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Publicado: 21/08/2007 | 10:59
PSDB deve decidir hoje por imposto
Leandro Mazzini
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
A bancada do PSDB reúne-se hoje em Brasília, às 18h30, com os 13 senadores - entre eles o presidente do partido, Tasso Jereissati (CE) - para deliberar sobre a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O governo precisa dos votos dos tucanos para aprovar a a CPMF no Senado, e o partido, através de seus seis governadores, negocia nos bastidores com o Palácio do Planalto a liberação de verbas para ratificar a votação a favor, num pacote em que entraria o apoio da bancada na Casa.
No melhor dos cenários, para o governo e tucanos, tudo passará por acordos regionais apartidários, em que todos sairão ganhando. Assim se costura a conversa.
O PSDB vai negociar em duas frentes. Os governadores tucanos vão ao ministro da Fazenda entregar a proposta de uma reforma tributária que compense a não partilha da CPMF com Estados e municípios, como deseja o governo. Atendidos, será a vez de a bancada do Senado entrar no jogo.
Os governadores vão nos dar o sinal, vão dizer: "já resolvemos nosso lado". Aí entrará a questão da bancada - disse o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio.
O partido, que apoiou a criação da CPMF em 1996 quando Fernando Henrique Cardoso era presidente, sabe que as contas do governo não fecham sem o bolo, hoje estimado em R$ 36 bilhões para este ano. Assim, negocia com o Planalto a melhor forma de votar com o governo, e isso inclui também liberação de verbas para os Estados tucanos, deixam claro.
Virgílio não nega que essa negociação pró-governo passe por recursos, numa dobradinha com os governadores. Por exemplo, o reduto eleitoral de Virgílio, Amazonas, é governado pelo tucano Eduardo Braga. Nesse caso, os tucanos se beneficiam. Tasso Jereissati, presidente da legenda, também pode lucrar com verbas destinadas ao governador Cid Gomes (PSB), do Ceará, aliado do Planalto. Se o Estado vizinho, o Pará, for beneficiado, o Planalto também pode conseguir os votos dos tucanos Flexa Ribeiro e Mário Couto. Mesmo o Estado sendo governado pela petista Ana Júlia Carepa. O bom relacionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o governador mineiro Aécio Neves (PSDB) também deve fazer com que o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) vote com o governo em plenário. Assim, o governo espera conquistar pelo menos nove dos 13 votos tucanos para aprovar a CPMF sem destaques, ou seja, sem a partilha, tampouco com a redução da alíquota.
Leandro Mazzini
Jornal do Brasil
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A bancada do PSDB reúne-se hoje em Brasília, às 18h30, com os 13 senadores - entre eles o presidente do partido, Tasso Jereissati (CE) - para deliberar sobre a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O governo precisa dos votos dos tucanos para aprovar a a CPMF no Senado, e o partido, através de seus seis governadores, negocia nos bastidores com o Palácio do Planalto a liberação de verbas para ratificar a votação a favor, num pacote em que entraria o apoio da bancada na Casa.
No melhor dos cenários, para o governo e tucanos, tudo passará por acordos regionais apartidários, em que todos sairão ganhando. Assim se costura a conversa.
O PSDB vai negociar em duas frentes. Os governadores tucanos vão ao ministro da Fazenda entregar a proposta de uma reforma tributária que compense a não partilha da CPMF com Estados e municípios, como deseja o governo. Atendidos, será a vez de a bancada do Senado entrar no jogo.
Os governadores vão nos dar o sinal, vão dizer: "já resolvemos nosso lado". Aí entrará a questão da bancada - disse o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio.
O partido, que apoiou a criação da CPMF em 1996 quando Fernando Henrique Cardoso era presidente, sabe que as contas do governo não fecham sem o bolo, hoje estimado em R$ 36 bilhões para este ano. Assim, negocia com o Planalto a melhor forma de votar com o governo, e isso inclui também liberação de verbas para os Estados tucanos, deixam claro.
Virgílio não nega que essa negociação pró-governo passe por recursos, numa dobradinha com os governadores. Por exemplo, o reduto eleitoral de Virgílio, Amazonas, é governado pelo tucano Eduardo Braga. Nesse caso, os tucanos se beneficiam. Tasso Jereissati, presidente da legenda, também pode lucrar com verbas destinadas ao governador Cid Gomes (PSB), do Ceará, aliado do Planalto. Se o Estado vizinho, o Pará, for beneficiado, o Planalto também pode conseguir os votos dos tucanos Flexa Ribeiro e Mário Couto. Mesmo o Estado sendo governado pela petista Ana Júlia Carepa. O bom relacionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o governador mineiro Aécio Neves (PSDB) também deve fazer com que o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) vote com o governo em plenário. Assim, o governo espera conquistar pelo menos nove dos 13 votos tucanos para aprovar a CPMF sem destaques, ou seja, sem a partilha, tampouco com a redução da alíquota.