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Publicado: 6/08/2007 | 09:19
Cofre, agora, é aberto
Correio Braziliense
Planalto anuncia aumento de R$ 350 milhões do capital da Infraero. Gaudenzi assume hoje a estatal
O Palácio do Planalto anunciou ontem a liberação de R$ 350 milhões para serem investidos em oito aeroportos nas capitais, incluindo os dois principais de São Paulo — Cumbica e Congonhas —, na tentativa de amenizar a crise no setor aéreo. O dinheiro será investido por meio do aumento do capital social da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada na sexta-feira com a assinatura de um decreto que será publicado hoje no Diário Oficial da União. O anúncio coincide com a decisão do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de alterar toda a diretoria da estatal. Hoje, o presidente da Agência Espacial Brasileira, Sérgio Gaudenzi, deve ser empossado no cargo de diretor da Infraero.
De passagem ontem por Manaus, Jobim anunciou que vai pedir um levantamento completo à Aeronáutica e à Infraero sobre o estado das principais pistas dos aeroportos do país. Ele quer ainda um mapeamento completo das áreas no entorno destes aeroportos. O ministro quer evitar que se repita em outros aeroportos os problemas que existem hoje em Guarulhos e Congonhas. Os dois terminais estão localizados em áreas invadidas pelas cidades, prejudicando a expansão e trazendo polêmicas em torno de prejuízos que prédios trazem aos pousos e decolagens.
O dinheiro extra — anunciado pelo governo para a infra-estrutura aeroportuária — será investido na ampliação da capacidade e modernização e recuperação de pistas e instalações dos oito terminais. Os recursos para o aumento de capital sairão do orçamento do Ministério da Defesa, informou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República por meio de nota oficial. Além dos dois aeroportos paulistas, também receberão investimentos os terminais de Santos Dumont (RJ), Vitória (ES), Goiânia (GO), Brasília (DF), Macapá (AP) e Salvador (BA).
O aumento de capital da Infraero ainda precisa ser homologado pela assembléia-geral de acionistas, uma questão meramente formal, já que a União detém 88,8% do controle acionário da Infraero. As ações restantes pertencem ao Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND), administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Tráfego aéreo
“O governo considera os investimentos imprescindíveis para evitar qualquer limitação de tráfego aéreo nos aeroportos, que observaram demanda crescente nos últimos anos”, ressalta a nota da Secom. Uma das grandes preocupações do Ministério da Defesa é garantir que os aeroportos passem nas auditorias e inspeções periódicas feitas pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI). A entidade é responsável pela certificação de capacidade operacional e de segurança dos aeroportos em todos os países que integram a organização.
Na semana passada, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, antecipou a disposição do governo em elevar os recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a infra-estrutura dos aeroportos. Segundo o ministro, está em estudo a aplicação de R$ 2 bilhões adicionais no setor, o que elevaria o Orçamento do PAC para os aeroportos para R$ 5 bilhões até 2010. A decisão sobre esse remanejamento de recursos, entretanto, ainda não foi confirmada. Outra possibilidade que voltou à mesa de discussões é a abertura de capital da Infraero, com a venda a investidores de ações excedentes ao controle acionário que continuaria com a União.
Correio Braziliense
Planalto anuncia aumento de R$ 350 milhões do capital da Infraero. Gaudenzi assume hoje a estatal
O Palácio do Planalto anunciou ontem a liberação de R$ 350 milhões para serem investidos em oito aeroportos nas capitais, incluindo os dois principais de São Paulo — Cumbica e Congonhas —, na tentativa de amenizar a crise no setor aéreo. O dinheiro será investido por meio do aumento do capital social da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada na sexta-feira com a assinatura de um decreto que será publicado hoje no Diário Oficial da União. O anúncio coincide com a decisão do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de alterar toda a diretoria da estatal. Hoje, o presidente da Agência Espacial Brasileira, Sérgio Gaudenzi, deve ser empossado no cargo de diretor da Infraero.
De passagem ontem por Manaus, Jobim anunciou que vai pedir um levantamento completo à Aeronáutica e à Infraero sobre o estado das principais pistas dos aeroportos do país. Ele quer ainda um mapeamento completo das áreas no entorno destes aeroportos. O ministro quer evitar que se repita em outros aeroportos os problemas que existem hoje em Guarulhos e Congonhas. Os dois terminais estão localizados em áreas invadidas pelas cidades, prejudicando a expansão e trazendo polêmicas em torno de prejuízos que prédios trazem aos pousos e decolagens.
O dinheiro extra — anunciado pelo governo para a infra-estrutura aeroportuária — será investido na ampliação da capacidade e modernização e recuperação de pistas e instalações dos oito terminais. Os recursos para o aumento de capital sairão do orçamento do Ministério da Defesa, informou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República por meio de nota oficial. Além dos dois aeroportos paulistas, também receberão investimentos os terminais de Santos Dumont (RJ), Vitória (ES), Goiânia (GO), Brasília (DF), Macapá (AP) e Salvador (BA).
O aumento de capital da Infraero ainda precisa ser homologado pela assembléia-geral de acionistas, uma questão meramente formal, já que a União detém 88,8% do controle acionário da Infraero. As ações restantes pertencem ao Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND), administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Tráfego aéreo
“O governo considera os investimentos imprescindíveis para evitar qualquer limitação de tráfego aéreo nos aeroportos, que observaram demanda crescente nos últimos anos”, ressalta a nota da Secom. Uma das grandes preocupações do Ministério da Defesa é garantir que os aeroportos passem nas auditorias e inspeções periódicas feitas pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI). A entidade é responsável pela certificação de capacidade operacional e de segurança dos aeroportos em todos os países que integram a organização.
Na semana passada, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, antecipou a disposição do governo em elevar os recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a infra-estrutura dos aeroportos. Segundo o ministro, está em estudo a aplicação de R$ 2 bilhões adicionais no setor, o que elevaria o Orçamento do PAC para os aeroportos para R$ 5 bilhões até 2010. A decisão sobre esse remanejamento de recursos, entretanto, ainda não foi confirmada. Outra possibilidade que voltou à mesa de discussões é a abertura de capital da Infraero, com a venda a investidores de ações excedentes ao controle acionário que continuaria com a União.