Publicado: 19/02/2008 | 10:42
SINDEST PRETENDE REIVINDICAR AUMENTO DE 12% E AUMENTO LINEAR DE 7% ENTRE AS LETRAS ESTE ANO
A diretoria do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (SINDEST) vem discutindo as principais demandas da Campanha Salarial 2008, reivindicadas pelos servidores. Todas as contrapropostas feitas pela Administração Municipal serão discutidas em assembléia.
Entre as principais reivindicações estão: 12% de reposição salarial (reposição da inflação no período de 12 meses - 5,13%, 4% para compensar o pagamento do Instituto de Previdência, o IPREV, e o restante - 2,87% - para reposição de perdas em relação aos anos anteriores); aumento linear com intervalos de 10% para cada letra, sendo 1% ao ano, começando este ano com 7% (ver quadro); negociação com a Prefeitura para o cumprimento do PCCS/PAV; incorporação do abono de R$ 17,04; aumento no auxílio-alimentação dos servidores de R$ 160,16 para R$ 299,00 mensais (R$ 11,50 por dia, igual ao valor pago para os funcionários da Prodesan); e aumento da cesta básica para R$ 200,00.
De acordo com o presidente do Sindicato, José Roberto Mota, a campanha salarial é muito importante, porque é nesse momento que o SINDEST tenta cobrar do governo a reposição. “O difícil é encontrar uma situação adequada para que nenhuma categoria saia perdendo”.
Mota destaca a importância do aumento linear, cujo objetivo é chegar a intervalos de 10% entra cada letra. “Não há mais um valor fixo de intervalo, pois com o passar do tempo e a incorporação dos abonos houve um achatamento dos salários de funcionários com nível universitário (O). Então, queremos chegar aos 10% entre as letras, que é o justo, começando este ano com 7%”.
Quanto ao reajuste, ele lembra que no ano passado o aumento pedido partiu apenas do índice de inflação, que é obrigação do governo. “Esse aumento está previsto na lei de responsabilidade fiscal, assim como repor as perdas salariais. Não há motivos para a administração não atender às reivindicações, já que o que pedimos está dentro do possível”.
Este ano o orçamento de Santos passará de R$ 1 bilhão. Se o limite prudencial (teto que pode ser gasto com a folha de pagamento) for aplicado a esse valor e comparado com o gasto do funcionalismo no ano passado haverá uma sobra de R$ 93 milhões. Dividindo esse valor pelos 12 mil servidores, poderemos reconquistar o piso salarial do menor nível (A) de dois salários mínimos e o ideal de 10% entre as letras. “Com isso não ocorrerá mais o achatamento e haverá uma correção justa”.
Veja a tabela: