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Publicado: 21/08/2007 | 11:02
Malha fina pega 483 mil pessoas
Juliana Rocha
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
Nos sete primeiros meses deste ano, 483 mil pessoas físicas já caíram na malha fina. De janeiro a julho, foram 216 mil autuados, ou seja, a Receita Federal considera que são sonegadores. O imposto devido e a multa somam R$ 5,3 bilhões. No mesmo período do ano passado, 107 mil pessoas foram autuadas, no valor de R$ 1,1 bilhão.
A Receita espera que o número de autuações de pessoas físicas deste ano suba para cerca de 400 mil. Quem não caiu na malha fina ainda não está livre do Leão.
O secretário adjunto da Receita Federal, Paulo Ricardo de Souza Cardoso, explicou que o sistema foi aperfeiçoado para garantir a triagem por cinco anos. Por isso, ainda restam na malha fina 1,311 milhão de contribuintes pessoas físicas, dos quais 430 mil passam pela triagem por causa das declarações de Imposto de Renda entregues no ano passado: 277 mil em 2005; 102 mil em 2004; e 17 mil em 2003.
Cardoso explicou que o valor de autuações aumentou, porque a Receita Federal concentrou esforços nas declarações de proprietários e dirigentes de empresas. Como a distribuição de lucros é isenta de impostos, o Fisco desconfia que muitos empresários declaram lucro maior que o recebido, para pagar imposto de renda mais baixo.
Outra preocupação é inibir a lavagem de dinheiro. O secretário adjunto da Receita Federal disse que muitas empresas listadas nestas declarações não existem ou estão inativas há anos. Foram autuados de janeiro a julho deste ano 1.230 proprietários e dirigentes de empresas, com multas no valor de R$ 2,136 bilhões.
No mesmo período do ano passado, foram 833 autuações deste tipo de declaração, no valor de R$ 324,4 milhões.
Temos um arquivo com o Imposto de Renda de todas as pessoas que se declararam sócias de empresas - disse Cardoso. - Fazemos um cruzamento com as declarações das empresas. Muitas não têm capacidade operacional de gerar tais lucros - acrescentou.
O balanço da fiscalização da Receita Federal mostrou que foram autuados 233 mil contribuintes este ano até julho, no valor de R$ 39,9 bilhões, 66,25% maior que os R$ 24 bilhões no mesmo período do ano passado.
Este valor inclui 14.402 empresas, no valor de R$ 34,506 bilhões, um aumento de 51% na comparação como os R$ 22,7 bilhões do ano passado.
O secretário adjunto explicou que o número de sonegadores pode não ter aumentado, mas as melhorias no sistema tornaram a Receita Federal mais ativa na busca de infratores.
O Leão não está mais guloso, está mais atento - concluiu Cardoso.
Juliana Rocha
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
Nos sete primeiros meses deste ano, 483 mil pessoas físicas já caíram na malha fina. De janeiro a julho, foram 216 mil autuados, ou seja, a Receita Federal considera que são sonegadores. O imposto devido e a multa somam R$ 5,3 bilhões. No mesmo período do ano passado, 107 mil pessoas foram autuadas, no valor de R$ 1,1 bilhão.
A Receita espera que o número de autuações de pessoas físicas deste ano suba para cerca de 400 mil. Quem não caiu na malha fina ainda não está livre do Leão.
O secretário adjunto da Receita Federal, Paulo Ricardo de Souza Cardoso, explicou que o sistema foi aperfeiçoado para garantir a triagem por cinco anos. Por isso, ainda restam na malha fina 1,311 milhão de contribuintes pessoas físicas, dos quais 430 mil passam pela triagem por causa das declarações de Imposto de Renda entregues no ano passado: 277 mil em 2005; 102 mil em 2004; e 17 mil em 2003.
Cardoso explicou que o valor de autuações aumentou, porque a Receita Federal concentrou esforços nas declarações de proprietários e dirigentes de empresas. Como a distribuição de lucros é isenta de impostos, o Fisco desconfia que muitos empresários declaram lucro maior que o recebido, para pagar imposto de renda mais baixo.
Outra preocupação é inibir a lavagem de dinheiro. O secretário adjunto da Receita Federal disse que muitas empresas listadas nestas declarações não existem ou estão inativas há anos. Foram autuados de janeiro a julho deste ano 1.230 proprietários e dirigentes de empresas, com multas no valor de R$ 2,136 bilhões.
No mesmo período do ano passado, foram 833 autuações deste tipo de declaração, no valor de R$ 324,4 milhões.
Temos um arquivo com o Imposto de Renda de todas as pessoas que se declararam sócias de empresas - disse Cardoso. - Fazemos um cruzamento com as declarações das empresas. Muitas não têm capacidade operacional de gerar tais lucros - acrescentou.
O balanço da fiscalização da Receita Federal mostrou que foram autuados 233 mil contribuintes este ano até julho, no valor de R$ 39,9 bilhões, 66,25% maior que os R$ 24 bilhões no mesmo período do ano passado.
Este valor inclui 14.402 empresas, no valor de R$ 34,506 bilhões, um aumento de 51% na comparação como os R$ 22,7 bilhões do ano passado.
O secretário adjunto explicou que o número de sonegadores pode não ter aumentado, mas as melhorias no sistema tornaram a Receita Federal mais ativa na busca de infratores.
O Leão não está mais guloso, está mais atento - concluiu Cardoso.