antigas Publicado: 3/02/2009 | 11:11

Ações do documento Volta à aula sem 1.385 professores

precisarão ser convocados para cobrir afastamentos por doença ou licença. Outras 937 ausências são definitivas


Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 26/9/08
Como nem todas as regionais de ensino repassaram o balanço completo dos ausentes, quantidade de substitutos ainda deve crescer
 
 
O ano letivo da rede pública de ensino começa na próxima segunda-feira com a convocação de, pelo menos, 448 professores temporários. Eles serão chamados para suprir carências provisórias das 620 escolas do Distrito Federal — vagas abertas pelos afastamentos por motivo de doença, licença-maternidade ou porque o professor foi convocado para assumir cargo público em outro órgão do governo.

Até o início das aulas, no entanto, esse número deve crescer. Nem todas as regionais de ensino passaram o balanço completo e novos atestados podem ser apresentados na abertura do ano letivo. A principal demanda, até o momento, é para os docentes de atividades, aqueles que dão aula para as séries iniciais do ensino fundamental. Nas turmas de 1ª a 4ª séries já são 372 carências.

Além dessas vagas, existem outras 937 ausências definitivas — casos em que os docentes se aposentaram ou morreram — o que leva para 1.385 o número de vagas descobertas. De acordo com a secretária-adjunta de Educação, Eunice Oliveira, essas ausências definitivas devem ser atendidas pela convocação de concursados ou pelo remanejamento dentro da própria rede de ensino. No entanto, pode acontecer de temporários também serem chamados para evitar que os alunos fiquem sem professor. “O cenário é complexo porque temos que equilibrar muitas variáveis”, explica Eunice. A secretária destaca que, no ano passado, houve 10.900 licenças médicas, que totalizaram quase um milhão de horas de aula.

A partir de amanhã, todos os 6 mil professores serão chamados a assinar os contratos para fazer parte do banco de professores temporários. A convocação para ocupar as vagas obedecerá a ordem de classificação e será feita por telefone e e-mail. O convocado deve se apresentar à regional de ensino onde se inscreveu, levando original e cópia de toda a documentação pessoal e do diploma de graduação.

Embora a carência seja grande, existem 831 docentes sobrando. São professores que tinham turma em 2008, mas ainda não tiveram a nova grade horária completada. Muitos deles, porém, têm lotação garantida em uma regional de ensino e não podem ser remanejados.

Os números da convocação ainda são preliminares uma vez que o processo de matrícula dos alunos da rede só termina amanhã. No fim de semana, houve a segunda etapa do Telematrícula. Depois de muitas queixas de pais que não conseguiram falar com os atendentes ou que passaram horas ao telefone esperando atendimento, o secretário de Educação, José Luiz Valente, anunciou uma mudança no processo de matrícula na rede pública do DF. Na preparação ao ano letivo de 2010, apenas a ligação para o telefone 156 e a confirmação da Secretaria garantirá a vaga. Este ano, além de ligar é preciso ir à escola para confirmar a vaga.

Matrícula
Apesar dos congestionamentos, Valente acredita que a segunda chamada pelo Telematrícula foi um sucesso. “Ficar esperando no telefone é muito ruim, mas é ainda melhor do que dormir na porta da escola para conseguir vaga para o filho. Isso não poderia acontecer na capital do país”, explicou.

Na segunda chamada do Telematrícula, que ocorreu durante o fim de semana, foram atendidas 21.433 pessoas —18.735 conseguiram vaga. Dessas, 2.710 foram para a educação infantil, mas essa etapa do ensino ainda representa a maior carência da Secretaria, com quase 6 mil crianças de 4 e 5 anos sem vaga. Segundo o secretário de Educação, o problema dessas crianças será resolvido no decorrer do ano.

Quem conseguiu uma vaga na segunda chamada tem até amanhã para confirmar a matrícula na escola. Para isso, é preciso levar certidão de nascimento, foto 3x4, comprovante de residência e histórico escolar. Para as crianças da educação infantil, no lugar do histórico escolar é preciso levar o cartão de vacina.

precisarão ser convocados para cobrir afastamentos por doença ou licença. Outras 937 ausências são definitivas


Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 26/9/08
Como nem todas as regionais de ensino repassaram o balanço completo dos ausentes, quantidade de substitutos ainda deve crescer
 
 
O ano letivo da rede pública de ensino começa na próxima segunda-feira com a convocação de, pelo menos, 448 professores temporários. Eles serão chamados para suprir carências provisórias das 620 escolas do Distrito Federal — vagas abertas pelos afastamentos por motivo de doença, licença-maternidade ou porque o professor foi convocado para assumir cargo público em outro órgão do governo.

Até o início das aulas, no entanto, esse número deve crescer. Nem todas as regionais de ensino passaram o balanço completo e novos atestados podem ser apresentados na abertura do ano letivo. A principal demanda, até o momento, é para os docentes de atividades, aqueles que dão aula para as séries iniciais do ensino fundamental. Nas turmas de 1ª a 4ª séries já são 372 carências.

Além dessas vagas, existem outras 937 ausências definitivas — casos em que os docentes se aposentaram ou morreram — o que leva para 1.385 o número de vagas descobertas. De acordo com a secretária-adjunta de Educação, Eunice Oliveira, essas ausências definitivas devem ser atendidas pela convocação de concursados ou pelo remanejamento dentro da própria rede de ensino. No entanto, pode acontecer de temporários também serem chamados para evitar que os alunos fiquem sem professor. “O cenário é complexo porque temos que equilibrar muitas variáveis”, explica Eunice. A secretária destaca que, no ano passado, houve 10.900 licenças médicas, que totalizaram quase um milhão de horas de aula.

A partir de amanhã, todos os 6 mil professores serão chamados a assinar os contratos para fazer parte do banco de professores temporários. A convocação para ocupar as vagas obedecerá a ordem de classificação e será feita por telefone e e-mail. O convocado deve se apresentar à regional de ensino onde se inscreveu, levando original e cópia de toda a documentação pessoal e do diploma de graduação.

Embora a carência seja grande, existem 831 docentes sobrando. São professores que tinham turma em 2008, mas ainda não tiveram a nova grade horária completada. Muitos deles, porém, têm lotação garantida em uma regional de ensino e não podem ser remanejados.

Os números da convocação ainda são preliminares uma vez que o processo de matrícula dos alunos da rede só termina amanhã. No fim de semana, houve a segunda etapa do Telematrícula. Depois de muitas queixas de pais que não conseguiram falar com os atendentes ou que passaram horas ao telefone esperando atendimento, o secretário de Educação, José Luiz Valente, anunciou uma mudança no processo de matrícula na rede pública do DF. Na preparação ao ano letivo de 2010, apenas a ligação para o telefone 156 e a confirmação da Secretaria garantirá a vaga. Este ano, além de ligar é preciso ir à escola para confirmar a vaga.

Matrícula
Apesar dos congestionamentos, Valente acredita que a segunda chamada pelo Telematrícula foi um sucesso. “Ficar esperando no telefone é muito ruim, mas é ainda melhor do que dormir na porta da escola para conseguir vaga para o filho. Isso não poderia acontecer na capital do país”, explicou.

Na segunda chamada do Telematrícula, que ocorreu durante o fim de semana, foram atendidas 21.433 pessoas —18.735 conseguiram vaga. Dessas, 2.710 foram para a educação infantil, mas essa etapa do ensino ainda representa a maior carência da Secretaria, com quase 6 mil crianças de 4 e 5 anos sem vaga. Segundo o secretário de Educação, o problema dessas crianças será resolvido no decorrer do ano.

Quem conseguiu uma vaga na segunda chamada tem até amanhã para confirmar a matrícula na escola. Para isso, é preciso levar certidão de nascimento, foto 3x4, comprovante de residência e histórico escolar. Para as crianças da educação infantil, no lugar do histórico escolar é preciso levar o cartão de vacina.