações fundamentais de quem é eleito para defender o povo. Pior é que, nesse caso, a defesa pertence ao interesse próprio. O Brasil está mudando. Melhor é conter os abusos com o erário e respeitar os direitos que deveriam guardar os cidadãos. O governador José Roberto Arruda já pediu o retorno dos policiais a seus postos para que a população não fique indefesa. Melhor seria todos trabalhando para colocar o país nos eixos.
A frase que não foi pronunciada
“Dinheiro perdido, nada perdido; saúde perdida, muito perdido; caráter perdido, tudo perdido.”
Primeiro parágrafo de um livro imaginário na cabeceira de um político real.
Chico Mendes
O Instituto Chico Mendes fez licitação para alugar um prédio em Brasília. A primeira colocada cobra R$ 165 mil mensais. Há outros candidatos, mas o relatório do Instituto sugeriu alugar edifício perto do Sudoeste, alegando que “fica perto da Praça dos Três Poderes”. Detalhe é que o escolhido é o quarto colocado, fica perto do Sudoeste e ainda está em construção. Pertence ao ex-senador Luiz Estevão e o preço é de R$ 500 mil.
Água
A falta de água em estados populosos poderá vir antes do que se pensa. O Brasil tem os melhores mananciais. Só o Amazonas joga por segundo 175 mil m³ no Atlântico. Em seguida vem o Plata, com 79.300m³ por segundo. Quem ganha é o mar porque a água é boa, mas não há condições de uso nas cidades.
Sete vidas
“Um gato em cima de um telhado quente depois de já ter usado as sete vidas.” Essa é a situação da economia dos Estados Unidos em 2008. Na opinião de Stuart Hoffman, do Financial Services Group, a alta do preço do petróleo e desajustes nos mercados de créditos e imóveis são as razões do perigo iminente.
Siga a seta
Advertência ao povo brasileiro: “Vai doer”. O que o ministro Paulo Bernardo não sabia é que já está doendo há muito tempo. Justamente porque o governo nunca teve cartas na manga para encarar as crises que apareceram. Se os estrategistas pensassem na produção e emprego, não seria necessário Plano B.
Incoerência
José Maranhão confirma que programas sociais e o PAC serão afetados pelos cortes no Orçamento. A análise do senador é contrariada pelo colega Romero Jucá, que garantiu o cumprimento de todos os compromissos. Por fora, há a manutenção dos gastos com cartões corporativos e contratações políticas.
Deboche
Mantega declarou que as filas nos aeroportos ocorriam porque os brasileiros estavam com mais dinheiro. Disse ainda que o presidente Lula prometeu não mudar as regras em impostos e taxas em 2007,mas estamos em 2008. O deputado Arnaldo Jardim sugere que Garibaldi Alves, como presidente do Senado, convoque Mantega para explicar a engenharia econômica do governo. É torcer para o sorriso alvar do ministro desaparecer e a estabilidade voltar.
Energia
José Jorge, que preside a CEB, lembra que, enquanto se fala em apagão, o setor elétrico está acéfalo. Nelson Hubner continua a esperar a posse do novo ministro das Minas e Energia. A Eletrobrás está sem líder. Enquanto isso, Jorge Luiz Zelada deve assumir a Diretoria Internacional da Petrobras e Paulo Afonso Vieira, a Eletrosul. Eletrobrás, Eletronorte e Furnas continuam com cargos a negociar.