antigas Publicado: 16/10/2008 | 11:38

Fenaban e bancários começam a negociar depois de uma semana de greve

fonte:diap

Em Brasília, a categoria está parada desde o dia 30 de setembro

 

Representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e dos bancários concordaram em retomar as negociações salariais em audiência de conciliação realizada, nesta terça-feira (14), na sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

 

Hoje pela manhã, a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários reabriram oficialmente o diálogo. À tarde, os sindicatos dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, presentes na audiência, votarão em assembléia o fim da greve e a volta ao trabalho na sexta-feira (17).

 

Os demais sindicatos do País serão orientados hoje pelo Comando Nacional dos Bancários a fazer votações semelhantes. A partir desta quinta-feira (16), as partes terão um prazo de cinco dias úteis para entrar em acordo. Até lá, os bancários devem permanecer em estado de greve. Caso as negociações não avancem, as partes devem retornar ao tribunal.

 

A categoria mostra disposição. Caso as negociações não avancem prometem dar continuidade à greve, que em alguns estados, como é o caso de Brasília, começou no dia 30 de setembro, como uma paralisação de 24 horas. No estado de São Paulo, a greve começou no dia 8 de outubro.

 

Mediação do MP

Com 15 dias de greve e nenhum sinal de acordo entre bancários e banqueiros, o Ministério Público do Trabalho decidiu entrar na discussão. Uma primeira audiência será realizada hoje, para informar qual o estágio das negociações e verificar o cumprimento dos requisitos legais da paralisação.

 

“A greve já tem 15 dias em Brasília, um pouco menos em outras cidades, e queremos ver o que está acontecendo, se há negociações em curso, pois há o impacto sobre os clientes. Se for possível, podemos até mesmo mediar a situação”, explica o procurador do trabalho Valdir Pereira, autor da convocação.

 

Para esse primeiro encontro foram convocados representantes da direção do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco de Brasília, além do Sindicato dos Bancários e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

 

No Distrito Federal, a greve dos bancários paralisou cerca de 250 agências. Mas há uma semana o movimento ganhou reforço nacional — e em todo o país estima-se em cinco mil o número de agências afetadas. Os bancários querem aumento real (acima da inflação) de 5%.

 

Pela proposta dos grevistas, o piso salarial passaria de R$ 921 para R$ 1.497. O vale-refeição, de R$ 14 por dia, também é considerado insuficiente. O valor desejado é de R$ 17,50. Os bancos oferecem 7,5%, o que significa um aumento real de aproximadamente 1%.

fonte:diap

Em Brasília, a categoria está parada desde o dia 30 de setembro

 

Representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e dos bancários concordaram em retomar as negociações salariais em audiência de conciliação realizada, nesta terça-feira (14), na sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

 

Hoje pela manhã, a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários reabriram oficialmente o diálogo. À tarde, os sindicatos dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, presentes na audiência, votarão em assembléia o fim da greve e a volta ao trabalho na sexta-feira (17).

 

Os demais sindicatos do País serão orientados hoje pelo Comando Nacional dos Bancários a fazer votações semelhantes. A partir desta quinta-feira (16), as partes terão um prazo de cinco dias úteis para entrar em acordo. Até lá, os bancários devem permanecer em estado de greve. Caso as negociações não avancem, as partes devem retornar ao tribunal.

 

A categoria mostra disposição. Caso as negociações não avancem prometem dar continuidade à greve, que em alguns estados, como é o caso de Brasília, começou no dia 30 de setembro, como uma paralisação de 24 horas. No estado de São Paulo, a greve começou no dia 8 de outubro.

 

Mediação do MP

Com 15 dias de greve e nenhum sinal de acordo entre bancários e banqueiros, o Ministério Público do Trabalho decidiu entrar na discussão. Uma primeira audiência será realizada hoje, para informar qual o estágio das negociações e verificar o cumprimento dos requisitos legais da paralisação.

 

“A greve já tem 15 dias em Brasília, um pouco menos em outras cidades, e queremos ver o que está acontecendo, se há negociações em curso, pois há o impacto sobre os clientes. Se for possível, podemos até mesmo mediar a situação”, explica o procurador do trabalho Valdir Pereira, autor da convocação.

 

Para esse primeiro encontro foram convocados representantes da direção do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco de Brasília, além do Sindicato dos Bancários e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

 

No Distrito Federal, a greve dos bancários paralisou cerca de 250 agências. Mas há uma semana o movimento ganhou reforço nacional — e em todo o país estima-se em cinco mil o número de agências afetadas. Os bancários querem aumento real (acima da inflação) de 5%.

 

Pela proposta dos grevistas, o piso salarial passaria de R$ 921 para R$ 1.497. O vale-refeição, de R$ 14 por dia, também é considerado insuficiente. O valor desejado é de R$ 17,50. Os bancos oferecem 7,5%, o que significa um aumento real de aproximadamente 1%.