antigas Publicado: 1/04/2009 | 10:22

CUT aposta em “fio do bigode” para evitar demissões, diz Artur

 Outra vez o governo federal vai confiar apenas nas promessas e na boa vontade das montadoras para cumprir a promessa de não promoverem demissões em troca de benefícios fiscais.

O Palácio do Planalto está apostando todas as fichas nas cadeias produtivas automobilística e da construção civil na guerra contra a crise econômica internacional e na recuperação do emprego.

"Vai ser no fio do bigode, como foi antes e funcionou", disse o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Arthur Henrique da Silva Santos.

O sindicalista, porém, não se lembrou das cerca de 6.000 demissões de trabalhadores do setor automobilístivo (montadoras, autopeças e pneus) acontecidas no Grande ABC desde setembro de 2008, inclusive com a redução do IPI em vigor.

Além disso, o governo deixou mais um buraco no acordo. As empresas poderão continuar com seus PDVs (Programas de Demissão Voluntária), em que o trabalhador se inscreve num plano incentivado de demissões.

Quanto aos trabalhadores temporários, sua saída deverá respeitar as datas dos contratos, como, aliás, já acontece hoje e tem na GM (General Motors) do Brasil seu maior exemplo.O vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, disse que a manutenção do corte do IPI "é o preço do acordo".

Ele acrescentou que houve muita negociação e que o entendimento de não demissão só foi fechado na tarde de sexta-feira.

A GM de São Caetano não registrou demissões em escala, mas não renovou o contrato temporário de 1.633 trabalhadores admitidos para reforçar a linha de produção durante o ano passado.

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, que avaliou o pacote do governo como "extremamente positivo para o setor", estimou que o volume de vendas de veículos no trimestre - portanto ao fim do período de três meses da isenção do IPI conferida pelo governo em dezembro - alcance 650 mil unidades.

"Praticamente os mesmos números do primeiro trimestre do ano passado", disse Schneider. (Fonte: Diário do Grande ABC, no blog O outro lado da notícia)


 

 Outra vez o governo federal vai confiar apenas nas promessas e na boa vontade das montadoras para cumprir a promessa de não promoverem demissões em troca de benefícios fiscais.

O Palácio do Planalto está apostando todas as fichas nas cadeias produtivas automobilística e da construção civil na guerra contra a crise econômica internacional e na recuperação do emprego.

"Vai ser no fio do bigode, como foi antes e funcionou", disse o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Arthur Henrique da Silva Santos.

O sindicalista, porém, não se lembrou das cerca de 6.000 demissões de trabalhadores do setor automobilístivo (montadoras, autopeças e pneus) acontecidas no Grande ABC desde setembro de 2008, inclusive com a redução do IPI em vigor.

Além disso, o governo deixou mais um buraco no acordo. As empresas poderão continuar com seus PDVs (Programas de Demissão Voluntária), em que o trabalhador se inscreve num plano incentivado de demissões.

Quanto aos trabalhadores temporários, sua saída deverá respeitar as datas dos contratos, como, aliás, já acontece hoje e tem na GM (General Motors) do Brasil seu maior exemplo.O vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, disse que a manutenção do corte do IPI "é o preço do acordo".

Ele acrescentou que houve muita negociação e que o entendimento de não demissão só foi fechado na tarde de sexta-feira.

A GM de São Caetano não registrou demissões em escala, mas não renovou o contrato temporário de 1.633 trabalhadores admitidos para reforçar a linha de produção durante o ano passado.

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, que avaliou o pacote do governo como "extremamente positivo para o setor", estimou que o volume de vendas de veículos no trimestre - portanto ao fim do período de três meses da isenção do IPI conferida pelo governo em dezembro - alcance 650 mil unidades.

"Praticamente os mesmos números do primeiro trimestre do ano passado", disse Schneider. (Fonte: Diário do Grande ABC, no blog O outro lado da notícia)