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Publicado: 5/11/2007 | 09:20
Governo pode ceder a Serra e Aécio para prorrogar CPMF
VALDO CRUZ
Folha de S. Paulo
Folha de S. Paulo
Bancada do PSDB no Senado analisa hoje proposta do Executivo para manter imposto
Além da faixa de isenção e dedução no IR, Lula pode liberar mais recursos para rodovias; Receita quer abrir mão de no máximo R$ 2 bi
O governo Lula fecha hoje a proposta a ser apresentada ao PSDB para tentar prorrogar a CPMF até 2011. O modelo final ainda pode conter, caso os tucanos não gostem do que será oferecido, medidas para agradar a governadores do partido e obter o apoio de parte da legenda.
São elas: maior repasse da Cide (contribuição destinada à manutenção de rodovias) aos Estados e corte de impostos nos investimentos em saneamento. A primeira é reivindicada pelo governador Aécio Neves (MG). A segunda, por José Serra (SP). As duas medidas foram discutidas recentemente pelo presidente Lula com Serra e Aécio. Na conversa, Lula teria garantido que iria buscar uma forma de atendê-los, mas não havia um prazo.
A Receita Federal passou o fim de semana trabalhando na regra para abater a CPMF do pagamento anual do Imposto de Renda da Pessoa Física. Pela proposta da semana passada, o governo elevaria a faixa de isenção da CPMF. Subiria de uma renda mensal de R$ 1.140 para R$ 1.642. Esse limite, porém, ainda pode aumentar.
Para quem ganha acima dessa faixa, haveria uma sistemática de desconto a ser aplicado na declaração anual. Segundo a Folha apurou, a Receita considera que o mais importante é que a isenção e o abatimento levem a uma perda de receita da CPMF de no máximo R$ 2 bilhões no próximo ano.
Esse valor, porém, é baixo na avaliação do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (CE). "Creio que um valor de R$ 2 bilhões é pouco para um governo que vai ter uma receita renovada de R$ 40 bilhões. Acho que eles precisam melhorar esse corte de imposto", afirmou.
O senador espera receber o modelo final da proposta, incluindo os valores de corte de impostos, amanhã, para discuti-la no mesmo dia na Executiva do partido.
PSDB indefinido
Arthur Virgílio diz que a situação do PSDB ainda é indefinida. Segundo ele, a intenção continua sendo fechar uma posição em bloco dos 13 senadores tucanos a favor ou contra a prorrogação da CPMF até 2011 com a alíquota de 0,38%.
"Para isso, precisamos ter uma sinalização do governo de que o pacote de corte de impostos é significativo. Sem isso, não temos como votar com o governo", afirmou.
Segundo ele, as duas outras medidas de corte de impostos -redução nos prazos de antecipação do pagamento de crédito de PIS/Cofins e da depreciação de bens de capitais, voltadas para as empresas- não representam um corte de impostos, mas redução de custo financeiro. "Essas medidas são importantes, mas não entram nos nossos cálculos de redução de impostos", disse o senador.
O tucano reivindica ainda que o presidente Lula venha a público e desautorize iniciativas de deputados do PT em torno da possibilidade de ele disputar um terceiro mandato.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) vai definir a proposta final a ser ofertada ao PSDB com o presidente Lula em duas oportunidades: na reunião de coordenação do governo pela manhã e em audiência às 18h.
Além da isenção da CPMF, o pacote do governo para ter votos do PSDB inclui a promessa de envio ao Congresso de um projeto de reforma tributária em 30 dias e votação de proposta que modifica o pagamento de precatórios.
VALDO CRUZ
Folha de S. Paulo
Folha de S. Paulo
Bancada do PSDB no Senado analisa hoje proposta do Executivo para manter imposto
Além da faixa de isenção e dedução no IR, Lula pode liberar mais recursos para rodovias; Receita quer abrir mão de no máximo R$ 2 bi
O governo Lula fecha hoje a proposta a ser apresentada ao PSDB para tentar prorrogar a CPMF até 2011. O modelo final ainda pode conter, caso os tucanos não gostem do que será oferecido, medidas para agradar a governadores do partido e obter o apoio de parte da legenda.
São elas: maior repasse da Cide (contribuição destinada à manutenção de rodovias) aos Estados e corte de impostos nos investimentos em saneamento. A primeira é reivindicada pelo governador Aécio Neves (MG). A segunda, por José Serra (SP). As duas medidas foram discutidas recentemente pelo presidente Lula com Serra e Aécio. Na conversa, Lula teria garantido que iria buscar uma forma de atendê-los, mas não havia um prazo.
A Receita Federal passou o fim de semana trabalhando na regra para abater a CPMF do pagamento anual do Imposto de Renda da Pessoa Física. Pela proposta da semana passada, o governo elevaria a faixa de isenção da CPMF. Subiria de uma renda mensal de R$ 1.140 para R$ 1.642. Esse limite, porém, ainda pode aumentar.
Para quem ganha acima dessa faixa, haveria uma sistemática de desconto a ser aplicado na declaração anual. Segundo a Folha apurou, a Receita considera que o mais importante é que a isenção e o abatimento levem a uma perda de receita da CPMF de no máximo R$ 2 bilhões no próximo ano.
Esse valor, porém, é baixo na avaliação do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (CE). "Creio que um valor de R$ 2 bilhões é pouco para um governo que vai ter uma receita renovada de R$ 40 bilhões. Acho que eles precisam melhorar esse corte de imposto", afirmou.
O senador espera receber o modelo final da proposta, incluindo os valores de corte de impostos, amanhã, para discuti-la no mesmo dia na Executiva do partido.
PSDB indefinido
Arthur Virgílio diz que a situação do PSDB ainda é indefinida. Segundo ele, a intenção continua sendo fechar uma posição em bloco dos 13 senadores tucanos a favor ou contra a prorrogação da CPMF até 2011 com a alíquota de 0,38%.
"Para isso, precisamos ter uma sinalização do governo de que o pacote de corte de impostos é significativo. Sem isso, não temos como votar com o governo", afirmou.
Segundo ele, as duas outras medidas de corte de impostos -redução nos prazos de antecipação do pagamento de crédito de PIS/Cofins e da depreciação de bens de capitais, voltadas para as empresas- não representam um corte de impostos, mas redução de custo financeiro. "Essas medidas são importantes, mas não entram nos nossos cálculos de redução de impostos", disse o senador.
O tucano reivindica ainda que o presidente Lula venha a público e desautorize iniciativas de deputados do PT em torno da possibilidade de ele disputar um terceiro mandato.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) vai definir a proposta final a ser ofertada ao PSDB com o presidente Lula em duas oportunidades: na reunião de coordenação do governo pela manhã e em audiência às 18h.
Além da isenção da CPMF, o pacote do governo para ter votos do PSDB inclui a promessa de envio ao Congresso de um projeto de reforma tributária em 30 dias e votação de proposta que modifica o pagamento de precatórios.