antigas Publicado: 1/07/2008 | 09:54

Barrados tentam anular o concurso da Caixa

Letícia Nobre
Correio Braziliense

Denúncia entregue ao Ministério Público alega que edital não foi claro sobre horário de fechamento de portões para prova de domingo

Um grupo de candidatos barrados na prova do concurso da Caixa Econômica Federal (encontraram os portões fechados), realizada no domingo, protocolou na manhã de ontem uma denúncia no Ministério Público Federal (MPF). A Cesgranrio, organizadora do concurso, lamentou o fato de algumas pessoas terem perdido o teste e afirmou que nenhuma ocorrência mais grave foi relatada pelos coordenadores da seleção.

A assessoria de imprensa da Cesgranrio informou que orientou os coordenadores e fiscais de prova para que não houvesse nenhuma tolerância com relação ao horário, portanto, os portões seriam fechados às 13h. “Há também o bom senso. A coordenação local tem certa autonomia para esperar que candidatos que estejam chegando à entrada, correndo, não fiquem sem fazer a prova. Isso não pode ser caracterizado como tolerância, pois não chega a um minuto”, disse Cláudio Pompeu, assessor de imprensa.

Com relação às denúncias de problemas na fiscalização, Cláudio esclareceu que a equipe de profissionais que trabalha nesse setor tem larga experiência, mas podem acontecer falhas, como a falta de sacos invioláveis para todos os candidatos e um número insuficiente de detetores de metais. “Algumas salas podem não ter tido sacos (invioláveis) suficientes para todos os candidatos. Não é de praxe a Cesgranrio usar esse recurso, mas a Caixa solicitou. O uso do saquinho ou do detetor de metais ajuda na fiscalização, mas o importante é a sensibilidade da equipe, que impede a ocorrência de alguma irregularidade”, defende.

Outros problemas apontados pelos candidatos ficaram sem uma explicação clara, como a presença e o uso de lápis e borracha por alguns candidatos. A assessoria disse ser uma orientação, não uma proibição do edital. Entretanto, no item 6.5.1 do edital, diz “não será permitido o uso de lápis e/ou borracha durante a realização das provas”.

O candidato Marcos Soares fez prova no Gama e disse ter visto colegas de sala usando lápis e borracha na resolução das provas. “Reclamei e a fiscal me disse que ia da consciência de cada um usar ou não. Fiquei indignado porque nem os fiscais sabiam o que estava escrito no edital”, denuncia.

Argumento
Os candidatos que procuraram o MPF tiveram orientação de um advogado especialista em concurso e basearam a denúncia em irregularidades e falta de informações no edital de abertura (01-A/2008) e no de convocação das provas (06-A/2008). “Na convocação não tinha dados claros como o horário de fechamento dos portões. Outro erro grave foi deixar que candidatos saíssem da prova com o caderno de questão às 14h40, quando o permitido seria depois das 16h”, disse Hélio Porto, de 36 anos, que faria prova na UniDF. “Se houver uma denúncia formal, vamos esperar ser notificados para manifestar posição”, afirmou o assessor Cláudio Pompeu.

Essa foi uma das seleções mais esperadas do ano. O número recorde de inscritos — 767 mil em todo país (exceto Rio de Janeiro e São Paulo) — reflete o interesse dos candidatos. O salário oferecido é de R$ 1.244, mas somado aos benefícios chega a R$ 1.820. No Distrito Federal, 71.120 interessados aderiram e foram distribuídos por 50 locais de provas. Nos três com maior número de candidatos houveram problemas com a fiscalização: Uniceub (8.842 inscritos), UniDF (5.800) e Unip (5.440). O gabarito preliminar foi divulgado ontem e a abstenção geral ficou em 18,6% (142.712 candidatos), índice considerado normal pela organizadora.

Letícia Nobre
Correio Braziliense

Denúncia entregue ao Ministério Público alega que edital não foi claro sobre horário de fechamento de portões para prova de domingo

Um grupo de candidatos barrados na prova do concurso da Caixa Econômica Federal (encontraram os portões fechados), realizada no domingo, protocolou na manhã de ontem uma denúncia no Ministério Público Federal (MPF). A Cesgranrio, organizadora do concurso, lamentou o fato de algumas pessoas terem perdido o teste e afirmou que nenhuma ocorrência mais grave foi relatada pelos coordenadores da seleção.

A assessoria de imprensa da Cesgranrio informou que orientou os coordenadores e fiscais de prova para que não houvesse nenhuma tolerância com relação ao horário, portanto, os portões seriam fechados às 13h. “Há também o bom senso. A coordenação local tem certa autonomia para esperar que candidatos que estejam chegando à entrada, correndo, não fiquem sem fazer a prova. Isso não pode ser caracterizado como tolerância, pois não chega a um minuto”, disse Cláudio Pompeu, assessor de imprensa.

Com relação às denúncias de problemas na fiscalização, Cláudio esclareceu que a equipe de profissionais que trabalha nesse setor tem larga experiência, mas podem acontecer falhas, como a falta de sacos invioláveis para todos os candidatos e um número insuficiente de detetores de metais. “Algumas salas podem não ter tido sacos (invioláveis) suficientes para todos os candidatos. Não é de praxe a Cesgranrio usar esse recurso, mas a Caixa solicitou. O uso do saquinho ou do detetor de metais ajuda na fiscalização, mas o importante é a sensibilidade da equipe, que impede a ocorrência de alguma irregularidade”, defende.

Outros problemas apontados pelos candidatos ficaram sem uma explicação clara, como a presença e o uso de lápis e borracha por alguns candidatos. A assessoria disse ser uma orientação, não uma proibição do edital. Entretanto, no item 6.5.1 do edital, diz “não será permitido o uso de lápis e/ou borracha durante a realização das provas”.

O candidato Marcos Soares fez prova no Gama e disse ter visto colegas de sala usando lápis e borracha na resolução das provas. “Reclamei e a fiscal me disse que ia da consciência de cada um usar ou não. Fiquei indignado porque nem os fiscais sabiam o que estava escrito no edital”, denuncia.

Argumento
Os candidatos que procuraram o MPF tiveram orientação de um advogado especialista em concurso e basearam a denúncia em irregularidades e falta de informações no edital de abertura (01-A/2008) e no de convocação das provas (06-A/2008). “Na convocação não tinha dados claros como o horário de fechamento dos portões. Outro erro grave foi deixar que candidatos saíssem da prova com o caderno de questão às 14h40, quando o permitido seria depois das 16h”, disse Hélio Porto, de 36 anos, que faria prova na UniDF. “Se houver uma denúncia formal, vamos esperar ser notificados para manifestar posição”, afirmou o assessor Cláudio Pompeu.

Essa foi uma das seleções mais esperadas do ano. O número recorde de inscritos — 767 mil em todo país (exceto Rio de Janeiro e São Paulo) — reflete o interesse dos candidatos. O salário oferecido é de R$ 1.244, mas somado aos benefícios chega a R$ 1.820. No Distrito Federal, 71.120 interessados aderiram e foram distribuídos por 50 locais de provas. Nos três com maior número de candidatos houveram problemas com a fiscalização: Uniceub (8.842 inscritos), UniDF (5.800) e Unip (5.440). O gabarito preliminar foi divulgado ontem e a abstenção geral ficou em 18,6% (142.712 candidatos), índice considerado normal pela organizadora.