antigas Publicado: 3/04/2009 | 10:43

Bolsas reagem com euforia a novas medidas

 Bolsa de Nova York sobe 2,79% e de São Paulo, 4,19%. Na Europa, altas chegam a 6,11%. Dólar cai para R$ 2,235

O pacote de medidas anunciadas ontem pelo G-20 gerou euforia nas bolsas em todo o mundo ontem. Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 2,79% e o Nasdaq, 3,29%. Na Europa, as altas chegaram a 6,11%, caso da Bolsa de Frankfurt. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou a onda otimismo e fechou em alta de 4,19%, aos 43.736 pontos, maior nível desde 3 de outubro de 2008, cerca de 15 dias após a quebra do banco Lehman Brothers, que resultou no agravamento da crise.

 

O volume, de R$ 5,891 bilhões no dia, também foi recorde no ano e o maior desde dezembro.

 

Outras notícias ajudaram a manter o otimismo. Uma delas foi a medida do governo americano de flexibilizar a cotação dos títulos “podres” nos balanços das instituições financeiras.

 

Não será necessário declarálos pelo valor de mercado, considerado muito baixo, mas pelo valor que considerarem justo. Apesar de reconhecer que a medida pode provocar problemas futuros — quando os papéis voltarem a ser cotados a valor de mercado —, o economista da Um Investimentos, Hersz Ferman, considerou a decisão positiva.

 

— Num momento em que não há mercado para esses papéis, o banco acaba vendendo por preços “estressados”. Isso significa anunciar mais perdas contábeis, o que gera problemas para o banco captar recursos e emprestar — diz o economista.

 

BC lança nova modalidade de leilão de dólares hoje Outro indicador bem recebido foi o índice de compras do setor industrial (PMI, na sigla em inglês) na China, que subiu pelo quarto mês seguido e ultrapassou a barreira de 50%, o que indica expansão econômica. Abaixo disso, significa retração. Com esse dado, a cotação das matériasprimas, como o petróleo, e as ações de empresas ligadas a elas, tiveram forte alta. Os papéis da Petrobras subiram 4,92% e os da Vale, 6,57%.

 

O dólar acompanhou parte do otimismo e caiu 1,97%, para R$ 2,235. O Banco Central (BC) deixou de rolar US$ 3,5 bilhões dos US$ 7,5 bilhões em contratos de swap cambial (em que, na prática, vende dólares no mercado futuro em troca de uma taxa de juros) que venciam em março.

 

Isto acabou tendo um efeito de compra de dólares no mercado futuro, necessários ao BC para honrar o compromisso. Mas nem isso pressionou para cima a cotação da moeda americana, que, segundo analistas, agora tem tendência de queda.

 

— Tem o efeito de compra porque é a inversão de uma operação de venda. E, naturalmente, beneficiaria os especuladores que estão apostando contra o real e agora querem sair do mercado (vendendo o dólar a uma cotação mais alta) — avalia Sidnei Nehme, diretor executivo da NGO Corretora.

 

O BC lança hoje uma nova modalidade de leilão de dólares, chamado de “sem direcionamento específico”, destinada a reforçar o caixa dos bancos para que financiem clientes (empresas de qualquer setor) que têm compromissos em moeda estrangeira vencendo no exterior. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, para quem a nova linha, junto com a ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aos bancos pequenos e médios, deverá restabelecer o fluxo de crédito no país. Marcado para entre 11h30m e 12h de hoje, o BC pretende ofertar no máximo US$ 2 bilhões.

 Bolsa de Nova York sobe 2,79% e de São Paulo, 4,19%. Na Europa, altas chegam a 6,11%. Dólar cai para R$ 2,235

O pacote de medidas anunciadas ontem pelo G-20 gerou euforia nas bolsas em todo o mundo ontem. Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 2,79% e o Nasdaq, 3,29%. Na Europa, as altas chegaram a 6,11%, caso da Bolsa de Frankfurt. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou a onda otimismo e fechou em alta de 4,19%, aos 43.736 pontos, maior nível desde 3 de outubro de 2008, cerca de 15 dias após a quebra do banco Lehman Brothers, que resultou no agravamento da crise.

 

O volume, de R$ 5,891 bilhões no dia, também foi recorde no ano e o maior desde dezembro.

 

Outras notícias ajudaram a manter o otimismo. Uma delas foi a medida do governo americano de flexibilizar a cotação dos títulos “podres” nos balanços das instituições financeiras.

 

Não será necessário declarálos pelo valor de mercado, considerado muito baixo, mas pelo valor que considerarem justo. Apesar de reconhecer que a medida pode provocar problemas futuros — quando os papéis voltarem a ser cotados a valor de mercado —, o economista da Um Investimentos, Hersz Ferman, considerou a decisão positiva.

 

— Num momento em que não há mercado para esses papéis, o banco acaba vendendo por preços “estressados”. Isso significa anunciar mais perdas contábeis, o que gera problemas para o banco captar recursos e emprestar — diz o economista.

 

BC lança nova modalidade de leilão de dólares hoje Outro indicador bem recebido foi o índice de compras do setor industrial (PMI, na sigla em inglês) na China, que subiu pelo quarto mês seguido e ultrapassou a barreira de 50%, o que indica expansão econômica. Abaixo disso, significa retração. Com esse dado, a cotação das matériasprimas, como o petróleo, e as ações de empresas ligadas a elas, tiveram forte alta. Os papéis da Petrobras subiram 4,92% e os da Vale, 6,57%.

 

O dólar acompanhou parte do otimismo e caiu 1,97%, para R$ 2,235. O Banco Central (BC) deixou de rolar US$ 3,5 bilhões dos US$ 7,5 bilhões em contratos de swap cambial (em que, na prática, vende dólares no mercado futuro em troca de uma taxa de juros) que venciam em março.

 

Isto acabou tendo um efeito de compra de dólares no mercado futuro, necessários ao BC para honrar o compromisso. Mas nem isso pressionou para cima a cotação da moeda americana, que, segundo analistas, agora tem tendência de queda.

 

— Tem o efeito de compra porque é a inversão de uma operação de venda. E, naturalmente, beneficiaria os especuladores que estão apostando contra o real e agora querem sair do mercado (vendendo o dólar a uma cotação mais alta) — avalia Sidnei Nehme, diretor executivo da NGO Corretora.

 

O BC lança hoje uma nova modalidade de leilão de dólares, chamado de “sem direcionamento específico”, destinada a reforçar o caixa dos bancos para que financiem clientes (empresas de qualquer setor) que têm compromissos em moeda estrangeira vencendo no exterior. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, para quem a nova linha, junto com a ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aos bancos pequenos e médios, deverá restabelecer o fluxo de crédito no país. Marcado para entre 11h30m e 12h de hoje, o BC pretende ofertar no máximo US$ 2 bilhões.