antigas Publicado: 23/01/2008 | 09:48

Aposta no crescimento

Edna Simão
Correio Braziliense

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o país pode crescer menos se a crise imobiliária nos Estados Unidos continuar se alastrando pelo mercado mundial. “Se ocorrer alguma coisa internacional mais forte, poderá haver uma pequena desaceleração. Mas eu aposto em crescimento robusto da economia brasileira em 2008, apesar da turbulência”, disse.

Para ele, a decisão-surpresa do Federal Reserve (Fed) de reduzir os juros norte-americanos trouxe alívio aos mercados internacionais, mas as turbulências devem continuar até que sejam contabilizados todos os prejuízos provocados por calotes de crédito imobiliário de alto risco nos EUA. O ministro acrescentou que apesar de o país ter indicadores sólidos não está imune à crise.

Sobre o efeito que a medida nos EUA pode trazer ao país, Mantega ressaltou que o Brasil não sofre com problema semelhante ao da economia norte-americana. Além disso, as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC são tomadas com base na evolução da inflação, que está tranqüila. Mantega disse ainda que a desaceleração da economia norte-americana pode refletir-se na diminuição das exportações brasileiras e, no futuro, impactaria os preços das commodities devido ao esperado enfraquecimento da economia mundial. Mas isso não traria problema, pois a queda das exportações seria compensada pelo aumento da demanda interna.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, chegou a dizer até que o PAC é uma “vacina” contra as turbulências externas. “Apesar de não sermos uma ilha e não termos imunidade à crise, temos uma variante de vacina, que protege, imuniza o país tornando-o capaz de gerar seu próprio dinamismo”, ressalta a ministra. 
 
Reflexo no Brasil
O Tesouro Nacional teve ontem de pagar mais caro aos investidores para colocar no mercado nova leva de títulos públicos. As Notas do Tesouro Nacional série F (NTNs-F) com resgate programado para 1º de janeiro de 2012 foram vendidas com juros de 13,26% ao ano. Já as NTNs-F, com vencimento em janeiro de 2014,saíram com taxa de 13,33%. No leilão realizado há pouco mais de uma semana, os mesmos papéis tiveram juros de 12,94% e 13,03%, respectivamente. Nas Letras do Tesouro Nacional (LTNs), com resgate em 1º de janeiro de 2010, os juros passaram de 12,82% para 12,98% ao ano.

Edna Simão
Correio Braziliense

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o país pode crescer menos se a crise imobiliária nos Estados Unidos continuar se alastrando pelo mercado mundial. “Se ocorrer alguma coisa internacional mais forte, poderá haver uma pequena desaceleração. Mas eu aposto em crescimento robusto da economia brasileira em 2008, apesar da turbulência”, disse.

Para ele, a decisão-surpresa do Federal Reserve (Fed) de reduzir os juros norte-americanos trouxe alívio aos mercados internacionais, mas as turbulências devem continuar até que sejam contabilizados todos os prejuízos provocados por calotes de crédito imobiliário de alto risco nos EUA. O ministro acrescentou que apesar de o país ter indicadores sólidos não está imune à crise.

Sobre o efeito que a medida nos EUA pode trazer ao país, Mantega ressaltou que o Brasil não sofre com problema semelhante ao da economia norte-americana. Além disso, as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC são tomadas com base na evolução da inflação, que está tranqüila. Mantega disse ainda que a desaceleração da economia norte-americana pode refletir-se na diminuição das exportações brasileiras e, no futuro, impactaria os preços das commodities devido ao esperado enfraquecimento da economia mundial. Mas isso não traria problema, pois a queda das exportações seria compensada pelo aumento da demanda interna.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, chegou a dizer até que o PAC é uma “vacina” contra as turbulências externas. “Apesar de não sermos uma ilha e não termos imunidade à crise, temos uma variante de vacina, que protege, imuniza o país tornando-o capaz de gerar seu próprio dinamismo”, ressalta a ministra. 
 
Reflexo no Brasil
O Tesouro Nacional teve ontem de pagar mais caro aos investidores para colocar no mercado nova leva de títulos públicos. As Notas do Tesouro Nacional série F (NTNs-F) com resgate programado para 1º de janeiro de 2012 foram vendidas com juros de 13,26% ao ano. Já as NTNs-F, com vencimento em janeiro de 2014,saíram com taxa de 13,33%. No leilão realizado há pouco mais de uma semana, os mesmos papéis tiveram juros de 12,94% e 13,03%, respectivamente. Nas Letras do Tesouro Nacional (LTNs), com resgate em 1º de janeiro de 2010, os juros passaram de 12,82% para 12,98% ao ano.