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Publicado: 21/09/2007 | 08:30
Pagot na gaveta
Correio Braziliense
O Palácio do Planalto não se mostra muito disposto a queimar cartuchos para aprovar a indicação de Luiz Fernando Pagot para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os senadores aliados ao governo foram avisados de que a ordem é preservar as energias para quando chegar a Contribuição Provisória sobre Movimentação financeira (CPMF), um projeto que dará trabalho também para passar em segundo turno na Câmara dos Deputados. Até outubro, quando o projeto chegará ao Senado, os decretos de nomeações e emendas capazes de sensibilizar os senadores continuarão empilhados nos escaninhos do presidente Lula.
Os eleitos
Ao final da sessão em que foi aprovado o texto básico da CPMF, um grupo de deputados governistas elegeu os discursos da noite. No caso do governo, o troféu ficou com Ciro Gomes (PSB-CE), que derrubou os argumentos da oposição sobre o excesso de recursos do governo. No caso da oposição, destacou-se o deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP), que respondeu ao socialista, lembrando das diversas crises que o governo Fernando Henrique Cardoso atravessou no plano internacional.
Na mira
Ciro Gomes queria mesmo era debater o tema com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Pauo Skaf. Ciro conta que mandou uma série de recados via amigos em comum e nunca recebeu uma resposta de Skaf marcando dia e hora para o duelo.
Caixa na Nasdaq
A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, abre hoje o pregão da Nasdaq Opening Bell, em Nova York. O convite foi feito pela Brazilian-American Chamber of Commerce Inc. É a primeira vez que um presidente de um banco público participa da abertura.
Júri popular I
Chegou às mãos dos senadores uma pesquisa da Data Senado sobre as percepções da população em relação à crise aérea. E os resultados não são nada bons para o Palácio do Planalto. Nada menos que 71% dos entrevistados enxergam no governo a raiz do apagão: 51% atribuem o problema à falta de fiscalização e 20% à deficiência nos aeroportos e nos equipamentos de segurança. Para 36% dos 1.083 entrevistados, cabe ao presidente Lula resolver a situação.
Júri popular II
De acordo com 17% dos entrevistados, é responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) encontrar uma solução para a crise nos aeroportos. Apesar de ser poupada na opinião do público, a diretoria do órgão ficou longe de ter respaldo: 90% defendem a criação de mecanismos que permitam a demissão do presidente e dos diretores.
Subsídio
Cheirou à relutância, segundo alguns senadores, as três horas consumidas na reunião da Mesa Diretora do Senado para acatar a quarta representação contra Renan Calheiros. A justificativa para a delonga: os seis integrantes do colegiado aguardavam a chegada de um mensageiro com o depoimento de Bruno Lins à Polícia Federal, prestado em 4 de setembro, em que confirma as denúncias feitas contra o presidente do Senado à Polícia Civil do Distrito Federal. Com dois depoimentos iguais, decidiram acatar.
No cafezinho
Carapuça
Na mesma solenidade, bastou o presidente Lula reclamar de forma genérica de estados que aplicam menos de 4% em saúde, para o deputado Pompeo de Mattos (foto) levantar a mão: “O meu, o meu!”, gritou. Explica-se: Pompeo de Mattos é adversário da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB).
Sessão plim-plim
Logo que aprovaram a indicação da Rede Globo para o prêmio Darcy Ribeiro, os membros do DEM e do PSDB abandonaram a sessão da Comissão de Educação da Câmara. Perderam, assim, o debate decorrente da apresentação do relatório do deputado Severiano Alves (PDT-BA) que trata do piso salarial nacional para os professores. O projeto que vai beneficiar quase todos os educadores do país está há meses em discussão e novamente foi adiado.
Túnel do tempo
Os democratas empenhados no movimento “Xô CPMF” recorreram aos anais da Câmara para desenterrar discursos de petistas, hoje governistas, que foram contra a criação do tributo, em 1996, época em que o PT era oposição. Miraram no presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), um ferrenho opositor do nascimento do imposto do cheque. Para refrescar a própria memória, o petista pediu cópias do que havia dito ao deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC).
Esgotados
Os deputados passaram essa semana sonados, por causa da madrugada de votações na terça-feira somada ao clima seco da cidade. Na solenidade de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por exemplo, os deputados Cadoca (PMDB-PE) e o líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN), deram aquelas balançadas de cabeça, que muitos chamam de “pescadas”. Ontem, foi a vez do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, durante o anúncio do balanço do PAC.
Correio Braziliense
O Palácio do Planalto não se mostra muito disposto a queimar cartuchos para aprovar a indicação de Luiz Fernando Pagot para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os senadores aliados ao governo foram avisados de que a ordem é preservar as energias para quando chegar a Contribuição Provisória sobre Movimentação financeira (CPMF), um projeto que dará trabalho também para passar em segundo turno na Câmara dos Deputados. Até outubro, quando o projeto chegará ao Senado, os decretos de nomeações e emendas capazes de sensibilizar os senadores continuarão empilhados nos escaninhos do presidente Lula.
Os eleitos
Ao final da sessão em que foi aprovado o texto básico da CPMF, um grupo de deputados governistas elegeu os discursos da noite. No caso do governo, o troféu ficou com Ciro Gomes (PSB-CE), que derrubou os argumentos da oposição sobre o excesso de recursos do governo. No caso da oposição, destacou-se o deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP), que respondeu ao socialista, lembrando das diversas crises que o governo Fernando Henrique Cardoso atravessou no plano internacional.
Na mira
Ciro Gomes queria mesmo era debater o tema com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Pauo Skaf. Ciro conta que mandou uma série de recados via amigos em comum e nunca recebeu uma resposta de Skaf marcando dia e hora para o duelo.
Caixa na Nasdaq
A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, abre hoje o pregão da Nasdaq Opening Bell, em Nova York. O convite foi feito pela Brazilian-American Chamber of Commerce Inc. É a primeira vez que um presidente de um banco público participa da abertura.
Júri popular I
Chegou às mãos dos senadores uma pesquisa da Data Senado sobre as percepções da população em relação à crise aérea. E os resultados não são nada bons para o Palácio do Planalto. Nada menos que 71% dos entrevistados enxergam no governo a raiz do apagão: 51% atribuem o problema à falta de fiscalização e 20% à deficiência nos aeroportos e nos equipamentos de segurança. Para 36% dos 1.083 entrevistados, cabe ao presidente Lula resolver a situação.
Júri popular II
De acordo com 17% dos entrevistados, é responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) encontrar uma solução para a crise nos aeroportos. Apesar de ser poupada na opinião do público, a diretoria do órgão ficou longe de ter respaldo: 90% defendem a criação de mecanismos que permitam a demissão do presidente e dos diretores.
Subsídio
Cheirou à relutância, segundo alguns senadores, as três horas consumidas na reunião da Mesa Diretora do Senado para acatar a quarta representação contra Renan Calheiros. A justificativa para a delonga: os seis integrantes do colegiado aguardavam a chegada de um mensageiro com o depoimento de Bruno Lins à Polícia Federal, prestado em 4 de setembro, em que confirma as denúncias feitas contra o presidente do Senado à Polícia Civil do Distrito Federal. Com dois depoimentos iguais, decidiram acatar.
No cafezinho
Carapuça
Na mesma solenidade, bastou o presidente Lula reclamar de forma genérica de estados que aplicam menos de 4% em saúde, para o deputado Pompeo de Mattos (foto) levantar a mão: “O meu, o meu!”, gritou. Explica-se: Pompeo de Mattos é adversário da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB).
Sessão plim-plim
Logo que aprovaram a indicação da Rede Globo para o prêmio Darcy Ribeiro, os membros do DEM e do PSDB abandonaram a sessão da Comissão de Educação da Câmara. Perderam, assim, o debate decorrente da apresentação do relatório do deputado Severiano Alves (PDT-BA) que trata do piso salarial nacional para os professores. O projeto que vai beneficiar quase todos os educadores do país está há meses em discussão e novamente foi adiado.
Túnel do tempo
Os democratas empenhados no movimento “Xô CPMF” recorreram aos anais da Câmara para desenterrar discursos de petistas, hoje governistas, que foram contra a criação do tributo, em 1996, época em que o PT era oposição. Miraram no presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), um ferrenho opositor do nascimento do imposto do cheque. Para refrescar a própria memória, o petista pediu cópias do que havia dito ao deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC).
Esgotados
Os deputados passaram essa semana sonados, por causa da madrugada de votações na terça-feira somada ao clima seco da cidade. Na solenidade de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por exemplo, os deputados Cadoca (PMDB-PE) e o líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN), deram aquelas balançadas de cabeça, que muitos chamam de “pescadas”. Ontem, foi a vez do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, durante o anúncio do balanço do PAC.