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Publicado: 14/12/2007 | 11:27
Governadores se queixam
Correio Braziliense
Governadores de partidos da oposição e da base de apoio ao Palácio do Planalto lamentaram ontem a decisão do Senado de impedir a prorrogação da CPMF. “Eu, pessoalmente, achava que o volume maior de investimento na saúde seria bom para todos, para a população brasileira, sobretudo a mais pobre”, disse Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais e um dos presidenciáveis para a eleição de 2010. “Foi um desastre para todos os entes da federação”, reclamou a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria (PSB). “O orçamento de 2008 ficou totalmente comprometido e, com isso, os investimentos e a prestação de serviços”.
Escaldado por diversas crises no setor de saúde, como não-pagamento em dia dos fornecedores, médicos e remédios, o governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), reagiu com preocupação à derrubada da CPMF. “Eu lamento muito”, afirmou o governador, que é médico. “Mais ainda porque há uma proposta nova, do presidente Lula, para direcionar todos os recursos da CPMF para a saúde”.
O ex-ministro Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, também fez referência a essa última proposta feita pelo governo — de validade da CPMF só por um ano, direcionamento total da arrecadação para a saúde e realização de uma reforma tributária em 2008. Para ele, a proposta era “muito arrojada”. Campos afirmou que a oposição preferiu “o cabo de aço político” e se negou a negociar. “Quem perdeu foi o país e sobretudo a população mais pobre”, afirmou. Ele disse respeitar a opinião dos opositores, mas acredita que “a sociedade vai julgar” os responsáveis pelo fim do imposto do cheque.
Atentado
A governadora Ana Júlia Carepa (PT), do Pará, classificou de “atentado ao povo brasileiro” a votação no Senado. De acordo com levantamento da Secretaria da Fazenda do estado, o Pará deve perder em torno de R$ 710 milhões em transferências da União no próximo ano devido à extinção da CPMF. Ana Júlia disse que os senadores que votaram contra a prorrogação “devem ser responsabilizados” pelas conseqüências dessa medida.
“Vejo com pesar o fim da CPMF”, disse o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT). Ele ainda tem esperança de que o governo possa reverter a situação tentando recriar a contribuição. “Vou colocar todo o meu empenho nisso, sensibilizando a bancada amapaense”. Para Góes, o fim da CPMF é um duro golpe para o Amapá, pois representa uma perda de R$ 70 milhões para o estado no ano que vem.
Dois governadores tucanos afirmaram ainda acreditar na possibilidade de negociação. “O que eu espero agora é que o Senado da República tenha capacidade de, com serenidade, com grande responsabilidade, sentar-se com o governo e garantir o financiamento da saúde pública do Brasil”, disse Aécio Neves. “Esse sempre foi o norte da minha preocupação. E da de outros governadores, como o próprio governador José Serra (de São Paulo, também tucano).” A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), afirmou que a proposta final enviada em carta por Lula ao Senado é um alento e indica que o assunto pode ser retomado em fevereiro. “A qualquer momento essa carta pode ser reativada”, previu a governadora, revelando a expectativa de que a CPMF seja incluída na discussão da reforma tributária.
Correio Braziliense
Governadores de partidos da oposição e da base de apoio ao Palácio do Planalto lamentaram ontem a decisão do Senado de impedir a prorrogação da CPMF. “Eu, pessoalmente, achava que o volume maior de investimento na saúde seria bom para todos, para a população brasileira, sobretudo a mais pobre”, disse Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais e um dos presidenciáveis para a eleição de 2010. “Foi um desastre para todos os entes da federação”, reclamou a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria (PSB). “O orçamento de 2008 ficou totalmente comprometido e, com isso, os investimentos e a prestação de serviços”.
Escaldado por diversas crises no setor de saúde, como não-pagamento em dia dos fornecedores, médicos e remédios, o governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), reagiu com preocupação à derrubada da CPMF. “Eu lamento muito”, afirmou o governador, que é médico. “Mais ainda porque há uma proposta nova, do presidente Lula, para direcionar todos os recursos da CPMF para a saúde”.
O ex-ministro Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, também fez referência a essa última proposta feita pelo governo — de validade da CPMF só por um ano, direcionamento total da arrecadação para a saúde e realização de uma reforma tributária em 2008. Para ele, a proposta era “muito arrojada”. Campos afirmou que a oposição preferiu “o cabo de aço político” e se negou a negociar. “Quem perdeu foi o país e sobretudo a população mais pobre”, afirmou. Ele disse respeitar a opinião dos opositores, mas acredita que “a sociedade vai julgar” os responsáveis pelo fim do imposto do cheque.
Atentado
A governadora Ana Júlia Carepa (PT), do Pará, classificou de “atentado ao povo brasileiro” a votação no Senado. De acordo com levantamento da Secretaria da Fazenda do estado, o Pará deve perder em torno de R$ 710 milhões em transferências da União no próximo ano devido à extinção da CPMF. Ana Júlia disse que os senadores que votaram contra a prorrogação “devem ser responsabilizados” pelas conseqüências dessa medida.
“Vejo com pesar o fim da CPMF”, disse o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT). Ele ainda tem esperança de que o governo possa reverter a situação tentando recriar a contribuição. “Vou colocar todo o meu empenho nisso, sensibilizando a bancada amapaense”. Para Góes, o fim da CPMF é um duro golpe para o Amapá, pois representa uma perda de R$ 70 milhões para o estado no ano que vem.
Dois governadores tucanos afirmaram ainda acreditar na possibilidade de negociação. “O que eu espero agora é que o Senado da República tenha capacidade de, com serenidade, com grande responsabilidade, sentar-se com o governo e garantir o financiamento da saúde pública do Brasil”, disse Aécio Neves. “Esse sempre foi o norte da minha preocupação. E da de outros governadores, como o próprio governador José Serra (de São Paulo, também tucano).” A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), afirmou que a proposta final enviada em carta por Lula ao Senado é um alento e indica que o assunto pode ser retomado em fevereiro. “A qualquer momento essa carta pode ser reativada”, previu a governadora, revelando a expectativa de que a CPMF seja incluída na discussão da reforma tributária.