antigas Publicado: 25/01/2008 | 09:50

O novo conselheiro de Lula

Daniel Pereira
Correio Braziliense

Depois de criticado por petistas, Henrique Meirelles, do Banco Central, ganha posto privilegiado na consultoria do Palácio do Planalto. Presidente está interessado nos reflexos eleitorais da crise

Vítima do fogo amigo petista no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, está em alta no Palácio do Planalto. Transformou-se num dos principais conselheiros de Lula devido à sua capacidade de medir, em contatos internacionais, a temperatura da crise que ronda a economia americana e de apresentar relatos mais realistas sobre seus possíveis impactos no Brasil.

Na reunião ministerial de quarta-feira, por exemplo, Meirelles reproduziu o discurso governista, entoado em público, segundo o qual o país está bem preparado para reagir a uma desaceleração da maior economia mundial. Ressaltou, no entanto, que a expansão do PIB nacional será até um ponto percentual menor se isso ocorrer. Lula já deixou claro que prefere as advertências ao palavrório otimista de outros integrantes do governo.

O presidente se apega à cautela personificada por Meirelles por dois motivos. Primeiro, porque credita à política monetária, dita conservadora, parte da responsabilidade pela reeleição em 2006. Segundo, porque não quer abrir espaço para o descontrole da inflação, o que reduziria o poder de compra da população e teria o potencial de minar as chances eleitorais dos aliados nas eleições municipais deste ano.

Cientes dos humores do presidente e do prestígio de Meirelles, governistas não saíram a campo, como faziam com freqüência, para protestar contra a decisão do BC, de quarta-feira, de manter a taxa básica de juros em 11,25% ao ano.

Daniel Pereira
Correio Braziliense

Depois de criticado por petistas, Henrique Meirelles, do Banco Central, ganha posto privilegiado na consultoria do Palácio do Planalto. Presidente está interessado nos reflexos eleitorais da crise

Vítima do fogo amigo petista no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, está em alta no Palácio do Planalto. Transformou-se num dos principais conselheiros de Lula devido à sua capacidade de medir, em contatos internacionais, a temperatura da crise que ronda a economia americana e de apresentar relatos mais realistas sobre seus possíveis impactos no Brasil.

Na reunião ministerial de quarta-feira, por exemplo, Meirelles reproduziu o discurso governista, entoado em público, segundo o qual o país está bem preparado para reagir a uma desaceleração da maior economia mundial. Ressaltou, no entanto, que a expansão do PIB nacional será até um ponto percentual menor se isso ocorrer. Lula já deixou claro que prefere as advertências ao palavrório otimista de outros integrantes do governo.

O presidente se apega à cautela personificada por Meirelles por dois motivos. Primeiro, porque credita à política monetária, dita conservadora, parte da responsabilidade pela reeleição em 2006. Segundo, porque não quer abrir espaço para o descontrole da inflação, o que reduziria o poder de compra da população e teria o potencial de minar as chances eleitorais dos aliados nas eleições municipais deste ano.

Cientes dos humores do presidente e do prestígio de Meirelles, governistas não saíram a campo, como faziam com freqüência, para protestar contra a decisão do BC, de quarta-feira, de manter a taxa básica de juros em 11,25% ao ano.