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Publicado: 26/03/2009 | 10:02
Petrobras aceita negociar e diz que greve não parou a produção
A Petrobras disse, nesta terça-feira (24), que está disposta a aceitar algumas das reivindicações de seus trabalhadores, mas assegurou que a greve, iniciada na última segunda-feira (22), não conseguiu paralisar a produção em nenhuma de suas unidades.
O presidente da maior empresa do Brasil, José Sérgio Gabrielli, afirmou em um comparecimento no Congresso que a companhia está disposta a aumentar a participação dos funcionários nos lucros, a principal reivindicação dos grevistas. Segundo Gabrielli, a companhia petrolífera aceita "discutir a redistribuição e o volume (de participação dos trabalhadores nos lucro), mas na medida em que seja algo razoável", assim como a negociar uma nova política de segurança, outro dos pedidos dos funcionários. Quase simultaneamente, a Petrobras convocou os dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne a maioria dos sindicatos da empresa, para uma reunião ainda esta tarde, na qual negociará as solicitações dos grevistas. No mesmo comunicado em que anunciou o início de negociações, a companhia garantiu que "todas as suas unidades continuam operando normalmente". A FUP afirmou que cerca de 30 mil funcionários da Petrobras, 70% de seu pessoal, paralisaram seus trabalhos desde a segunda-feira. Desde então, a companhia iniciou um plano de contingência que lhe permitiu manter em operação todas as plataformas de exploração e as refinarias. Os sindicalistas reconhecem que a companhia conseguiu manter a produção, mas alegam que somente graças ao uso de equipes de contingência, que estão para completar 48 horas de trabalho e que dificilmente poderão ser substituídas. "A Petrobras está dizendo que a produção ainda não foi afetada, e é verdade. A produção só começará a ser afetada a partir do terceiro dia de greve. Possivelmente, a empresa programou a reunião para hoje porque sabe que não agüenta outro dia de greve", disse o secretário do Sindicato de Trabalhadores na Indústria do Petróleo no Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro), Emanuel Cancella. De acordo com a FUP, em nenhuma das 11 refinarias da empresa nem nas quatro unidades industriais houve troca de turnos desde a meia-noite (de Brasília) de domingo. "A Petrobras adotou ações ilegais e autoritárias para manter a produção a qualquer custo. Os grupos de contingência que assumiram a produção no lugar dos trabalhadores, além de não estar preparados, operam em número muito abaixo do que é considerado seguro", segundo um comunicado divulgado hoje pela FUP. A nota acrescentou que estas equipes são integradas por "gerentes, coordenadores e supervisores" sem capacidade para operar as unidades, com o qual "colocam em risco a segurança operacional e, conseqüentemente, abrem a possibilidade de acidentes". Segundo Gabrielli, além de aumentar a participação no lucro, os grevistas querem que a empresa pague um extra aos funcionários que trabalham nas plataformas marinhas em dias festivos e que revise suas políticas de segurança e meio ambiente. Dados dos sindicatos indicam que 134 trabalhadores de firmas que prestam serviços à Petrobras morreram desde o ano 2000 por falta de preparo e de garantias de segurança. O presidente da companhia petrolífera explicou que a direção da companhia reservou cerca de R$ 1,3 bilhão de seu lucro do ano passado para distribuir entre os trabalhadores. Assegurou que esse valor corresponde a aproximadamente 4,5% do lucro de R$ 33,915 bilhões que a companhia obteve em 2008. No entanto, a Federação Única dos Petroleiros sustentou que a Petrobras diminuiu em 1,34% o valor do que será distribuído aos trabalhadores com relação ao ano anterior, apesar de seu lucro ter crescido 58% em 2008. "A união nacional dos petroleiros e o impacto da greve foram os responsáveis por forçar a Petrobras a reabrir as negociações", defendeu a organização sindical. (Fonte: EFE, no G1)
A Petrobras disse, nesta terça-feira (24), que está disposta a aceitar algumas das reivindicações de seus trabalhadores, mas assegurou que a greve, iniciada na última segunda-feira (22), não conseguiu paralisar a produção em nenhuma de suas unidades.
O presidente da maior empresa do Brasil, José Sérgio Gabrielli, afirmou em um comparecimento no Congresso que a companhia está disposta a aumentar a participação dos funcionários nos lucros, a principal reivindicação dos grevistas. Segundo Gabrielli, a companhia petrolífera aceita "discutir a redistribuição e o volume (de participação dos trabalhadores nos lucro), mas na medida em que seja algo razoável", assim como a negociar uma nova política de segurança, outro dos pedidos dos funcionários. Quase simultaneamente, a Petrobras convocou os dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne a maioria dos sindicatos da empresa, para uma reunião ainda esta tarde, na qual negociará as solicitações dos grevistas. No mesmo comunicado em que anunciou o início de negociações, a companhia garantiu que "todas as suas unidades continuam operando normalmente". A FUP afirmou que cerca de 30 mil funcionários da Petrobras, 70% de seu pessoal, paralisaram seus trabalhos desde a segunda-feira. Desde então, a companhia iniciou um plano de contingência que lhe permitiu manter em operação todas as plataformas de exploração e as refinarias. Os sindicalistas reconhecem que a companhia conseguiu manter a produção, mas alegam que somente graças ao uso de equipes de contingência, que estão para completar 48 horas de trabalho e que dificilmente poderão ser substituídas. "A Petrobras está dizendo que a produção ainda não foi afetada, e é verdade. A produção só começará a ser afetada a partir do terceiro dia de greve. Possivelmente, a empresa programou a reunião para hoje porque sabe que não agüenta outro dia de greve", disse o secretário do Sindicato de Trabalhadores na Indústria do Petróleo no Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro), Emanuel Cancella. De acordo com a FUP, em nenhuma das 11 refinarias da empresa nem nas quatro unidades industriais houve troca de turnos desde a meia-noite (de Brasília) de domingo. "A Petrobras adotou ações ilegais e autoritárias para manter a produção a qualquer custo. Os grupos de contingência que assumiram a produção no lugar dos trabalhadores, além de não estar preparados, operam em número muito abaixo do que é considerado seguro", segundo um comunicado divulgado hoje pela FUP. A nota acrescentou que estas equipes são integradas por "gerentes, coordenadores e supervisores" sem capacidade para operar as unidades, com o qual "colocam em risco a segurança operacional e, conseqüentemente, abrem a possibilidade de acidentes". Segundo Gabrielli, além de aumentar a participação no lucro, os grevistas querem que a empresa pague um extra aos funcionários que trabalham nas plataformas marinhas em dias festivos e que revise suas políticas de segurança e meio ambiente. Dados dos sindicatos indicam que 134 trabalhadores de firmas que prestam serviços à Petrobras morreram desde o ano 2000 por falta de preparo e de garantias de segurança. O presidente da companhia petrolífera explicou que a direção da companhia reservou cerca de R$ 1,3 bilhão de seu lucro do ano passado para distribuir entre os trabalhadores. Assegurou que esse valor corresponde a aproximadamente 4,5% do lucro de R$ 33,915 bilhões que a companhia obteve em 2008. No entanto, a Federação Única dos Petroleiros sustentou que a Petrobras diminuiu em 1,34% o valor do que será distribuído aos trabalhadores com relação ao ano anterior, apesar de seu lucro ter crescido 58% em 2008. "A união nacional dos petroleiros e o impacto da greve foram os responsáveis por forçar a Petrobras a reabrir as negociações", defendeu a organização sindical. (Fonte: EFE, no G1)