antigas Publicado: 3/02/2009 | 11:22

Eles estão de volta

PMDB faz barba, cabelo e bigode
Autor(es): Karla Correia e Raphael Bruno
Jornal do Brasil - 03/02/2009
 

 

O senador José Sarney e o deputado Michel Temer, ambos do PMDB, voltam ao comando do Senado e da Câmara - e dão ao partido influência na sucessão presidencial e o controle do Congresso, façanha não alcançada por nenhuma legenda em 17 anos. Com a derrota de Tião Viana (PT), o governo vai trabalhar para contornar as insatisfações na sua base de apoio. Outros dois voltam à ribalta: Collor e Renan Calheiros.

 

PMDB faz barba, cabelo e bigode

Partido elege os presidentes do Senado e da Câmara e torna-se o fiel da balança para os dois últimos anos do governo Lula e a sucessão

Após vigoroso crescimento nas eleições mu- nicipais, o PMDB deu ontem mais um passo rumo ao gigantismo ao assegurar o comando da Câmara e do Senado, façanha que há 17 anos não era alcançada. As presidências estão sob controle de dois caciques, o senador José Sarney (AP) e o deputado Michel Temer (SP). A sigla comandará o Legislativo em tempos de desafios ­ os dois eleitos citaram a crise econômica como o principal deles e reafirmaram o papel que o Congresso deve exercer no seu enfrentamento ­ e votações de projetos cruciais como as reformas tributária e política. Estarão também sob suaresponsabilidade o ritmo e a natureza das apreciações de projetos, poderoso trunfo em ano de sucessão presidencial. Apenas um obstáculo insiste em ficar no
caminho do PMDB: as divergências internas. Apesar das vitórias, as eleiçõesaprofundaram o racha que separa senadores ligados ao grupo de Sarney e Renan Calheiros (AL) da trincheira paulista que age sob as diretrizes de Temer e do
ex-governador Orestes Quércia ­ um dos mais animados ontem, no plenário da Câmara.
O quadro se agrava com o PMDB no meio de um cabo-de-guerra entre governo e opo
sição, que tentam atrair a agremiação para compor alianças em 2010 e dividem as simpatias na legenda. Ciente disso, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), trabalhou pelo senador Tião Viana (PT-AC), apenas para fortalecer, na correlação interna de forças peemedebistas, a ala paulista, mais próxima dos
tucanos. Nos próximos meses, as duas facções do PMDB se enfrentam em eleições pela
presidência nacional da legenda. No meio político, qualquer referência ao
PMDB costuma vir acompanhada da indagação "mas qual PMDB"? Ontem, a despeito da falta de unidade que ameaça o poderio futuro, foi a vez de todos os PMDBs ganharem.

PMDB faz barba, cabelo e bigode
Autor(es): Karla Correia e Raphael Bruno
Jornal do Brasil - 03/02/2009
 

 

O senador José Sarney e o deputado Michel Temer, ambos do PMDB, voltam ao comando do Senado e da Câmara - e dão ao partido influência na sucessão presidencial e o controle do Congresso, façanha não alcançada por nenhuma legenda em 17 anos. Com a derrota de Tião Viana (PT), o governo vai trabalhar para contornar as insatisfações na sua base de apoio. Outros dois voltam à ribalta: Collor e Renan Calheiros.

 

PMDB faz barba, cabelo e bigode

Partido elege os presidentes do Senado e da Câmara e torna-se o fiel da balança para os dois últimos anos do governo Lula e a sucessão

Após vigoroso crescimento nas eleições mu- nicipais, o PMDB deu ontem mais um passo rumo ao gigantismo ao assegurar o comando da Câmara e do Senado, façanha que há 17 anos não era alcançada. As presidências estão sob controle de dois caciques, o senador José Sarney (AP) e o deputado Michel Temer (SP). A sigla comandará o Legislativo em tempos de desafios ­ os dois eleitos citaram a crise econômica como o principal deles e reafirmaram o papel que o Congresso deve exercer no seu enfrentamento ­ e votações de projetos cruciais como as reformas tributária e política. Estarão também sob suaresponsabilidade o ritmo e a natureza das apreciações de projetos, poderoso trunfo em ano de sucessão presidencial. Apenas um obstáculo insiste em ficar no
caminho do PMDB: as divergências internas. Apesar das vitórias, as eleiçõesaprofundaram o racha que separa senadores ligados ao grupo de Sarney e Renan Calheiros (AL) da trincheira paulista que age sob as diretrizes de Temer e do
ex-governador Orestes Quércia ­ um dos mais animados ontem, no plenário da Câmara.
O quadro se agrava com o PMDB no meio de um cabo-de-guerra entre governo e opo
sição, que tentam atrair a agremiação para compor alianças em 2010 e dividem as simpatias na legenda. Ciente disso, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), trabalhou pelo senador Tião Viana (PT-AC), apenas para fortalecer, na correlação interna de forças peemedebistas, a ala paulista, mais próxima dos
tucanos. Nos próximos meses, as duas facções do PMDB se enfrentam em eleições pela
presidência nacional da legenda. No meio político, qualquer referência ao
PMDB costuma vir acompanhada da indagação "mas qual PMDB"? Ontem, a despeito da falta de unidade que ameaça o poderio futuro, foi a vez de todos os PMDBs ganharem.