antigas Publicado: 5/03/2009 | 09:27

Tucanos e petistas se unem. Pelo menos contra Collor em comissão

 

Qui, 05 de Março de 2009 00:21

Os senadores Arthur Virgílio (PSDB/AM) e Ideli Salvatti (PT/SC) lamentaram, nesta quarta-feira (4), a abertura de um "grave precedente" para o Senado, como classificaram a eleição do senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL) para a presidência da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

Pela proporcionalidade, a CI estaria destinada ao PT, que indicou Ideli, derrotada por uma diferença de três votos. Foram 13 votos para Collor e dez para a petista.

"Queria deixar registrado que lamentamos profundamente que tenha sido quebrada a regra, a lei, a praxe da escolha pela ordem da proporcionalidade", disse Ideli.

Para a senadora, sem a consideração e o respeito que devem mover o jogo político, a política fica com uma "fratura exposta", mostrando a todos o "jogo de interesses" que moveu determinada decisão. Ela disse aceitar a derrota e se posicionou como uma fiscalizadora do , já que é integrante da CI.

Aliados, mas separados
Os aliados PT e PMDB se dividiram na votação. O PT que disputava a vaga foi apoiado pelo PSDB, oposicionista do Governo na Casa. O PMDB aliado do Governo apoio Collor, pois havia se comprometido com ele quando da eleição de Sarney para Presidência da Casa.

A disputa e divisão dos dois partidos aliados do Governo começou quando o ex-presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB/AL) teve abertura de processo por quebra de decoro e vários senadores do PT não se esforçaram muito para defendê-lo, pelo contrário, a te fizeram força para que caísse.

Precedente
Arthur Virgílio também criticou a abertura do precedente, e afirmou que, daqui em diante, poderá se fazer "uma balbúrdia" no Senado. Ele lamentou a postura do PTB, que não respeitou a proporcionalidade e levou a escolha para o voto.

"Eu entendo que quem não respeita as regras é algoz hoje e pode ser vítima amanhã", declarou o senador tucano

Arthur Virgílio também se justificou ao PT e ao líder da bancada, Aloizio Mercadante (PT/SP), a respeito da ausência do senador Marconi Perillo (PSDB/GO) durante a eleição da manhã desta quarta, o que representou um voto a menos para Ideli.

O parlamentar disse acreditar que ele seria substituído por um suplente do partido na comissão, como o senador Sérgio Guerra (PSDB/PE), e o autorizou a viajar para o aniversário da filha, como justificou Perillo. Entretanto, no entendimento da Mesa, seu substituto foi um senador do bloco DEM-PSDB.

Arthur Virgílio fez ainda duas sugestões em relação à ordem do dia: que os relatórios das medidas provisórias em pauta sejam distribuídos para estudo com pelo menos 24 horas de antecedência e que se formalize, por critérios matemáticos, o rodízio para relatar as MPs. O presidente José Sarney (PMDB/AP) disse que adotará o procedimento. (Com Agência Senado)

 

Qui, 05 de Março de 2009 00:21

Os senadores Arthur Virgílio (PSDB/AM) e Ideli Salvatti (PT/SC) lamentaram, nesta quarta-feira (4), a abertura de um "grave precedente" para o Senado, como classificaram a eleição do senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL) para a presidência da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

Pela proporcionalidade, a CI estaria destinada ao PT, que indicou Ideli, derrotada por uma diferença de três votos. Foram 13 votos para Collor e dez para a petista.

"Queria deixar registrado que lamentamos profundamente que tenha sido quebrada a regra, a lei, a praxe da escolha pela ordem da proporcionalidade", disse Ideli.

Para a senadora, sem a consideração e o respeito que devem mover o jogo político, a política fica com uma "fratura exposta", mostrando a todos o "jogo de interesses" que moveu determinada decisão. Ela disse aceitar a derrota e se posicionou como uma fiscalizadora do , já que é integrante da CI.

Aliados, mas separados
Os aliados PT e PMDB se dividiram na votação. O PT que disputava a vaga foi apoiado pelo PSDB, oposicionista do Governo na Casa. O PMDB aliado do Governo apoio Collor, pois havia se comprometido com ele quando da eleição de Sarney para Presidência da Casa.

A disputa e divisão dos dois partidos aliados do Governo começou quando o ex-presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB/AL) teve abertura de processo por quebra de decoro e vários senadores do PT não se esforçaram muito para defendê-lo, pelo contrário, a te fizeram força para que caísse.

Precedente
Arthur Virgílio também criticou a abertura do precedente, e afirmou que, daqui em diante, poderá se fazer "uma balbúrdia" no Senado. Ele lamentou a postura do PTB, que não respeitou a proporcionalidade e levou a escolha para o voto.

"Eu entendo que quem não respeita as regras é algoz hoje e pode ser vítima amanhã", declarou o senador tucano

Arthur Virgílio também se justificou ao PT e ao líder da bancada, Aloizio Mercadante (PT/SP), a respeito da ausência do senador Marconi Perillo (PSDB/GO) durante a eleição da manhã desta quarta, o que representou um voto a menos para Ideli.

O parlamentar disse acreditar que ele seria substituído por um suplente do partido na comissão, como o senador Sérgio Guerra (PSDB/PE), e o autorizou a viajar para o aniversário da filha, como justificou Perillo. Entretanto, no entendimento da Mesa, seu substituto foi um senador do bloco DEM-PSDB.

Arthur Virgílio fez ainda duas sugestões em relação à ordem do dia: que os relatórios das medidas provisórias em pauta sejam distribuídos para estudo com pelo menos 24 horas de antecedência e que se formalize, por critérios matemáticos, o rodízio para relatar as MPs. O presidente José Sarney (PMDB/AP) disse que adotará o procedimento. (Com Agência Senado)