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Publicado: 22/10/2007 | 09:05
As intenções de Lula
Artigo - Rubem Azevedo Lima
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O presidente Lula disse a um jornal de São Paulo que não pensa em reeleger-se em 2010. E acentuou: “Não existe essa hipótese, para o bem do Brasil, para o bem da democracia e para o meu bem”. Quase perfeito.
Mas Lula já jurou não fazer coisas que depois fez. A hipótese de nova reeleição de fato não existe em nossa Constituição, como não existia nas de 1934 e de 1988, até que as violaram, em causa própria, em 1937 e em 1997, os então detentores do poder. O primeiro a fazê-lo foi Vargas, para governar até ser deposto; o segundo, FHC, para candidatar-se à reeleição.
Vargas dispunha do poderoso DIP, instrumento de propaganda oficial, que o popularizou a ponto de fazê-lo esnobar eleições. FHC, com o êxito do Plano Real de Itamar, instituiu a reeleição na marra e venceu.
Na Agência Brasil, Lula reuniu todos os veículos oficiais de informação de massa, com poder de requisitar os canais de empresas privadas, de acesso gratuito ou pago, para comunicações à la dr.Goebbels, o comunicador que impôs o nazismo aos alemães. Essa idéia assusta e agora volta-se a falar em constituinte para reformas políticas e econômicas!
Na agência estão colegas sérios e amigos deste repórter, que neles confia, embora tema não possam eles resistir aos que falam em governar 30 anos (tese José Dirceu) e fiquemos todos, depois, a ter só rodízio de pizza, não de poder. Lula até indagou o que devia fazer, se o povo quisesse reelegê-lo em 2010. Seria obter isso do Congresso, como FHC?
Sem falar das distorções nos livros didáticos, sob o governo PT, dir-se-á que o repórter vê fantasmas. Mas, em 2002, nas eleições, Lula adotou um slogan de Duda Mendonça, pedido por José Dirceu — “Brasil: um país de todos”, que, depois, reeleito, incorporou à sua propaganda institucional, com um adendo: “Governo federal”. Francamente: isso não lembra a suástica do partido nazista, posta por Goebbels nos papéis oficiais da Alemanha, agremiação que, para Hitler, governaria o país por mil anos?
Há muito continuísmo no ar, sem apagões. E a especulação global, que lucra 60% do que aqui investe, aplaude a transformação dos brasileiros em joguetes desses negócios e das ambições políticas. Valha-nos, STF!
Artigo - Rubem Azevedo Lima
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O presidente Lula disse a um jornal de São Paulo que não pensa em reeleger-se em 2010. E acentuou: “Não existe essa hipótese, para o bem do Brasil, para o bem da democracia e para o meu bem”. Quase perfeito.
Mas Lula já jurou não fazer coisas que depois fez. A hipótese de nova reeleição de fato não existe em nossa Constituição, como não existia nas de 1934 e de 1988, até que as violaram, em causa própria, em 1937 e em 1997, os então detentores do poder. O primeiro a fazê-lo foi Vargas, para governar até ser deposto; o segundo, FHC, para candidatar-se à reeleição.
Vargas dispunha do poderoso DIP, instrumento de propaganda oficial, que o popularizou a ponto de fazê-lo esnobar eleições. FHC, com o êxito do Plano Real de Itamar, instituiu a reeleição na marra e venceu.
Na Agência Brasil, Lula reuniu todos os veículos oficiais de informação de massa, com poder de requisitar os canais de empresas privadas, de acesso gratuito ou pago, para comunicações à la dr.Goebbels, o comunicador que impôs o nazismo aos alemães. Essa idéia assusta e agora volta-se a falar em constituinte para reformas políticas e econômicas!
Na agência estão colegas sérios e amigos deste repórter, que neles confia, embora tema não possam eles resistir aos que falam em governar 30 anos (tese José Dirceu) e fiquemos todos, depois, a ter só rodízio de pizza, não de poder. Lula até indagou o que devia fazer, se o povo quisesse reelegê-lo em 2010. Seria obter isso do Congresso, como FHC?
Sem falar das distorções nos livros didáticos, sob o governo PT, dir-se-á que o repórter vê fantasmas. Mas, em 2002, nas eleições, Lula adotou um slogan de Duda Mendonça, pedido por José Dirceu — “Brasil: um país de todos”, que, depois, reeleito, incorporou à sua propaganda institucional, com um adendo: “Governo federal”. Francamente: isso não lembra a suástica do partido nazista, posta por Goebbels nos papéis oficiais da Alemanha, agremiação que, para Hitler, governaria o país por mil anos?
Há muito continuísmo no ar, sem apagões. E a especulação global, que lucra 60% do que aqui investe, aplaude a transformação dos brasileiros em joguetes desses negócios e das ambições políticas. Valha-nos, STF!