Publicado: 28/01/2008 | 10:09

SINSERPU LUTA POR BANHEIROS E REFEITÓRIOS PARA SERVIDORES

Sindicato dos Servidores Públicos de Juiz de Fora reclama da falta de condições básicas para que trabalhadores do setor operacional exerçam suas atividades com dignidade.



Legenda: Marcos Penido, diretor jurídico da FESEMPRE, e Cosme Nogueira, presidente do SINSERPU e diretor regional da FESEMPRE.

Apesar das constantes denúncias do sindicato, servidores operacionais da Prefeitura de Juiz de Fora continuam sem acesso às condições básicas de trabalho. Eles não têm banheiros ou lugar propício para fazer suas refeições. O problema se arrasta há décadas e, além da falta de higiene e exposição a doenças, a categoria é exposta ao constrangimento.

De acordo com o SINSERPU, servidores do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb), da Secretaria de Política Urbana (SPU) e da Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanização (Empav), principalmente, esquentam suas marmitas em fogareiros improvisados em via pública e se alimentam ali mesmo. As refeições vindas de casa, durante a jornada, ficam em suas sacolas, correndo o risco de azedar por não ter refrigeração.

Humilhação

Sem banheiro, os servidores recorrem aos bares da região onde estão trabalhando. Muitas vezes, no entanto, passam pelo vexame de serem impedidos pelos proprietários dos estabelecimentos. De acordo com Cosme Nogueira, presidente do SINSERPU e diretor regional da FESEMPRE, esta é uma luta de muitos anos do sindicato.

“Reivindicamos da administração uma política que garanta aos servidores um tratamento digno, ao menos durante sua jornada de trabalho. Inclusive já sugerimos alternativas, como por exemplo a adoção de refeitórios e banheiros químicos nos lugares de maior concentração de trabalhadores”, atesta Cosme.

O presidente do SINSERPU tem certeza de que o investimento requerido para isto seria mínimo, enquanto os ganhos seriam consideráveis. Ele lembrou também que a própria prefeitura poderia servir alimentação aos funcionários através do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e evitar que suas marmitas estraguem. “Já encaminhamos ofício à administração e solicitamos encontro com seus representantes para reforçar esta reivindicação”, diz.
 
Protetor solar para expostos

Se a administração municipal não tomou atitude quanto a esta situação, ao menos acena com a possibilidade de fornecer protetor solar para servidores que ficam expostos ao sol. Estaria assim atendendo a uma reivindicação antiga do SINSERPU. Cosme fica empolgado ao cogitar a possibilidade. “Caso implementada, a medida beneficiará agentes de trânsito, comunitários, de saúde e endemias, além de servidores da SPU, fiscais de posturas municipais, pessoal da varrição e capina do Demlurb, entre outros”.

A Prefeitura solicitou no ofício informações quanto ao número de servidores a serem contemplados. Contudo, o SINSERPU propõe que o levantamento seja feito em conjunto com a administração, única responsável pelo registro de todo o contingente de funcionários.