antigas Publicado: 22/01/2009 | 10:32

Manifestações em todo o país pedem o corte de juros

Cerca de 200 manifestantes de centrais sindicais de trabalhadores protestaram na manhã desta quarta-feira (21/01) em frente à sede do Banco Central, em Brasília, a favor de um “corte drástico” nos juros. A manutenção da taxa de 13,75% ao ano será decidida à noite, durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A manifestação com faixas, carros de som e fantasias ocorreu em 26 estados nas sedes regionais do Banco Central.


O secretário-geral da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, disse acreditar "no bom senso do governo Lula para que a composição do governo não tenha um posicionamento diferente quanto ao patamar de juros que deve ser praticado". Moacyr Roberto defende "que o Banco Central olhe para o povo e siga o discurso de Lula pois o juro alto é incompatível com soluções para a recessão e o desemprego, enquanto os banqueiros continuam tendo lucros altos".

O presidente regional da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) para o Distrito Federal e entorno, Waldyr Ferreira, disse que o Banco Central pratica "uma política de capachismo a serviço das grandes corporações internacionais" e acentuou que a instituição "não executa uma política condizente com o que o presidente Lula prega".

A manifestação em frente ao BC envolveu faixas que faziam desafios à quebra de juros ou a saída do presidente do Banco Central do cargo, pensamento que foi insistido nos discursos da maioria dos sindicalistas que falaram sobre o carro de som, que tocava músicas de carnaval, com o lema "O Carnaval do Juro Baixo". Um manifestante usava uma mascara do ministro da Fazenda, Guido Mantega com os dizeres: "Desemprego? Não estou sabendo! Estava de férias".

 


O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique dos Santos, disse que "é preciso responsabilidade social" dos membros do Copom. Ele indica a redução da expectativa da inflação como mais um motivo para o Banco Central reduzir os juros. Segundo ele, é preciso "um corte ousado, drástico, para enfrentar a crise financeira internacional e suprir a necessidade de crédito e investimento no país capaz de gerar renda para a sociedade brasileira". Ele calcula que o corte de 1 ponto percentual na taxa Selic representaria R$ 15 bilhões a mais de recursos circulando na economia. Artur Henrique criticou ainda o spread bancário (custo de intermediação de empréstimos) e disse que os bancos públicos (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) "devem ser os primeiros a favorecer o baixo custo do dinheiro".

 


Os manifestantes, bancários, metalúrgicos, trabalhadores do setor hoteleiro, vigilantes saíram de três pontos da São Paulo em direção ao maior centro financeiro do país. Segundo a Polícia Militar, cerca de mil pessoas se reuniram em frente ao prédio do Banco Central, na avenida paulista.

Houve protestos também em várias partes do país. No Rio Grande do Sul, metalúrgicos se reuniram no complexo automotivo de Gravataí; em Brasília, a manifestação foi em frente à sede do Banco Central com mais de 200 manifestantes; em Curitiba, 250 pessoas participaram de uma passeata.

Os manifestantes, convocados pelas centrais sindicais, pedem a redução da taxa básica de juros. A idéia é a seguinte: com juros menores, as empresas produzem mais e a economia do país cresce. Com isso, segundo os sindicalistas, o risco de desemprego é menor.


Quem decide se os juros caem ou não é o Comitê de Política Monetária (Copom). Os representantes estão reunidos em Brasília desde terça-feira, e na quarta à noite vão anunciar a decisão.

A expectativa de queda dos juros não é só dos sindicalistas, mas também do mercado financeiro e de empresários, que apostam num corte de pelo menos meio ponto percentual na taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano.

"É bem-vindo o corte de juros, esse é o momento. A inflação está sob controle. A partir do momento em que o crédito está mais escasso, a demanda está sob controle e as empresas começaram a reduzir sua produtividade, cria-se todo um cenário favorável para a redução da taxa de juros”, diz o economista Cláudio Gonçalves

Nesta quarta-feira também saiu o balanço das demissões do ano passado na região de Betim, Igarapé e São João de Bicas, em Minas Gerais. Lá, há muitas empresas do setor automobilístico e o sindicato é um dos mais representativos do país: reúne 42 mil metalúrgicos. Na região, 4.702 trabalhadores perderam o emprego em 2008, um aumento de 68% em relação a 2007.

 

Cerca de 200 manifestantes de centrais sindicais de trabalhadores protestaram na manhã desta quarta-feira (21/01) em frente à sede do Banco Central, em Brasília, a favor de um “corte drástico” nos juros. A manutenção da taxa de 13,75% ao ano será decidida à noite, durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A manifestação com faixas, carros de som e fantasias ocorreu em 26 estados nas sedes regionais do Banco Central.


O secretário-geral da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, disse acreditar "no bom senso do governo Lula para que a composição do governo não tenha um posicionamento diferente quanto ao patamar de juros que deve ser praticado". Moacyr Roberto defende "que o Banco Central olhe para o povo e siga o discurso de Lula pois o juro alto é incompatível com soluções para a recessão e o desemprego, enquanto os banqueiros continuam tendo lucros altos".

O presidente regional da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) para o Distrito Federal e entorno, Waldyr Ferreira, disse que o Banco Central pratica "uma política de capachismo a serviço das grandes corporações internacionais" e acentuou que a instituição "não executa uma política condizente com o que o presidente Lula prega".

A manifestação em frente ao BC envolveu faixas que faziam desafios à quebra de juros ou a saída do presidente do Banco Central do cargo, pensamento que foi insistido nos discursos da maioria dos sindicalistas que falaram sobre o carro de som, que tocava músicas de carnaval, com o lema "O Carnaval do Juro Baixo". Um manifestante usava uma mascara do ministro da Fazenda, Guido Mantega com os dizeres: "Desemprego? Não estou sabendo! Estava de férias".

 


O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique dos Santos, disse que "é preciso responsabilidade social" dos membros do Copom. Ele indica a redução da expectativa da inflação como mais um motivo para o Banco Central reduzir os juros. Segundo ele, é preciso "um corte ousado, drástico, para enfrentar a crise financeira internacional e suprir a necessidade de crédito e investimento no país capaz de gerar renda para a sociedade brasileira". Ele calcula que o corte de 1 ponto percentual na taxa Selic representaria R$ 15 bilhões a mais de recursos circulando na economia. Artur Henrique criticou ainda o spread bancário (custo de intermediação de empréstimos) e disse que os bancos públicos (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) "devem ser os primeiros a favorecer o baixo custo do dinheiro".

 


Os manifestantes, bancários, metalúrgicos, trabalhadores do setor hoteleiro, vigilantes saíram de três pontos da São Paulo em direção ao maior centro financeiro do país. Segundo a Polícia Militar, cerca de mil pessoas se reuniram em frente ao prédio do Banco Central, na avenida paulista.

Houve protestos também em várias partes do país. No Rio Grande do Sul, metalúrgicos se reuniram no complexo automotivo de Gravataí; em Brasília, a manifestação foi em frente à sede do Banco Central com mais de 200 manifestantes; em Curitiba, 250 pessoas participaram de uma passeata.

Os manifestantes, convocados pelas centrais sindicais, pedem a redução da taxa básica de juros. A idéia é a seguinte: com juros menores, as empresas produzem mais e a economia do país cresce. Com isso, segundo os sindicalistas, o risco de desemprego é menor.


Quem decide se os juros caem ou não é o Comitê de Política Monetária (Copom). Os representantes estão reunidos em Brasília desde terça-feira, e na quarta à noite vão anunciar a decisão.

A expectativa de queda dos juros não é só dos sindicalistas, mas também do mercado financeiro e de empresários, que apostam num corte de pelo menos meio ponto percentual na taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano.

"É bem-vindo o corte de juros, esse é o momento. A inflação está sob controle. A partir do momento em que o crédito está mais escasso, a demanda está sob controle e as empresas começaram a reduzir sua produtividade, cria-se todo um cenário favorável para a redução da taxa de juros”, diz o economista Cláudio Gonçalves

Nesta quarta-feira também saiu o balanço das demissões do ano passado na região de Betim, Igarapé e São João de Bicas, em Minas Gerais. Lá, há muitas empresas do setor automobilístico e o sindicato é um dos mais representativos do país: reúne 42 mil metalúrgicos. Na região, 4.702 trabalhadores perderam o emprego em 2008, um aumento de 68% em relação a 2007.