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Publicado: 31/03/2009 | 10:21
31 de março, há 54 anos... Golpe de 64 - O dia em que o país mudou de rumo
Políticos, historiadores e personagens do movimento militar iniciado no fim de março de 1964 revisitam o golpe que deixou o Brasil longe da democracia por longos 21 anos. Na madrugada do dia 31 de março de 1964, há exatamente 45 anos, tropas militares sob o comando do general Olímpio Mourão Filho deixavam Juiz de Fora (MG), sede da IV Região Militar, em direção ao Rio de Janeiro. O objetivo era derrubar o governo do presidente João Goulart após período marcado pela instabilidade política e intensas pressões das crescentes aspirações populares e do sindicalismo urbano e rural organizado, de um lado, e do empresariado, setores da classe média e do comando da Igreja Católica, além dos próprios militares, de outro. Temendo uma guerra civil sangrenta, Jango não ofereceu resistência. Procurou abrigo no Rio Grande do Sul, onde o aliado Leonel Brizola lhe esperava, mas logo seguiu para o exílio no Uruguai. No dia 1º de abril de 1964, o então presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declarava vaga a Presidência da República e, no dia seguinte, era organizado o "Comando Supremo da Revolução". Chegava ao fim o pacto populista que havia sustentado a frágil democracia brasileira nos anos anteriores. O país assistia ao nascimento de uma ditadura militar que perduraria mais de duas décadas e, em nome da ordem e do combate ao comunismo, abria as portas da repressão política e do cerceamento a liberdades individuais e coletivas. Figuras que vivenciaram de perto estes momentos decisivos da história brasileira, entrevistados do documentário Os herdeiros de Vargas, compartilham nesta edição do JB as impressões e leituras que fizeram daqueles eventos que reconfigurariam a trajetória política brasileira e contam como foram afetados, individualmente, em seu cotidiano como cidadãos, profissionais ou ativistas, pelo golpe de Estado concretizado naqueles dias.
A revolução entre aspas
Jornal do Brasil - 31/03/2009
Políticos, historiadores e personagens do movimento militar iniciado no fim de março de 1964 revisitam o golpe que deixou o Brasil longe da democracia por longos 21 anos. Na madrugada do dia 31 de março de 1964, há exatamente 45 anos, tropas militares sob o comando do general Olímpio Mourão Filho deixavam Juiz de Fora (MG), sede da IV Região Militar, em direção ao Rio de Janeiro. O objetivo era derrubar o governo do presidente João Goulart após período marcado pela instabilidade política e intensas pressões das crescentes aspirações populares e do sindicalismo urbano e rural organizado, de um lado, e do empresariado, setores da classe média e do comando da Igreja Católica, além dos próprios militares, de outro. Temendo uma guerra civil sangrenta, Jango não ofereceu resistência. Procurou abrigo no Rio Grande do Sul, onde o aliado Leonel Brizola lhe esperava, mas logo seguiu para o exílio no Uruguai. No dia 1º de abril de 1964, o então presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declarava vaga a Presidência da República e, no dia seguinte, era organizado o "Comando Supremo da Revolução". Chegava ao fim o pacto populista que havia sustentado a frágil democracia brasileira nos anos anteriores. O país assistia ao nascimento de uma ditadura militar que perduraria mais de duas décadas e, em nome da ordem e do combate ao comunismo, abria as portas da repressão política e do cerceamento a liberdades individuais e coletivas. Figuras que vivenciaram de perto estes momentos decisivos da história brasileira, entrevistados do documentário Os herdeiros de Vargas, compartilham nesta edição do JB as impressões e leituras que fizeram daqueles eventos que reconfigurariam a trajetória política brasileira e contam como foram afetados, individualmente, em seu cotidiano como cidadãos, profissionais ou ativistas, pelo golpe de Estado concretizado naqueles dias.
A revolução entre aspas
Jornal do Brasil - 31/03/2009
