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Publicado: 23/05/2008 | 09:47
Corregedor-geral investiga servidor
| Lilian Tahan |
| Correio Braziliense |
Giffoni vai pedir as provas do inquérito policial. Segundo ele, há “indícios graves de improbidade”
A Corregedoria-Geral do Distrito Federal vai investigar a influência de Marcos Antônio Gomes dos Santos em um suposto esquema montado em 2004 para evitar a licitação pública do serviço funerário. Funcionário da Secretaria de Desenvolvimento Social do GDF, o servidor público ocupou no governo passado a função de gerente de necropsia e era o presidente da comissão montada para elaborar a concorrência pública do setor. Marcos foi flagrado em escutas telefônicas pela Polícia Civil de Goiás, mantendo conversas comprometedoras com representantes das funerárias. Agora poderá responder a um processo administrativo.
Os grampos que colocam Marcos Antônio sob suspeita estão sendo avaliados por integrantes da CPI dos Cemitérios conforme noticiou o Correio na edição de ontem. Diante da denúncia, o corregedor-geral Roberto Giffoni afirmou que vai pedir as provas reunidas no inquérito policial de Goiás para investigar a atuação de Marcos Antônio. “As conversas demonstram indícios graves de improbidade. Vamos pedir acesso ao material e o servidor poderá responder a um processo administrativo em função das atitudes suspeitas”, afirmou o corregedor.
Técnicos da comissão de inquérito souberam da existência de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás cujo alvo era o presidente da Associação de Funerárias, Felismino Alves Ferreira. O caso chamou a atenção dos deputados distritais. Trata-se de um relatório que acusa Felismino e mais três pessoas por falsificação de documento. O expediente criminoso teria sido usado com o objetivo de simular autorização judicial para a cremação do corpo de uma espanhola, morta em um acidente de trânsito ocorrido próximo a Brasília.
Entre as provas reunidas no inquérito, estão 51 fitas gravadas com conversas telefônicas de Felismino e os outros investigados. Entre eles, está o advogado Carlos Alberto de Rezende e o consultor Aloisio Bittar. Marcos Antônio não tem nada a ver com o inquérito de Goiás, mas ele aparece em diálogos suspeitos com Carlos Alberto, identificado como advogado da empresa de Felismino. Em um trecho da conversa, os dois discutem a manobra de donos de funerárias para evitar o andamento do processo de licitação. Em outro momento, Marcos Antônio avisa que tirou “Felipe” (um advogado do governo) da comissão de licitação, porque “como advogado não dá para dar parecer pra (sic) gente”.
Na interpretação de integrantes da CPI, Marcos Antônio não fala no contexto de defesa dos interesses do governo. Mas demonstra sintonia com a estratégia dos empresários de evitar a concorrência. Em 2004, o edital de licitação para escolher um grupo de funerárias autorizadas a atuar no mercado do DF chegou a ser lançado. Mas o processo foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, que acatou argumentos do setor.
| Lilian Tahan |
| Correio Braziliense |
Giffoni vai pedir as provas do inquérito policial. Segundo ele, há “indícios graves de improbidade”
A Corregedoria-Geral do Distrito Federal vai investigar a influência de Marcos Antônio Gomes dos Santos em um suposto esquema montado em 2004 para evitar a licitação pública do serviço funerário. Funcionário da Secretaria de Desenvolvimento Social do GDF, o servidor público ocupou no governo passado a função de gerente de necropsia e era o presidente da comissão montada para elaborar a concorrência pública do setor. Marcos foi flagrado em escutas telefônicas pela Polícia Civil de Goiás, mantendo conversas comprometedoras com representantes das funerárias. Agora poderá responder a um processo administrativo.
Os grampos que colocam Marcos Antônio sob suspeita estão sendo avaliados por integrantes da CPI dos Cemitérios conforme noticiou o Correio na edição de ontem. Diante da denúncia, o corregedor-geral Roberto Giffoni afirmou que vai pedir as provas reunidas no inquérito policial de Goiás para investigar a atuação de Marcos Antônio. “As conversas demonstram indícios graves de improbidade. Vamos pedir acesso ao material e o servidor poderá responder a um processo administrativo em função das atitudes suspeitas”, afirmou o corregedor.
Técnicos da comissão de inquérito souberam da existência de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás cujo alvo era o presidente da Associação de Funerárias, Felismino Alves Ferreira. O caso chamou a atenção dos deputados distritais. Trata-se de um relatório que acusa Felismino e mais três pessoas por falsificação de documento. O expediente criminoso teria sido usado com o objetivo de simular autorização judicial para a cremação do corpo de uma espanhola, morta em um acidente de trânsito ocorrido próximo a Brasília.
Entre as provas reunidas no inquérito, estão 51 fitas gravadas com conversas telefônicas de Felismino e os outros investigados. Entre eles, está o advogado Carlos Alberto de Rezende e o consultor Aloisio Bittar. Marcos Antônio não tem nada a ver com o inquérito de Goiás, mas ele aparece em diálogos suspeitos com Carlos Alberto, identificado como advogado da empresa de Felismino. Em um trecho da conversa, os dois discutem a manobra de donos de funerárias para evitar o andamento do processo de licitação. Em outro momento, Marcos Antônio avisa que tirou “Felipe” (um advogado do governo) da comissão de licitação, porque “como advogado não dá para dar parecer pra (sic) gente”.
Na interpretação de integrantes da CPI, Marcos Antônio não fala no contexto de defesa dos interesses do governo. Mas demonstra sintonia com a estratégia dos empresários de evitar a concorrência. Em 2004, o edital de licitação para escolher um grupo de funerárias autorizadas a atuar no mercado do DF chegou a ser lançado. Mas o processo foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, que acatou argumentos do setor.