antigas Publicado: 8/11/2007 | 09:14

Plano B com a base aliada

Leandro Colon e Daniel Pereira
Correio Braziliense

Governo entra em campo para aparar as arestas com os partidos aliados e pôr um ponto final nas dissidências contrárias à CPMF no Senado
 
Enquanto avalia uma nova proposta ao PSDB, o governo entra em campo para aparar as arestas na base aliada e estancar dissidências contrárias à prorrogação da CPMF no Senado. Enciumados com o noivado entre Palácio do Planalto e tucanos, partidos aliados passaram a encarecer os votos a favor da CPMF. Para segurar uma eventual rebelião, o governo começou a afagar sua base. Na conta bruta, a base governista tem 53 senadores. No saldo líquido, porém, há, no máximo, 44 considerados fiéis à aprovação do imposto do cheque, cinco a menos que o necessário para vencer no plenário do Senado.

Principal defensora da tese de que os tucanos não são fundamentais, a líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), lidera a ação para garantir os 49 votos dentro da base. O foco de resistência aparece em três partidos: PMDB, PDT e PTB. O primeiro fechou ontem posição a favor da CPMF, embora tenha, pelo menos, dois senadores certos contra a prorrogação do imposto que nem serão cortejados pelo governo: Jarbas Vasconcelos (PE) e Mão Santa (PI) (leia na página 4).

Outros dois ameaçam seguir o caminho dos colegas: Pedro Simon (RS) e Valter Pereira (MS). Para ficar com o governo, ambos exigem contrapartidas. Acompanhado dos outros senadores gaúchos, Simon reuniu-se ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e entregou uma lista de reivindicações a favor do Rio Grande do Sul. Mantega pediu duas semanas para responder.

Já Pereira exige que o governo entregue uma proposta de reforma tributária até semana que vem, antes da votação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Integrante da CCJ, Pereira aparece nas contas do governo a favor do imposto. Ciente de que pode barganhar, ele mantém a ameaça. “O governo não pode ter essa certeza”, diz.

Assim como Pereira, Simon também integra a CCJ. O governo aposta que vence a votação na próxima semana na comissão por 12 a 10, com os votos dos dois peemedebistas indecisos. Se um recuar, abre o risco de empate. E a decisão ficaria nas mãos do presidente da CCJ, Marco Maciel (DEM-PE).

PDT e PTB
Preocupado com o PDT, Mantega pediu para o presidente do partido e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, acalmar os ânimos do líder da legenda no Senado, Jefferson Péres (AM). Percebendo que também pode subir o preço do voto da sigla, Péres avisou que o PDT ficará contra a CPMF caso o governo não aumente a oferta de redução da carga tributária. Sua posição contou com o apoio de outros dois senadores do PDT: Cristovam Buarque (DF) e Osmar Dias (PR). Os outros dois, Patrícia Saboya (CE) e João Durval (BA), ainda não se rebelaram.

No PTB, a situação é mais delicada: desafeto regional do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) não dá brecha para negociar. Recém-chegado ao PTB, Romeu Tuma (SP) também segue a mesma postura.

Leandro Colon e Daniel Pereira
Correio Braziliense

Governo entra em campo para aparar as arestas com os partidos aliados e pôr um ponto final nas dissidências contrárias à CPMF no Senado
 
Enquanto avalia uma nova proposta ao PSDB, o governo entra em campo para aparar as arestas na base aliada e estancar dissidências contrárias à prorrogação da CPMF no Senado. Enciumados com o noivado entre Palácio do Planalto e tucanos, partidos aliados passaram a encarecer os votos a favor da CPMF. Para segurar uma eventual rebelião, o governo começou a afagar sua base. Na conta bruta, a base governista tem 53 senadores. No saldo líquido, porém, há, no máximo, 44 considerados fiéis à aprovação do imposto do cheque, cinco a menos que o necessário para vencer no plenário do Senado.

Principal defensora da tese de que os tucanos não são fundamentais, a líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), lidera a ação para garantir os 49 votos dentro da base. O foco de resistência aparece em três partidos: PMDB, PDT e PTB. O primeiro fechou ontem posição a favor da CPMF, embora tenha, pelo menos, dois senadores certos contra a prorrogação do imposto que nem serão cortejados pelo governo: Jarbas Vasconcelos (PE) e Mão Santa (PI) (leia na página 4).

Outros dois ameaçam seguir o caminho dos colegas: Pedro Simon (RS) e Valter Pereira (MS). Para ficar com o governo, ambos exigem contrapartidas. Acompanhado dos outros senadores gaúchos, Simon reuniu-se ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e entregou uma lista de reivindicações a favor do Rio Grande do Sul. Mantega pediu duas semanas para responder.

Já Pereira exige que o governo entregue uma proposta de reforma tributária até semana que vem, antes da votação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Integrante da CCJ, Pereira aparece nas contas do governo a favor do imposto. Ciente de que pode barganhar, ele mantém a ameaça. “O governo não pode ter essa certeza”, diz.

Assim como Pereira, Simon também integra a CCJ. O governo aposta que vence a votação na próxima semana na comissão por 12 a 10, com os votos dos dois peemedebistas indecisos. Se um recuar, abre o risco de empate. E a decisão ficaria nas mãos do presidente da CCJ, Marco Maciel (DEM-PE).

PDT e PTB
Preocupado com o PDT, Mantega pediu para o presidente do partido e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, acalmar os ânimos do líder da legenda no Senado, Jefferson Péres (AM). Percebendo que também pode subir o preço do voto da sigla, Péres avisou que o PDT ficará contra a CPMF caso o governo não aumente a oferta de redução da carga tributária. Sua posição contou com o apoio de outros dois senadores do PDT: Cristovam Buarque (DF) e Osmar Dias (PR). Os outros dois, Patrícia Saboya (CE) e João Durval (BA), ainda não se rebelaram.

No PTB, a situação é mais delicada: desafeto regional do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) não dá brecha para negociar. Recém-chegado ao PTB, Romeu Tuma (SP) também segue a mesma postura.