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Publicado: 22/11/2007 | 09:42
Cofre aberto para o Congresso
Fernanda Odilla
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O governo federal decidiu abrir o cofre para o Congresso. Nos primeiros 15 dias de novembro, o montante assegurado este mês para pagar as emendas de parlamentares, bancadas e comissões já ultrapassa os R$ 309 milhões. O valor só é menor que o empenhado em maio, quando foi registrado R$ 1 bilhão. No topo da lista das bancadas mais beneficiadas, estão os aliados do Palácio do Planalto: PMDB, PR e PT foram as bancadas que mais recursos conseguiram empenhar (veja quadro).
A maioria dos 42 deputados do PR que colaboraram para aprovar a prorrogação da CPMF na Câmara, faturaram em novembro, ao ver empenhadas emendas no valor total de R$ 5,1 milhões. Agora, o Palácio do Planalto espera contar com o apoio incondicional dos quatro senadores do partido. O governo já deu sinais de que sabe fazer concessões. Em novembro, o PR foi a legenda mais agraciada com empenho de recursos, se calculado o montante total do ano liberado para cada partido.
Dos R$ 27,2 milhões destinados à emendas apresentadas por parlamentares do PR, 18% foram empenhados até o dia 16 de novembro. O PMDB recebeu este mês o equivalente a 14% do total de R$ 48,9 milhões já empenhado este ano pelo governo. PCdoB, PT e PPS são os próximos da lista dos que mais ganharam em novembro, proporcionalmente ao montante total liberado até agora.
Em valores absolutos, contudo, o ranking dos maiores beneficiados é outro. O PT, dono da segunda maior bancada, ocupa o terceiro lugar, seguido pelo Democratas e pelo PP. Apesar de ter aberto o cofre nos últimos meses, o governo ainda precisa gastar muito se estiver disposto a investir o valor autorizado para o Orçamento de 2007. Dos R$ 14,9 bilhões previstos para este ano, só foram empenhados até o dia 16 de novembro R$ 2,4 bilhões.
Carta na manga contra acusações
O governo está com uma boa carta na manga para rebater as acusações de que distribuiu recursos para aprovar a CPMF no Senado. Na lista dos cinco parlamentares mais beneficiados com empenhos nos primeiros 15 dias de novembro, apenas dois continuam no Congresso: Luciano Castro (PR-RR) e Nilson Mourão (PT-AC), que conseguiram empenhar cada um R$ 1,8 milhões neste mês. Todos são integrantes da base aliada. Contudo, três deles não se reelegeram, inclusive o campeão do mês: o ex-senador João Alberto de Souza (PMDB-MA).
Mesmo longe do Congresso, o ex-senador pode acompanhar o empenho de R$ 3,28 milhões para obras e projetos selecionados por ele. Souza havia conseguido emplacar um total de R$ 5,7 milhões em emendas ao Orçamento deste ano.
O segundo colocado, ex-deputado federal Raimundo Santos (PR-PA), também não se elegeu, mas teve em novembro mais da metade do valor das emendas empenhado. Santos foi citado no relatório parcial da CPI das Sanguessugas e entrou na lista de 72 parlamentares (69 deputados e três senadores) contra os quais foi pedida abertura de processo de cassação.
Fernanda Odilla
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O governo federal decidiu abrir o cofre para o Congresso. Nos primeiros 15 dias de novembro, o montante assegurado este mês para pagar as emendas de parlamentares, bancadas e comissões já ultrapassa os R$ 309 milhões. O valor só é menor que o empenhado em maio, quando foi registrado R$ 1 bilhão. No topo da lista das bancadas mais beneficiadas, estão os aliados do Palácio do Planalto: PMDB, PR e PT foram as bancadas que mais recursos conseguiram empenhar (veja quadro).
A maioria dos 42 deputados do PR que colaboraram para aprovar a prorrogação da CPMF na Câmara, faturaram em novembro, ao ver empenhadas emendas no valor total de R$ 5,1 milhões. Agora, o Palácio do Planalto espera contar com o apoio incondicional dos quatro senadores do partido. O governo já deu sinais de que sabe fazer concessões. Em novembro, o PR foi a legenda mais agraciada com empenho de recursos, se calculado o montante total do ano liberado para cada partido.
Dos R$ 27,2 milhões destinados à emendas apresentadas por parlamentares do PR, 18% foram empenhados até o dia 16 de novembro. O PMDB recebeu este mês o equivalente a 14% do total de R$ 48,9 milhões já empenhado este ano pelo governo. PCdoB, PT e PPS são os próximos da lista dos que mais ganharam em novembro, proporcionalmente ao montante total liberado até agora.
Em valores absolutos, contudo, o ranking dos maiores beneficiados é outro. O PT, dono da segunda maior bancada, ocupa o terceiro lugar, seguido pelo Democratas e pelo PP. Apesar de ter aberto o cofre nos últimos meses, o governo ainda precisa gastar muito se estiver disposto a investir o valor autorizado para o Orçamento de 2007. Dos R$ 14,9 bilhões previstos para este ano, só foram empenhados até o dia 16 de novembro R$ 2,4 bilhões.
Carta na manga contra acusações
O governo está com uma boa carta na manga para rebater as acusações de que distribuiu recursos para aprovar a CPMF no Senado. Na lista dos cinco parlamentares mais beneficiados com empenhos nos primeiros 15 dias de novembro, apenas dois continuam no Congresso: Luciano Castro (PR-RR) e Nilson Mourão (PT-AC), que conseguiram empenhar cada um R$ 1,8 milhões neste mês. Todos são integrantes da base aliada. Contudo, três deles não se reelegeram, inclusive o campeão do mês: o ex-senador João Alberto de Souza (PMDB-MA).
Mesmo longe do Congresso, o ex-senador pode acompanhar o empenho de R$ 3,28 milhões para obras e projetos selecionados por ele. Souza havia conseguido emplacar um total de R$ 5,7 milhões em emendas ao Orçamento deste ano.
O segundo colocado, ex-deputado federal Raimundo Santos (PR-PA), também não se elegeu, mas teve em novembro mais da metade do valor das emendas empenhado. Santos foi citado no relatório parcial da CPI das Sanguessugas e entrou na lista de 72 parlamentares (69 deputados e três senadores) contra os quais foi pedida abertura de processo de cassação.