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Publicado: 11/07/2007 | 10:07
Expectativa para votação da LDO
Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), convocou para hoje à noite a sessão do Congresso que vai examinar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cujo projeto foi concluído pela Comissão Mista de Orçamento. A sessão conjunta da Câmara e do Senado promete ser mais uma estação da via crucis pela qual Renan está passado, pois os líderes da oposição não querem que ele presida a sessão do Congresso.
Ontem, na reunião do colégio de líderes da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN) e Luís Sérgio (PT-RJ) ouviram em silêncio as manifestações dos colegas de oposição contra a presença de Renan na condução dos trabalhos. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), evita se posicionar sobre o assunto, mas garante que vai trabalhar pela realização da sessão conjunta de deputados e senadores. Segundo ele, há condições de votar a LDO: “Há clima, sim, para votar a lei até na quinta-feira”, afirma.
A oposição quer que Renan convoque a sessão e passe o comando dos trabalhos para seu substituto. Regimentalmente, quem assume a Mesa do Congresso na ausência do peemedebista é o vice-presidente da Câmara, deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG). O deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), na reunião de líderes, afirmou que Renan não tem condições de comandar a sessão. Para Redecker, será impossível votar a LDO em uma sessão presidida pelo senador peemedebista. O líder do PSDB na Câmara, Antônio Carlos Pannunzio (SP), também na reunião, sustentou a mesma posição: “Não há condições de o senador Renan conduzir a sessão do Congresso”. Até o líder do PP, Mário Negromonte (BA), da base governista, compartilha da posição. “Os líderes estão convencidos de que Renan não têm condições de presidir a sessão”, garante.
Os líderes dos partidos querem que a sessão do Congresso em que a LDO será votada seja conduzida pelo deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), o primeiro-vice-presidente da Câmara, indicado para substituir Renan no comando de sessões do Congresso. “Há um bom senso de que Renan não deve presidir (a sessão da LDO). Se o governo quer votar a LDO, porque nós queremos, é preciso que ele articule uma solução para essa crise”, argumenta o líder do PPS, Fernando Coruja (SC).
Quorum
Renan tem reiterado que não arreda pé de suas funções como presidente do Senado, mas ontem à noite deu sinais de que pode abrir mão da condução da sessão do Congressso. Se houver obstrução por parte da oposição por causa de sua presença à frente dos trabalhos, a probabilidade de a LDO não ser aprovada será muito grande, pois dificilmente os governistas conseguirão sustentar o quorum das duas casas sozinhos. Ninguém sabe qual será o comportamento dos deputados de oposição em plenário, mas certamente não será tão reverencioso como costuma ser no Senado. “O Dunga não revela sua tática antes do jogo, também não vamos anunciar o que pretendemos fazer na sessão”, disse o deputado Chico Alencar (PSol-RJ).
Ao aprovar o substitutivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a Comissão Mista de Orçamento rejeitou a maioria dos 565 destaques apresentados ao texto original. Entre os aprovados, a comissão retirou do substitutivo o reajuste de 15% para as tabelas de procedimentos hospitalares e ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SUS). O aumento havia sido incluído pelo próprio relator, deputado João Leão (PP-PB). Ele explicou que o governo não tem caixa para atender o reajuste. O assunto deve ser discutido em plenário.
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análise da notícia
Decisão difícil
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cumpriu com a sua obrigação ao convocar a sessão do Congresso Nacional para hoje à noite, com o objetivo de aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2008. Mas não é obrigado a conduzir a sessão. Pode deixar a tarefa para seu substituto regimental Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), como quer a oposição. E, com isso, não ser o protagonista de mais um tumulto no Congresso.
Essa atitude parece óbvia, mas não é fácil para Renan. Pode ser o primeiro sinal de que fraqueja diante das pressões que vem sofrendo por parte de seus pares para que se afaste da Presidência do Senado, enquanto o Conselho de Ética discute se quebrou ou não o decoro parlamentar.
Ontem, Renan foi duro com os colegas que querem seu afastamento e desqualificou um dos relatores encarregados de examinar o seu caso, que segundo o presidente do Senado não saberia o que é uma simples petição: Marisa Serrano (PSDB-MS) é professora, não é advogada, mas garante que entende de ética e decoro. Ao defender seus direitos, o presidente do Senado exorbitou . E já deveria saber que brigar com mulher nunca é uma saída honrosa. (LCA)
Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), convocou para hoje à noite a sessão do Congresso que vai examinar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cujo projeto foi concluído pela Comissão Mista de Orçamento. A sessão conjunta da Câmara e do Senado promete ser mais uma estação da via crucis pela qual Renan está passado, pois os líderes da oposição não querem que ele presida a sessão do Congresso.
Ontem, na reunião do colégio de líderes da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN) e Luís Sérgio (PT-RJ) ouviram em silêncio as manifestações dos colegas de oposição contra a presença de Renan na condução dos trabalhos. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), evita se posicionar sobre o assunto, mas garante que vai trabalhar pela realização da sessão conjunta de deputados e senadores. Segundo ele, há condições de votar a LDO: “Há clima, sim, para votar a lei até na quinta-feira”, afirma.
A oposição quer que Renan convoque a sessão e passe o comando dos trabalhos para seu substituto. Regimentalmente, quem assume a Mesa do Congresso na ausência do peemedebista é o vice-presidente da Câmara, deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG). O deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), na reunião de líderes, afirmou que Renan não tem condições de comandar a sessão. Para Redecker, será impossível votar a LDO em uma sessão presidida pelo senador peemedebista. O líder do PSDB na Câmara, Antônio Carlos Pannunzio (SP), também na reunião, sustentou a mesma posição: “Não há condições de o senador Renan conduzir a sessão do Congresso”. Até o líder do PP, Mário Negromonte (BA), da base governista, compartilha da posição. “Os líderes estão convencidos de que Renan não têm condições de presidir a sessão”, garante.
Os líderes dos partidos querem que a sessão do Congresso em que a LDO será votada seja conduzida pelo deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), o primeiro-vice-presidente da Câmara, indicado para substituir Renan no comando de sessões do Congresso. “Há um bom senso de que Renan não deve presidir (a sessão da LDO). Se o governo quer votar a LDO, porque nós queremos, é preciso que ele articule uma solução para essa crise”, argumenta o líder do PPS, Fernando Coruja (SC).
Quorum
Renan tem reiterado que não arreda pé de suas funções como presidente do Senado, mas ontem à noite deu sinais de que pode abrir mão da condução da sessão do Congressso. Se houver obstrução por parte da oposição por causa de sua presença à frente dos trabalhos, a probabilidade de a LDO não ser aprovada será muito grande, pois dificilmente os governistas conseguirão sustentar o quorum das duas casas sozinhos. Ninguém sabe qual será o comportamento dos deputados de oposição em plenário, mas certamente não será tão reverencioso como costuma ser no Senado. “O Dunga não revela sua tática antes do jogo, também não vamos anunciar o que pretendemos fazer na sessão”, disse o deputado Chico Alencar (PSol-RJ).
Ao aprovar o substitutivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a Comissão Mista de Orçamento rejeitou a maioria dos 565 destaques apresentados ao texto original. Entre os aprovados, a comissão retirou do substitutivo o reajuste de 15% para as tabelas de procedimentos hospitalares e ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SUS). O aumento havia sido incluído pelo próprio relator, deputado João Leão (PP-PB). Ele explicou que o governo não tem caixa para atender o reajuste. O assunto deve ser discutido em plenário.
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análise da notícia
Decisão difícil
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cumpriu com a sua obrigação ao convocar a sessão do Congresso Nacional para hoje à noite, com o objetivo de aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2008. Mas não é obrigado a conduzir a sessão. Pode deixar a tarefa para seu substituto regimental Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), como quer a oposição. E, com isso, não ser o protagonista de mais um tumulto no Congresso.
Essa atitude parece óbvia, mas não é fácil para Renan. Pode ser o primeiro sinal de que fraqueja diante das pressões que vem sofrendo por parte de seus pares para que se afaste da Presidência do Senado, enquanto o Conselho de Ética discute se quebrou ou não o decoro parlamentar.
Ontem, Renan foi duro com os colegas que querem seu afastamento e desqualificou um dos relatores encarregados de examinar o seu caso, que segundo o presidente do Senado não saberia o que é uma simples petição: Marisa Serrano (PSDB-MS) é professora, não é advogada, mas garante que entende de ética e decoro. Ao defender seus direitos, o presidente do Senado exorbitou . E já deveria saber que brigar com mulher nunca é uma saída honrosa. (LCA)