antigas Publicado: 27/07/2007 | 09:10

Mais R$ 2 bilhões para aeroportos

Mariana Flores e Luciana Navarro
Correio Braziliense

Apesar de ter negado que tenham faltado aplicações em infra-estrutura aeroportuária nos últimos anos, o governo vai aumentar a quantia de recursos disponíveis para reformas nos aeroportos brasileiros. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que a União vai elevar de R$ 3 bilhões para R$ 5 bilhões o investimento em obras com dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até 2010. Segundo ele, em breve serão apresentadas as áreas que sairão perdendo com o remanejamento de R$ 2 bilhões.

Embora anuncie que vai elevar em quase 70% o volume disponível para reformar os aeroportos brasileiros, o governo não está gastando tudo o que tem disponível. No primeiro semestre foram investidos apenas 36% do volume previsto para este ano. Ao todo foram R$ 320 milhões de janeiro a junho. Para todo o ano de 2007 estão previstos R$ 878 milhões, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

Com o incremento dos R$ 2 bilhões, o volume que será disponibilizado para investimentos nos próximos três anos corresponde ao dobro do que foi gasto nos quatro primeiros anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pelos números da Infraero, entre 2003 e 2006 foram investidos R$ 2,4 bilhões em obras, serviços de engenharia e manutenção dos aeroportos. Neste volume estão incluídas construções que não estão ligadas a projetos de segurança, como a construção de estacionamentos, escadas rolantes e balcões de check-in. Segundo a Infraero, de tudo o que foi gasto com a reforma do Aeroporto de Congonhas entre 2004 e 2006, R$ 210 milhões, estão incluídos a construção de 11 balcões de check-in, dois carrosséis de bagagem, sete elevadores, oito escadas rolantes e mil vagas cobertas para veículos.

Com os R$ 3 bilhões previstos inicialmente, o governo pretendia aumentar a capacidades dos aeroportos brasileiros em 40,3 milhões de passageiros por ano. Atualmente, a capacidade é de 118 milhões de pessoas anualmente. O governo não informou o que será alterado com a inclusão de mais R$ 2 bilhões entre os investimentos.

As rodovias que dão acesso aos aeroportos também estão nos planos do governo. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, afirmou ontem que o governo vai anunciar, em breve, projetos para melhorar o acesso rodoviário a alguns aeroportos paulistas. “Estamos trabalhando para facilitar o acesso a esses espaços”, disse o ministro, referindo-se aos aeroportos de Viracopos (Campinas) e Cumbica (Guarulhos). As obras devem ter caráter emergencial e contribuirão para reduzir o tráfego na região do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.
 

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Turismo perde com crise

O desastre com o Airbus da TAM agravou o cenário de retração por que passa o turismo interno brasileiro neste ano. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), no primeiro semestre, houve queda de 20% a 25% na venda de pacotes nacionais, frente aos primeiros seis meses de 2006.

A associação projeta também um fechamento de ano ruim. “Desastres aéreos causam um impacto momentâneo, de 15 dias. O Brasil é um país continental e as pessoas precisam viajar. Mas esse cenário de caos que se mantém não permitirá uma recuperação do setor: as vendas nacionais fecharão 2007 em queda”, prevê Leonel Rossi, diretor de assuntos internacionais da Abav.

Rossi acrescenta que o turismo do Nordeste sai bastante prejudicado com a crise. Segundo ele, a região, que seria destino de muitos brasileiros em feriados, perde espaço para cidades menores ao redor das principais metrópoles do país: “Num raio de 400km, as pessoas optam por carro. Já registramos um aumento de 20% na ocupação dos hotéis e pousadas ao redor das metrópoles”.

Para Fernando Rodrigues, diretor da agência Latin-American, as agências de turismo podem, a curto prazo, sofrer uma redução nas vendas. “Além da insegurança, as pessoas passaram a sentir medo de viajar de avião”, disse ele, lembrando que parcelamento de viagens e câmbio favorável podem ajudar a compensar as perdas.

Segundo Paulo Pimentel, diretor do Grupo Marsans, os consumidores podem, em um primeiro momento, adiar planos de viagem, evitar uma ou outra companhia aérea ou optar por viagens de ônibus ou carro. Mas ele acredita que essa reação é passageira e que os negócios podem ser recuperados a partir de outubro, quando ficam mais intensas as vendas para a alta temporada. “As pessoas estão viajando no momento. Agora, não é o período para se fecharem viagens de férias, em geral. Até por isso os impactos serão atenuados”, acredita.

Mariana Flores e Luciana Navarro
Correio Braziliense

Apesar de ter negado que tenham faltado aplicações em infra-estrutura aeroportuária nos últimos anos, o governo vai aumentar a quantia de recursos disponíveis para reformas nos aeroportos brasileiros. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que a União vai elevar de R$ 3 bilhões para R$ 5 bilhões o investimento em obras com dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até 2010. Segundo ele, em breve serão apresentadas as áreas que sairão perdendo com o remanejamento de R$ 2 bilhões.

Embora anuncie que vai elevar em quase 70% o volume disponível para reformar os aeroportos brasileiros, o governo não está gastando tudo o que tem disponível. No primeiro semestre foram investidos apenas 36% do volume previsto para este ano. Ao todo foram R$ 320 milhões de janeiro a junho. Para todo o ano de 2007 estão previstos R$ 878 milhões, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

Com o incremento dos R$ 2 bilhões, o volume que será disponibilizado para investimentos nos próximos três anos corresponde ao dobro do que foi gasto nos quatro primeiros anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pelos números da Infraero, entre 2003 e 2006 foram investidos R$ 2,4 bilhões em obras, serviços de engenharia e manutenção dos aeroportos. Neste volume estão incluídas construções que não estão ligadas a projetos de segurança, como a construção de estacionamentos, escadas rolantes e balcões de check-in. Segundo a Infraero, de tudo o que foi gasto com a reforma do Aeroporto de Congonhas entre 2004 e 2006, R$ 210 milhões, estão incluídos a construção de 11 balcões de check-in, dois carrosséis de bagagem, sete elevadores, oito escadas rolantes e mil vagas cobertas para veículos.

Com os R$ 3 bilhões previstos inicialmente, o governo pretendia aumentar a capacidades dos aeroportos brasileiros em 40,3 milhões de passageiros por ano. Atualmente, a capacidade é de 118 milhões de pessoas anualmente. O governo não informou o que será alterado com a inclusão de mais R$ 2 bilhões entre os investimentos.

As rodovias que dão acesso aos aeroportos também estão nos planos do governo. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, afirmou ontem que o governo vai anunciar, em breve, projetos para melhorar o acesso rodoviário a alguns aeroportos paulistas. “Estamos trabalhando para facilitar o acesso a esses espaços”, disse o ministro, referindo-se aos aeroportos de Viracopos (Campinas) e Cumbica (Guarulhos). As obras devem ter caráter emergencial e contribuirão para reduzir o tráfego na região do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.
 

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Turismo perde com crise

O desastre com o Airbus da TAM agravou o cenário de retração por que passa o turismo interno brasileiro neste ano. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), no primeiro semestre, houve queda de 20% a 25% na venda de pacotes nacionais, frente aos primeiros seis meses de 2006.

A associação projeta também um fechamento de ano ruim. “Desastres aéreos causam um impacto momentâneo, de 15 dias. O Brasil é um país continental e as pessoas precisam viajar. Mas esse cenário de caos que se mantém não permitirá uma recuperação do setor: as vendas nacionais fecharão 2007 em queda”, prevê Leonel Rossi, diretor de assuntos internacionais da Abav.

Rossi acrescenta que o turismo do Nordeste sai bastante prejudicado com a crise. Segundo ele, a região, que seria destino de muitos brasileiros em feriados, perde espaço para cidades menores ao redor das principais metrópoles do país: “Num raio de 400km, as pessoas optam por carro. Já registramos um aumento de 20% na ocupação dos hotéis e pousadas ao redor das metrópoles”.

Para Fernando Rodrigues, diretor da agência Latin-American, as agências de turismo podem, a curto prazo, sofrer uma redução nas vendas. “Além da insegurança, as pessoas passaram a sentir medo de viajar de avião”, disse ele, lembrando que parcelamento de viagens e câmbio favorável podem ajudar a compensar as perdas.

Segundo Paulo Pimentel, diretor do Grupo Marsans, os consumidores podem, em um primeiro momento, adiar planos de viagem, evitar uma ou outra companhia aérea ou optar por viagens de ônibus ou carro. Mas ele acredita que essa reação é passageira e que os negócios podem ser recuperados a partir de outubro, quando ficam mais intensas as vendas para a alta temporada. “As pessoas estão viajando no momento. Agora, não é o período para se fecharem viagens de férias, em geral. Até por isso os impactos serão atenuados”, acredita.