antigas Publicado: 3/02/2009 | 10:16

Metalúrgicos fecham 5º acordo para reduzir jornada e salário

Seg, 02 de Fevereiro de 2009 22:01

Em assembléia, nesta segunda-feira (2), metalúrgicos da Olimpus Industrial e Comercial, em São Paulo, aprovaram um acordo de redução da jornada de trabalho em 20% nos meses de fevereiro e março. O salário ficou reduzido em 15%.

Com sede na zona leste da capital paulista, a Olimpus é fabricante de alarmes e antenas para o setor automotivo. A empresa mantém cerca de 200 funcionários - que, com, o acordo firmado, terão estabilidade no emprego até o dia 30 de setembro.

Foi mais uma negociação de redução de jornada e de salário feita pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi, filiado à Força Sindical. A entidade já fechou acordos semelhantes com outras quatro empresas - Samot, Autopeças Sabó, MWM Motores e Valeo.

Também em São Paulo, o sindicato fez acordos de suspensão de contrato de trabalho, com duração de até cinco meses e garantia de emprego. Foi o que ocorreu, até o momento, na Indebras e na Basso Componentes.

Cerca de 5.600 trabalhadores já aceitaram reduzir salário e jornada com estabilidade no emprego. "O processo de negociação com as empresas que estão nos procurando também está impedindo demissões", afirma Miguel Torres, presidente do sindicato.

Polêmica
A redução da jornada de trabalho e salários tem sido debatida com polêmica entre empresas, trabalhadores e sindicatos.

Enquanto os empregadores - tentando preservar os lucros - defendem as reduções como medida para evitar o desemprego e demissões, centrais e entidades sindicatos afirmam que a proposta lesa os interesses dos trabalhadores.

Dentro da discussão, os lados discordam ainda sobre a garantia de estabilidade do emprego. As empresas dizem ser impossível garantir a manutenção das vagas, enquanto os trabalhadores afirmam que, sem essa prerrogativa, não é possível sequer iniciar alguma conversa.

As centrais defendem ainda a redução da contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por parte das empresas para evitar mais demissões no setor produtivo.

Nesse contexto, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apóiam a redução da jornada de trabalho e de salários com o pretexto de evitar demissões no país. O empresariado, no entanto, não quer garantir estabilidade do emprego - o que é repudiado pelas centrais sindicais. (Fonte: Vermelho)

Seg, 02 de Fevereiro de 2009 22:01

Em assembléia, nesta segunda-feira (2), metalúrgicos da Olimpus Industrial e Comercial, em São Paulo, aprovaram um acordo de redução da jornada de trabalho em 20% nos meses de fevereiro e março. O salário ficou reduzido em 15%.

Com sede na zona leste da capital paulista, a Olimpus é fabricante de alarmes e antenas para o setor automotivo. A empresa mantém cerca de 200 funcionários - que, com, o acordo firmado, terão estabilidade no emprego até o dia 30 de setembro.

Foi mais uma negociação de redução de jornada e de salário feita pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi, filiado à Força Sindical. A entidade já fechou acordos semelhantes com outras quatro empresas - Samot, Autopeças Sabó, MWM Motores e Valeo.

Também em São Paulo, o sindicato fez acordos de suspensão de contrato de trabalho, com duração de até cinco meses e garantia de emprego. Foi o que ocorreu, até o momento, na Indebras e na Basso Componentes.

Cerca de 5.600 trabalhadores já aceitaram reduzir salário e jornada com estabilidade no emprego. "O processo de negociação com as empresas que estão nos procurando também está impedindo demissões", afirma Miguel Torres, presidente do sindicato.

Polêmica
A redução da jornada de trabalho e salários tem sido debatida com polêmica entre empresas, trabalhadores e sindicatos.

Enquanto os empregadores - tentando preservar os lucros - defendem as reduções como medida para evitar o desemprego e demissões, centrais e entidades sindicatos afirmam que a proposta lesa os interesses dos trabalhadores.

Dentro da discussão, os lados discordam ainda sobre a garantia de estabilidade do emprego. As empresas dizem ser impossível garantir a manutenção das vagas, enquanto os trabalhadores afirmam que, sem essa prerrogativa, não é possível sequer iniciar alguma conversa.

As centrais defendem ainda a redução da contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por parte das empresas para evitar mais demissões no setor produtivo.

Nesse contexto, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apóiam a redução da jornada de trabalho e de salários com o pretexto de evitar demissões no país. O empresariado, no entanto, não quer garantir estabilidade do emprego - o que é repudiado pelas centrais sindicais. (Fonte: Vermelho)